Neste blog, além de colocar alguns poemas ou textos de que gosto e que me ajudam, gostaria também de deixar pequenas coisas que vou escrevendo e falar um pouco de mim, da minha vida, da minha fé, da minha relação com Deus e o mundo, com o sofrimento e com a alegria, com a ansiedade e a paz...
sábado, 23 de maio de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Sonho
Sonhei... que tive a coragem de
"largar" tudo o que não é essencial...
e prosseguir em paz a minha jornada!
quinta-feira, 21 de maio de 2009
sábado, 16 de maio de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O silêncio de Fátima
Li este artigo na Agência Ecclesia e acho-o tão cheio de paz, de verdade e de sentido silencioso, que o coloco no meu blog, desejando que muitas pessoas o possam saborear.
De silêncio se veste a noite no Santuário de Fátima.
Depois da celebração da eucaristia, o recinto vai-se esvaziando. Por instantes são as saídas que se enchem de gente, cansada e com sono. Apenas para a Capelinha das Aparições concorrem pessoas para mais uns momentos de oração. Passa da meia-noite, mas ainda se cumprem promessas e se acendem velas.
Passam pessoas com bancos e agasalhos para a noite fria e corta ventos a antecipar a chuva que não chegou a cair.
Na Igreja da Santíssima Trindade decorre a vigília e exposição do Santíssimo até às duas horas da manhã. Mas são muitos os que circundam a igreja com sacos-cama, com colchões e cobertores para ali passar a noite.
Passam estudantes de capas negras, uma criança pela mão da mãe, passam senhoras de passo apressado para acorrer à vigília. As portas laterais vão deixando entrar os peregrinos que ainda estão despertos. Há quem não aguente o cansaço e adormeça nos bancos.
Do silêncio se faz a noite no interior da Igreja. O silêncio de quem reza, de quem escuta, de quem pára.
Também se trabalha e aos poucos desaparecem os recipientes de velas no recinto do Santuário. Fica apenas a cera no chão, a marca de quem ali rezou.
Mais à frente partilha-se uma ceia ou pede-se silêncio a quem ainda troca conversas. Vêem-se cadeiras encostadas às grades que nesta noite serão amparo. Uma família estende cobertores no chão.
A Basílica está fechada. Um peregrino, com sotaque espanhol, pergunta se pode entrar. «Não», responde a jornalista. «Oh, que pena. Queria saudar a Jacinta e o Francisco». Em breves instantes, estende o braço e toca com a mão na parede da Basílica e aí faz a sua oração.
Reina o silêncio no Santuário de Fátima. Um céu limpo não afasta os peregrinos da oração.
Passam pessoas com bancos e agasalhos para a noite fria e corta ventos a antecipar a chuva que não chegou a cair.
Na Igreja da Santíssima Trindade decorre a vigília e exposição do Santíssimo até às duas horas da manhã. Mas são muitos os que circundam a igreja com sacos-cama, com colchões e cobertores para ali passar a noite.
Passam estudantes de capas negras, uma criança pela mão da mãe, passam senhoras de passo apressado para acorrer à vigília. As portas laterais vão deixando entrar os peregrinos que ainda estão despertos. Há quem não aguente o cansaço e adormeça nos bancos.
Do silêncio se faz a noite no interior da Igreja. O silêncio de quem reza, de quem escuta, de quem pára.
Também se trabalha e aos poucos desaparecem os recipientes de velas no recinto do Santuário. Fica apenas a cera no chão, a marca de quem ali rezou.
Mais à frente partilha-se uma ceia ou pede-se silêncio a quem ainda troca conversas. Vêem-se cadeiras encostadas às grades que nesta noite serão amparo. Uma família estende cobertores no chão.
A Basílica está fechada. Um peregrino, com sotaque espanhol, pergunta se pode entrar. «Não», responde a jornalista. «Oh, que pena. Queria saudar a Jacinta e o Francisco». Em breves instantes, estende o braço e toca com a mão na parede da Basílica e aí faz a sua oração.
Reina o silêncio no Santuário de Fátima. Um céu limpo não afasta os peregrinos da oração.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
presença terna

Não se perdeu nenhuma coisa em mim.
Continuam as noites e os poentes
Que escorreram na casa e no jardim,
Continuam as vozes diferentes
Que intactas no meu ser estão suspensas.
Trago o terror e trago a claridade,
E através de todas as presenças
Caminho para a única unidade.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Os dias e as noites...
Deixo hoje este soneto que é lindo... A gravura lembra-me o céu estrelado e a lua que tanto gosto de ver e rever da varanda do meu quarto!
E mesmo nas noites mais escuras, até quando tudo parece mais sombrio, quando a minha fé e a minha esperança ficam mais ténues, eu acredito que elas estão lá, brincando com um sorriso maroto. Acredito "porque sim"... Como acredito no Amor!

Soneto de aniversário
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danosVença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranqueceE fica tenra a fibra que era dura.
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.Vinicius de Moraes
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Voz e Presença
Escutai a melodia da voz do Senhor e o encanto de tudo o que sai da sua boca! Cada vez que a pressinto, o meu coração palpita e salta de espanto no meu peito. As maravilhas que revela estendem-se pela vastidão dos céus, e o seu fulgor chega aos confins da terra. Faz-se ouvir a majestade da sua voz que infunde respeito e cuja ternura deslumbra e conquista. Faz prodígios que não entendemos, tem surpresas que nos desconcertam, mas a criação inteira proclama a sua grandeza. Na presença do seu esplendor, o meu coração cai de joelhos e balbucia uma prece que não sabe formular. O indizível apoderou-se da minha alma. Só o silêncio pode falar.sexta-feira, 1 de maio de 2009
A Vida

"Tenho pensamentos que, se pudesse revelá-los e fazê-los viver, acrescentariam nova luminosidade às estrelas, nova beleza ao mundo e maior amor ao coração dos homens."
Fernando Pessoa
Li esta frase, de Fernando Pessoa, pela manhã e creio que posso considerá-la uma verdade para a minha vida. É por isso que agora deixo correr o meu pensamento, num desejo forte de que nada o possa limitar ou vencer.
Por vezes sinto-me incapaz de continuar, surge o limite do entendimento e da energia que me faz reagir no dia-a-dia… os meus desejos de acrescentar beleza ao nosso mundo como que se esbatem, a tristeza atinge o meu coração…
Agora chega!... E, digo NÃO a tudo o que possa perturbar a força dos meus sonhos!
Quero amar sem limites a vida que me rodeia e as pessoas que se cruzarem comigo… Quero aprender quanta beleza existe na fragilidade de uma criança ou na simplicidade de uma flor.
Quero escutar palavras que sejam sinais do beijo terno que desejo receber.
Quero acolher com confiança os olhos me falam de amor nesta noite de estrelas que nunca acabará…
Por vezes sinto-me incapaz de continuar, surge o limite do entendimento e da energia que me faz reagir no dia-a-dia… os meus desejos de acrescentar beleza ao nosso mundo como que se esbatem, a tristeza atinge o meu coração…
Agora chega!... E, digo NÃO a tudo o que possa perturbar a força dos meus sonhos!
Quero amar sem limites a vida que me rodeia e as pessoas que se cruzarem comigo… Quero aprender quanta beleza existe na fragilidade de uma criança ou na simplicidade de uma flor.
Quero escutar palavras que sejam sinais do beijo terno que desejo receber.
Quero acolher com confiança os olhos me falam de amor nesta noite de estrelas que nunca acabará…
domingo, 26 de abril de 2009
FALTA DE AR
Era uma vez um jovem que sentia um grande desejo de se encontrar com Deus. Para isso, foi ter com um homem com fama de santo, que vivia na solidão e passava os dias e as noites a contemplar silenciosamente o seu Senhor.
O jovem subiu à montanha, aproximou-se dele e pediu-lhe:
- Eu desejaria encontrar Deus: vê-lo, escutá-lo, tocar-lhe e ser como tu uma pessoa feliz.
O santo homem permaneceu silencioso. O jovem esperava. Alguns instantes depois ergueu-se e disse-lhe:
- Jovem, vem comigo até junto do ribeiro que corre para o mar.
Os dois deram alguns passos e desceram até junto da água. Ambos aproximaram-se dela, e ajoelharam-se para molhar os dedos. Nesse momento, o santo homem pôs a mão sobre a cabeça do jovem e mergulhou-a na água do ribeiro.
O jovem, passado poucos instantes, estava ansioso com falta de ar. Fazia o possível para se erguer. Então o homem disse-lhe:
- O que é que desejavas, quando tinhas a cabeça debaixo da água?
- Desejava ar para poder respirar.
-Se é assim que desejas Deus, certamente que o encontrarás. Ele dá-se a conhecer a quem o busca apaixonadamente. Nele vivemos, nos movemos e existimos. Mas não se impõe. Necessita que o procuremos com paixão, como o veado com sede busca as águas frescas.
- Quem busca a Deus de coração sincero, certamente que o encontrará. Deus está ali à sua espera.
(Toma e Lê – Pedrosa Ferreira)
O jovem subiu à montanha, aproximou-se dele e pediu-lhe:
- Eu desejaria encontrar Deus: vê-lo, escutá-lo, tocar-lhe e ser como tu uma pessoa feliz.
O santo homem permaneceu silencioso. O jovem esperava. Alguns instantes depois ergueu-se e disse-lhe:
- Jovem, vem comigo até junto do ribeiro que corre para o mar.
Os dois deram alguns passos e desceram até junto da água. Ambos aproximaram-se dela, e ajoelharam-se para molhar os dedos. Nesse momento, o santo homem pôs a mão sobre a cabeça do jovem e mergulhou-a na água do ribeiro.
O jovem, passado poucos instantes, estava ansioso com falta de ar. Fazia o possível para se erguer. Então o homem disse-lhe:
- O que é que desejavas, quando tinhas a cabeça debaixo da água?
- Desejava ar para poder respirar.
-Se é assim que desejas Deus, certamente que o encontrarás. Ele dá-se a conhecer a quem o busca apaixonadamente. Nele vivemos, nos movemos e existimos. Mas não se impõe. Necessita que o procuremos com paixão, como o veado com sede busca as águas frescas.
- Quem busca a Deus de coração sincero, certamente que o encontrará. Deus está ali à sua espera.
(Toma e Lê – Pedrosa Ferreira)
terça-feira, 21 de abril de 2009
Um sorriso...

"Ninguém dá o que não tem, é claro! Mas também é verdade que só dá quem tem. Quanto mais dou de mim, mas recebo! São planos diferentes, é certo. Quando dou coisas materiais, perco-as. Quando comunico os bens espirituais e culturais, eles crescem.
Assim, se dou o meu saber, fica mais sábio. Mas quem se fecha com medo de perder, até o que tem lhe apodrece nas mãos."
P. Vasco Pinto Magalhães, s.j. (Onde há crise, há esperança)
Assim, se dou o meu saber, fica mais sábio. Mas quem se fecha com medo de perder, até o que tem lhe apodrece nas mãos."
P. Vasco Pinto Magalhães, s.j. (Onde há crise, há esperança)
Foto da minha sobrinha Ana Teresa
sábado, 18 de abril de 2009
Necessito de Ti!
O dia parece hoje um pouco mais claro, de vez em quando surge um raizinho de sol que embora ténue e rápido, ajuda a iluminar o meu dia, me fortalece e me faz sonhar novos momentos.
Têm sido muito complicadas para todos as últimas semanas. A doença do meu cunhado e consequentemete ausência da Mana Tété, nome que lhe damos carinhosamente, fez-se sentir nestes dias.
Últimamente o Tó não parecia andar muito bem, e após alguns exames feitos em Lisboa, descobriram um aneurisma abdominal, que estava em risco de rebentar a qualquer momento. Operado com a rapidez possivel e depois de três semanas de internamento, mantêm-se em Lisboa em recuperação.
Foram dias dificeis, que marcaram a nossa Semana Santa e a Páscoa, mas sempre esteve presente a fé, juntamente com a ansiedade e o sofrimento próprios do amor que temos uns pelos outros.
Procurámos todos mantêr o equilibrio possível, não fugindo às dificuldades, mas acreditando sempre em dias melhores e com mais "sol", aí tiverem um papel muito forte os amigos com a sua presença incansável.
Deixo uma oração de Teilhard de Chardin que me ajuda.
Necessito de ti Senhor!
Porque sem Ti a minha vida seca.
Queria encontrar-Te na oração,
na tua presença inconfundível,
durante esses momentos em que o silencio
está à minha frente, diante de Ti.
Queria procurar-Te!
Queria encontrar-Te no mundo que criaste;
Na transparência de um horizonte longe
e na profundidade de um bosque
que protege com as suas folhasto
das as pessoas.
Precisava de te sentir!
Queria encontrar-Te nos teus sacramentos,
no reencontro com o teu perdão,
ao ler a tua palavra,
no mistério da tua entrega radical.
Precisava de te sentir!
Queria encontrar-te em todas as pessoas
na necessidades de quem se sente pobre
no amor dos meus amigos,
no sorriso de uma criança
e no barulho da multidão.
Tenho que Te ver!
Queria encontrar-Te, ainda, na minha pobreza,
nas capacidades que me deste,
nos meus desejos e sentimentos,
no trabalho e no descanso,
e um dia, na debilidade da minha vida,
quando me aproximar das portas
e me encontrar pessoalmente contigo.
Teilhard de Chardin
Teilhard de Chardin
quinta-feira, 16 de abril de 2009
domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Apenas um olhar
terça-feira, 7 de abril de 2009
Conduz-me...

«Tal como a amendoeira começa a florir no alvor da Primavera, um sopro de confiança faz germinar os desertos do coração. (...)
É a flor que desabrocha de madrugada, quando é possível recomeçar sempre de novo, quando o sopro da confiança nos conduz pela senda de uma bondade serena.»
(Irmão Roger, de Taizé)
É a flor que desabrocha de madrugada, quando é possível recomeçar sempre de novo, quando o sopro da confiança nos conduz pela senda de uma bondade serena.»
(Irmão Roger, de Taizé)
Preciso de parar, preciso de silêncio, preciso de acreditar! E SONHAR!...
Há situações na vida em que é melhor guardar silêncio... Hoje, tal como a amendoeira , quero esperar por uma nova Primavera... E preciso de acreditar que é possivel!
Penso em Jesus que, no Domingo passado fazia silêncio! No Tribunal, quando acusado, Jesus manteve-se um silêncio...É isso!
domingo, 5 de abril de 2009
Nenhum coração...
segunda-feira, 30 de março de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
A Anunciação a Maria
Celebrámos ontem a Anunciação do Anjo a Nª. Senhora.
Santo Inácio, nos Exercicios Espirituais, dá-nos uma ajuda para contemplar e rezar este acontecimento da Vida de Maria.
"L' Annunziazione" (Andrea della Robia)
CONTEMPLAÇÃO DA ENCARNAÇÃO
Fazer primeiro uma oração preparatória ( EE 46)
«A oração Preparatória é pedir graça a Deus nosso Senhor para que todas as minhas intenções, acções e operações sejam paramente ordenadas para serviço e louvor de sua divina majestade».
- recordar a história do assunto que tenho de contemplar, que é aqui como as três pessoas divinas observavam toda a planície ou redondeza de todo o mundo, cheia de homens, e como, vendo que todos desciam ao inferno, se determina, na sua eternidade, que a segunda pessoa se faça homem, para salvar o género humano. E, assim, chegada a plenitude dos tempos, é enviado o anjo S. Gabriel a nossa Senhora.
- Composição, vendo o lugar. Aqui será ver a grande extensão e redondeza do mundo, no qual estão tantas e tão diversas gentes. Assim mesmo, depois, particularmente, a casa e aposentos de nossa Senhora, na cidade de Nazaré, na província de Galileia.
- Pedir o que quero; será aqui pedir conhecimento interno do Senhor que, por mim, se fez homem, para que mais o ame e o siga.
(Texto retirado do livro dos Exercícios Espirituais)
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