segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Há um momento para tudo...


«Há um momento para tudo
e um tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Tempo de nascer, e tempo de morrer;
tempo de chorar, e tempo de rir;
tempo de buscar, e tempo de perder,
tempo de rasgar e tempo de coser,
tempo para calar e tempo para falar.»

Ecl. 3,2a.4a.6a

Esperarei o momento do meu tempo, que será decerto o tempo e o momento de Deus...
Alice

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Maria Mãe de Jesus

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima, passou na nossa Comunidade, na nossa Terra, na vida de cada um de nós. Cada qual A recebeu e se fez presente mediante a sua capacidade de expressar a fé, o entusiasmo, a alegria e a paz...
Estive também em alguns momentos, pensei muito na Encarnação e naquelas escadinhas de que se fala nos Exercícios Espirituais de Inácio de Loiola: Por Maria a nossa oração chega a Jesus e por Jesus é levada a Deus Pai.
«Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá.» (Evangelho de S. Lucas)

Quando se trata de cumprir a vontade de Deus,
Maria está sempre pronta.
Ela é a humilde serva do Senhor.
Ela deixa-se guiar, levar pelo Espírito.
E neste caso concreto, 
Tu também estás lá, Jesus;
TU levas Maria a partir…
Tu acabas de habitar nela para

a salvação da humanidade.
Faz-nos partilhar a docilidade de Maria,
a sua disponibilidade e prontidão 
para aderir à vontade divina.

(Da Oração com a CVX)


MagnificatQuando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto, Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,
Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, que tens lá no fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué parar o sol e eu acordarei;
E então será dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia !
Álvaro Campos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

As Mãos


Li e reflecti este poema. Fala das mãos... Mas que mãos? Questionei-me ao principio...

É que as minhas mãos são sobretudo o que eu sou e vivo. São elas que me ajudam a caminhar ao volante do meu carro e que me fazem ser "as rodas" de alguns amigos, sem rodas.
Mãos que cozinham e lavam loiça, aspiram e limpam o pó... Enxugam lágrimas ou as provocam.
Por vezes rudes, agressivas e egoístas, entristecendo-me...
Mas também são mãos com uma vida vivida e sonhada, mãos da certeza do carinho e do acolhimento, do amor e da segurança, mãos que acariciam e amam.
São mãos picadas por soros e quimioterapias, mas são mãos fortes que exclamam: "não posso desistir agora"...
Mãos que erram e choram, tocam o chão pelas quedas mas também me ajudam a levantar.
As minhas mãos folheiam os livros que ajudam a alimentar os meus sonhos... Muitas vezes, junto-as para rezar e ergo-as em acção de graças...
Aqui fica o poema que dedico a todos vós!

As mãos podem...
Oferecer apoio
no momento certo,
estender-se para consolar,
segurar firme para amparar.
Mas o que mais podem as mãos?
As mãos saúdam, as mãos sinalizam,
as mãos envolvem, dão carinho,
as mãos estabelecem limites,

escrevem e abençoam.
As mãos desenham no ar
o 'adeus ', o 'até logo '.

As mãos agasalham
e curam feridas.

Para o mudo
a mão é o verbo.
Para o idoso é a segurança.
Para o irascível a mão erguida é ameaça.
Para o pedinte a mão estendida é súplica.
Para quem ama, a mão silenciosa,
que acolhe a do ser amado,
é felicidade.Para quem chora,
a mão alheia
é conforto.

Há mãos que agarram, perturbadas.
Há mãos que tocam, suaves.
Há mãos que ferem.
Há mãos que acariciam.
Há mãos que amaldiçoam.
Há mãos que abençoam.
Há mãos que destroem
e há mãos que edificam,
trabalham, realizam.
Há pessoas que transmitem
energias, através da imposição demãos,
entregando-se a essa tarefa
tão bela de amor.

Nossas mãos
podem exteriorizar o amor,
construindo templos,
hospitais e escolas;
fabricando vacinas e
equipamentos médicos;
alimentando famintos,
medicando enfermos...
Podem concretizar a paz social
assinando tratados de armistício,
escrevendo livros,
guiando carros,
pilotando aviões,
varrendo ruas,
tocando instrumentos musicais,
pintando telas,
esculpindo,
construindo móveis,
prestando serviços...

Podem manifestar fraternidade,
ao lembrarmos da
essencialidade do humano,
da sensibilidade, da empatia,
estendendo-as a um irmão que,
num dia difícil, põe-se a chorar.
Suas mãos são abençoadas
ferramentas para construção
de um mundo melhor.
Use-as sempre para edificar,
elevar, dignificar, apoiar,
acenar com a esperança
de melhores dias.

Robert Redford

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Aniversários

"Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência e da sua fé."
(George Sand)

No meu desejo de estar atenta aos aniversários da família e dos amigos, de lhes dizer por palavras e sinais, que a minha vida tem mais sentido por eles existirem comigo... Que me sinto apoiada pela existência de quem caminha ao meu lado ... Deixo uma mensagem de parabéns a todos os que fizeram ou fazem anos nestes dias! E são muitos...

Hoje é o Nuno, há uns dias foi o P. Francisco s.j. , a Rute, a Zé, a Gina, o Gilberto, o Rui, o Gui e o João Paulo (sobrinhos) o Paulo (mano)... Amanhã a Paula! Que previlégio ter tantos dons para agradecer, tantas vidas diferentes e cheias de beleza ao meu redor.


A TODOS

domingo, 18 de janeiro de 2009

Para(Bens!) Gina

Amiga:
Que nada nem ninguém perturbe a alegria, a ternura e a paz deste dia de aniversário!
Deixo para ti, no meu blog, este raminho de antúrios (sei que gostas de antúrios...)
É verdade... também um vídeo que me pareceu significativo para te oferecer.


(Se demorar a carregar, não desistas... para tudo na vida é preciso persistência e força)

sábado, 17 de janeiro de 2009

Não me grites por favor!

Não consegui. durante alguns, dias esquecer a cena: A Senhora a gritar e a puxar-lhe pela mão com toda a força… enquanto a menina dizia soluçando: “Não grites por favor, não grites, que tenho medo!”
Que dor senti nesse momento... Como deixei morrer por instantes o "meu sonho"... O sonho que me ajuda a acreditar que as crianças são sempre motivo de alegria e sinal de esperança.

Escrevo estas palavras, neste dia de sábado em que há Catequese e vou estar algum tempo com as nossas crianças.
Gosto dos sábados, fortalecem o meu desejo de continuar nestas coisas… Gosto do barulho e da vida destas crianças que saltam, riem, brincam e gritam com alegria enquanto não chega o momento de entrarem para as respectivas salas, onde as espera um sorriso, um gesto de acolhimento uma palavra que alimente e aqueça o coração...

Penso de novo naquela outra criança a quem a impaciência quer arrancar o sorriso e o desejo de ser feliz!


A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.
Oscar Wilde


Não me grites, não me grites por favor! Porque destróis aquilo que de melhor existe em mim, destróis os meus sonhos de Paz e Bem, deixas de ser o apoio de que preciso, a mão que segura a minha e que me levanta quando caio, o braço que me apoia e me abraça…
Alice

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Cansaço


O que há em mim é sobretudo cansaço
Não d'isto ou daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
cansaço assim mesmo,
ele mesmo,
cansaço
Álvaro de Campos

domingo, 11 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Sur-presas...

O frio continua mas o sol quer começar a derreter a neve que se acumulou nos carros, nos passeios e em sitios mais sombrios como é por exemplo o estacionamento na saída do nosso prédio. Estamos em casa, no quentinho da nossa mesa com braseira e uma camilha para concentrar mais o calor.
Passam na televisão notícias sobre o frio intenso em todo o país, sobretudo no Norte onde houve o maior nevão dos últimos 20 anos.

Não tenho ainda fotos para colocar aqui, mas da minha janela avisto um mar de brancura e beleza que me fascina e me tranquiliza ao mesmo tempo, uma vez que vivi os últimos dois dias em ansiedade permanente.

“Ficamos muitas vezes sur-presos, isto é, agarrados inespera­damente, presos por cima! O inesperado apanha-me despreveni­do. E é bom! É sinal de que há muita coisa nova e desconhecida e é sinal de que não estou fechado e cego para a novidade. É no mínimo urgente deixar de imaginar um Deus velho e usado, sem graça, um Deus feito por nós, à nossa medida. Mas nós é que somos à sua imagem! Ele é um Deus sempre surpreenden­te, que nos apanha sempre por cima, com uma novidade, uma alternativa, que nos revela caminhos inimagináveis. Se abrimos os olhos e os ouvidos do coração, Ele aparece sempre com mais uma surpresa para nos dar. E é contemplando-o que podemos vislumbrar, afinal, quem somos.”

( P. Vasco Pinto Magalhães sj. "Onde há crise, há esperança")

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Nem vencedores, nem vencidos...


"Ser forte é,
também, saber sentir-se fraco quando nos sentimos fortes, para compreender aqueles que não o são".

(Por vezes vou guaradando pequenos pensamentos e/ou extractos que me questinam, me inquietam ou me dão força... Hoje deixo este...Preciso de o comunicar)


A PAZ SEM VENCEDORES NEM VENCIDOS

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça.
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Sophia de Mello Breyner Andresen

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Shalom


«Combater a pobreza, construir a paz».
Papa Bento XVI Mensagem para o dia Mundial da Paz

Em dias cinzentos e de frio, em especial na rua... a "nossa" passagem para 2009, (um grupo de amigos de várias gerações) foi no quentinho de uma Eucaristia partilhada e de uma lareira cheia de Luz.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Feliz Ano Novo!


Pensa em todo o bem que te aconteceu durante este ano... agradece ao Senhor!

Nada te impede de continuar a sonhar... SONHA com um mundo melhor...
O amor gratuito é possível... Acredita no AMOR !


Gostas da sinceridade? A VERDADE existe...
Sonha com um
mundo de verdade de PAZ!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Quero que saibas...



«Quero que saibas que cada vez que me convidas, eu venho sempre, sem falta. Venho em silêncio e de forma invisível, mas com um poder e um amor que não acabam.

Não há nada na tua vida que não tenha importância para mim. Sei o que existe no teu coração, conheço a tua solidão e todas as tuas feridas, as tuas rejeições e humilhações. Eu suportei tudo isto por causa de ti, para que pudesses partilhar a minha força e a minha vitória. Conheço, sobretudo, a tua necessidade de amor.

Nunca duvides da minha misericórdia, do meu desejo de te perdoar, do meu desejo de te bendizer e viver a minha vida em ti, e que te aceito sem me importar com o que tenhas feito. Se te sentes com pouco valor aos olhos do mundo, não importa.

Não há ninguém que me interesse mais no mundo do que tu. Confia em mim. Pede-me todos os dias que entre e que me encarregue da tua vida e eu o farei. A única coisa que te peço é que confies plenamente em mim. Eu farei o resto.

Tudo o que procuraste fora de mim só te deixou ainda mais vazio. Portanto, não te prendas às coisas passageiras. Mas, sobretudo, não te afastes de mim quando caíres. Vem a mim sem demora, porque quando me dás os teus pecados, dás-me a alegria de ser o teu Salvador. Não há nada que eu não possa perdoar.Não importa o quanto tenhas andado sem rumo, não importa quantas vezes te esqueceste de mim, não importa quantas cruzes levas na tua vida. Tu já experimentaste muitas coisas, no teu desejo de seres feliz.

Porque é que não experimentas abrir-me o teu coração, agora mesmo, mais do que antes?»


Madre Teresa Calcutá

sábado, 27 de dezembro de 2008

A Neve

Hoje acordámos com a neve a cair intensamente...Que frio se fazia sentir quando abrimos as janelas! Flocos de neve "branca"? a tocar ao de leve no nosso rosto! Uma espécie de "novo Natal" a chegar para nos acariciar um pouco.
Apressámo-nos a tirar algumas fotos...Temos vários ângulos de visão, mas a nossa casa está rodeada de outras casas, ainda assim fomos conseguindo!
Já parou de nevar... o astro continua com o tom branco aveludado, misterioso, como acontece sempre que neva...
Estou no quentinho mas sinto a nostalgia deste dia cheio de beleza de brancura e de saudade...

"A casa da saudade chama-se memória: é uma cabana pequenina a um canto do coração". (Henrique Maximiliano Neto)



Ontem li este conto e lembrei-me de partilhar alguns extratos, fala de uma neve especial...

..."O frio está lá fora, e a geada, e a noite impenetrável. A Criança anima-se, já esqueceu a decepção, para o ano tal­vez a deixem lançar o foguete sozinho. Também tem uma história para contar, só está a espera de uma pausa, de um momento mágico em que todos se calem, acaso emudeci­dos por um anjo que passou deixando apenas a imagem de um dedo imperioso sobre os lábios cerrados. O momento está a chegar por fim, uma a uma calam-se as bocas da Família, e agora ou nunca, a Criança inspira fundo, rompe o silêncio, começa a falar. A Família olha surpreendida, dá al­guma atenção, mas não muita nem por muito tempo, não dura, não pode durar, as vozes regressam do silêncio, e é o Pai que lhe corta a narrativa com uma frase que faz rir toda a gente. Uma frase que vai fazer chorar a Criança.
Porque o Menino, a Criança é um menino, levanta-se da mesa, abre a porta, separa-se da Família e desce os três degraus de pedra que conduzem ao mundo. Ali adiante há um muro caiado, baixo, como uma varanda dando para terras igno­radas. A Criança vai debruçar-se sobre o muro, deixa cair a cabeça sobre os bravos cruzados, e o terrível nó das lágrimas desata-se dentro de si. Da casa vem risos e vozes, alguém fala muito alto, e depois ressoam gargalhadas. Ninguém está pensando na Criança.
Faz muito frio. Visto daqui, o céu parece estar feito de veludo negro. E há as estrelas. Duras, nítidas, implacáveis, quase ferozes. A Criança levanta os olhos. Lá estão elas a brilhar. Olhadas através das lágrimas, as estrelas são dife­rentes. Mundo estranho, estranho mundo, este. Sob os passos da Criança, o chão duro e gelado range. E, em fren­te, as árvores negras, misteriosas, onde a noite os grandes medos se vão esconder, tomam o ar confidencial de quem conhece todos os segredos futuros, a hora e o lugar onde acontecera o terceiro nascimento, e o quarto, e o quinto, todos os aqueles que ainda esperam a esta Criança, ate mes­mo quando de havê-lo sido já não lhe restar memória.
As Crianças estão sempre a nascer. As vezes nascem de explosivas alegrias, de achados incríveis, de deslumbra­mentos únicos, mas o mais frequente, uma vez após outra, e nascerem de cada tristeza sofrida em silêncio, de cada des­gosto padecido, de cada frustração imerecida. Há que ter muito cuidado com as Crianças, nunca me cansarei de o dizer.


Um dia uma Professora teve uma ideia de Professo­ra e mandou aos seus alunos que fizessem uma composição plástica sobre o Natal. Claro está que não empregou esta linguagem, o que disse foi: «Façam um desenho sobre o Natal. Usem lápis de cores, ou aguarelas, ou papel de lus­tro, o que quiserem. E tragam na segunda-feira». Uns com lápis, outros com aguarelas, outros com papel recortado, alguns pintando com os dedos, todos cumpriram o melhor que puderam. Apareceu tudo quanto a costume nestes ca­sos: o presépio, os reis magos, os pastores, São José, a Vir­gem e, inevitavelmente, o Menino Jesus. Bem feitos uns, mal feitos outros, toscos ou esmerados, os desenhos caíram na segunda-feira em cima da secretaria da Professora. Ali mesmo ela os viu e lhes pôs nota.
Ia marcando «bom», «mau», suficiente», como se com esses juízos os marcasse para a eternidade. De repente. Ah, quantas vezes ainda te­remos de dizer que é preciso muito cuidado com as crianças! A Professora segura um desenho nas mãos, um dese­nho que não é melhor nem pior que os outros. Mas ela tem os olhos fixos, está confusa, perturbada: o desenho mostra a invariável manjedoura, a vaca e o burrinho, e toda a res­tante figuração. Sobre esta cena já sem mistério cai a neve, e esta neve é preta. Porquê?
«Porque?», pergunta a Professora à Menina que fez o de­senho. A Menina não responde. Talvez mais nervosa do que quereria mostrar, a Professora insiste. Há na sala os ri­sos cruéis e os murmúrios de troca que sempre aparecem em ocasiões destas. A Menina está de pé, muito séria, um pouco trémula. E responde, por fim: «Pintei a neve preta porque foi nesse Natal que a minha mãe morreu». Fez-se silêncio e a Professora pensou, assim o veio a contar mais tarde: «À Lua já chegamos, mas quando e como consegui­remos chegar ao espírito de uma criança que pintou a neve preta porque a mãe lhe morreu?».
Muitos anos depois de estas histórias terem aconteci­do, contei-as a uma outra Menina, que me perguntou: «E eles ainda estão tristes?». Nessa altura disse-lhe que sim, que há tristezas que o tempo não consegue apagar, mas hoje conforta-me a ideia de que talvez o Menino do Muro Branco e a Menina da Neve Negra se tenham encontrado na vida, e que talvez por causa deles o mundo já esteja a mudar sem que nós tenhamos dado por isso".
(José Saramago - História de um muro branco de uma neve preta - Extractos)

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

"25 de Dezembro"


Tenho um amigo que, ao longo de muitos anos, me foi ajudando a acreditar e a fazer a experiência de que posso pegar no Menino Jesus ao colo e que é possível pegar nele todos os dias.
Obrigada a todos os que O colocam nas minhas mãos... Paz e Bem!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Hoje é Natal

Dia 24 – VIRGEM MARIA

Convida Nossa Senhora a visitar a manjedoura do teu coração e pede-Lhe que coloque nele o Divino Menino. Encurta as tuas conversas e chamadas telefónicas e passa hoje tempo pensando em Jesus, Maria e José.



Desejo a todos os que lerem o meu blog (ou não...) um Natal Feliz!
Cada vez mais tenho a certeza de que Natal existe sim, na fragilidade, na simplicidade, num desejo profundo vindo do coração, de trazer um sinal de Deus à vida dos homes...
Procura dentro de ti e junto dos teus a alegria e a força para celebrar o Natal...

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Hoje são anos meu Pai


Dia 23 - SÃO JOSÉ

Aprende com o seu silêncio e paciência a suportar as recusas e os desapontamentos.
Abre o teu coração e pede-lhe para entrar, com a bem-aventurada Virgem Maria.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Dia 22 - ANJOS


Convida os anjos a adorar a Deus como tu desejarias
Obedece cuidadosamente às inspirações do teu Anjo da Guarda
e da tua consciência.


( Já é um pouco tarde hoje, mas não queria desistir agora de continuar o presépio)


Deixo também um pouco de "Natal" que me foi enviado há pouco...

Na nossa sociedade faz frio.
E o Natal é luz e calor!
A humanidade enregela sem o Espírito que é fogo.
Contra o frio do egoísmo, o calor humano.
Contra o frio da ganância, o calor da generosidade.
Contra o frio da indiferença, o fogo da solidariedade.
Contra o frio da solidão, o fogo da proximidade.
Contra o frio do desencanto, o fogo do ideal. 

(Vasco Pinto de Magalhães, em "Não há soluções. Há caminhos.")






sábado, 20 de dezembro de 2008

A Chave

Dia 21 - CHAVE
Coloca a chave na porta do estábulo para manter afastados os ladrões.
Não queiras nada na tua vida que te afaste do teu irmão, procura não julgar...
Se possivel utiliza a chave para abrir o teu coração.

Levantei-me cedo neste domingo cheio de sol e falo-vos um pouco do meu sonho que hoje se liga à Paz e à Esperança do Natal!
Ontem houve festa de Natal com a Catequese, foi comovidos e alegres que vimos e sentimos as crianças reunidas à volta da vinda do Salvador, do presépio...
De facto a vida não se mede pela quantidade de coisas ou de palavras mas pela qualidade da alegria que se espalha à nossa volta.
Sou uma mulher de "Esperança"! Acredito que o ser humano foi feito para viver na esperança do novo dia que surge, da vida que se renova e do sol que vem iluminar e aquecer a nossa vida.
Fica um pensamento que me enviaram e que para mim tem muito sentido.
"A noite abre as flores em silêncio e deixa que o dia receba os agradecimentos"