Neste blog, além de colocar alguns poemas ou textos de que gosto e que me ajudam, gostaria também de deixar pequenas coisas que vou escrevendo e falar um pouco de mim, da minha vida, da minha fé, da minha relação com Deus e o mundo, com o sofrimento e com a alegria, com a ansiedade e a paz...
segunda-feira, 23 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
"Se fores pelo centro de ti mesmo"
"
Se fores pelo centro de ti mesmo..." Deixar-te-ás encontrar, cada vez
mais, pelo Senhor.
É um eco que
permanece em mim e me tem acompanhado nos últimos dias. Depois de três dias de
silêncio, oração e reflexão em Soutelo... Exercícios Espirituais em grupo,
mas orientados de forma que cada um faça o seu caminho, para melhor se
encontrar consigo próprio em Deus e com Deus.
Em cada momento
de encontro recebíamos algo, que para mim, tinha sabor a um presente de
amizade e bem. Imagino que vindo da parte de Deus... E embrulhado conforme as suas diferentes cores e modelos. Continham uma frase ou um poema de Daniel Faria, alguém
que com a sua poesia me ajuda a percorrer caminhos.
Depois o regresso
ao quotidiano, onde tudo permanece igual: o trabalho, as alegrias, as
dificuldades, e até algumas dores... Só que já não parto do mesmo sítio! Não
sei ainda bem de que ponto estou a re-partir, mas
sei que se reflete naquilo que em mim se comunica e se relaciona... Talvez quem
sabe? De novos lugares de liberdade.
Esta frase faz parte do título de um
dos livros do Daniel.
A imagem é de um PowerPoint
Nota importante: "Os poemas de Daniel Faria
são, sobretudo, um espaço de diálogo com o mundo, com outros e com o Outro que
é Deus. Não estamos, porém, perante uma poesia “religiosa” ou “espiritual”, mas
sim face a uma poesia cuja unidade é a unidade do próprio autor enquanto pessoa
que pensa e sente, acredita e constrói, aproxima-se e afasta-se, numa lúcida
transparência de quem sabe que está a escrever poesia e que tem consciência
sóbria do seu valor."
quarta-feira, 11 de julho de 2012
por National
Geographic Society
"Só quem faz bem as pequenas coisas é capaz de fazer
também as grandes, disse alguém".
Acredito nisso e
acredito que é nos pequenos gestos que revelamos a nossa alma, a nossa alegria
de viver e a nossa capacidade de perdoar e de amar.
Hoje ao ouvir o passo
a rezar e ao ver esta imagem simples e bonita, tive a certeza de que continuo a
sonhar e a acreditar que vale a pena viver e oferecer a vida sem esperar ou
desejar o “retorno”.
Mas quão difícil e exigente isso é e como eu sei!
Mas quão difícil e exigente isso é e como eu sei!
No entanto sinto-me um pouco como um elo de ligação e uma força para alguns continuarem, mesmo
que eu própria o não sinta assim com tanta clareza.
Muito raramente saio
sem um sorriso que ajude a sustentar as razões da minha fé e a certeza de que
sou muito amada por Deus.
Amanhã começarei um
breve tempo de retiro em silêncio, 3 dias de paragem, de estar, de alimentar
cada vez mais e com mais verdade
aquilo que vou deixando escrito por aqui.
Não vou poder levar a cadeira de
rodas que me ajudaria a dar uma volta pela quinta, mas não faz mal, tudo o que possa ser... é bom.
sábado, 7 de julho de 2012
Ontem ouvi o barulho do mar
Estava cansada e fui
deitar-me mais cedo, senti que precisava rezar um pouco, respirar fundo e
atenuar a agitação de uma sexta-feira que fora cansativa. No mp3 tenho algumas
coisas gravadas, sobretudo músicas que gosto de ouvir e me ajudam a
serenar e a examinar o meu dia.
E foi assim que escutei o barulho suave do mar como se estivesse próximo de mim, como se o pudesse tocar e cheirar. Deixei-me levar por esta, “quase” realidade, de um momento que se tornou cheio de recordações e afetos, cheio de amor e de presença...
E foi assim que escutei o barulho suave do mar como se estivesse próximo de mim, como se o pudesse tocar e cheirar. Deixei-me levar por esta, “quase” realidade, de um momento que se tornou cheio de recordações e afetos, cheio de amor e de presença...
Adormeci feliz!
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Chamo-Te
Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só de Teus olhares me purifique e acabe.
Há muitas coisas que não quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o Teu reino antes do tempo venha
E se derrame sobre a Terra
Em Primavera feroz precipitado.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Foto Zilda, campo de tremoços no Alentejo
ao regressarmos do Hospital de Montemor o Novo
Foto Zilda, campo de tremoços no Alentejo
ao regressarmos do Hospital de Montemor o Novo
domingo, 17 de junho de 2012
Um Deus que actua na história...
“Dorme e levanta-se noite
e dia, enquanto a semente germina e cresce, sem ele saber como”(S. Marcos 4,27)
A semente foi semeada nos campos da nossa terra, no
nosso quintal, no vaso das nossas varandas… Alguém disse um dia que foi semeada
numa sexta-feira Santa… É por isso que nunca poderemos deter a força desta
semente.
sábado, 16 de junho de 2012
Entrega sempre a tua beleza
Venho poucas vezes, falta o tempo, falta entrega e generosidade, falta beleza, faltam palavras. Não sei se amo ou se perdi a capacidade de amar, se vejo a beleza das coisas que me rodeiam ou fecho os olhos diante delas, mas sei que vivo e Deus vive em mim. Sinto desejo de voltar a ser alegre e a deixar-me queimar pelo sol, de dizer de mim o que em mim permanece de verdade, mas calo-me, porque esqueci o que sabia de mim.
As minhas pernas estão
mais fracas em cada dia, com frequência caio sem me
magoar demasiado, porque ando devagar. Só posso, só devo andar devagar. Os
músculos descontrolam-se ao sabor de um simples toque ainda que seja de
ternura. De tudo o que fui, ficou a mulher frágil e desajeitada que sou... Da
mulher que apesar de tudo, se entrega à vida, sem cálculos, sem
muitas palavras, tal como diz o poema de Rilke.
Tenho um amigo, cujas
coisas gosto de reler e de vez em quando, que diz: "A vida de Jesus,
a força dos seus gestos, atesta que Deus é dom incondicional de si para a vida
de todos... é esta a verdade que salva".
Hoje fico diante desta
verdade que me salva, sem mais... e porque sinto que é preciso perder tudo para
ganhar de novo.
Entrega sempre a tua beleza
sem cálculo, sem palavras.
Calas-te.
E ela diz por ti: eu sou.
E
com mil sentidos chega,
chega
finalmente a cada um.
Rainer
Maria Rilke,
in
“O Livro das Imagens"
A lagoa dos cântaros - Serra da Estrela
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Tocar a outra margem...
Recolho
esta imagem de um powerpoint e guardo-a, ela tem sentido para mim.
Ao celebrar este acontecimento de fé que é a vinda
do Espírito Santo, entre os limites do meu entendimento, da minha fé e sobretudo
de poder verbalizar emoções tão intimas, perguntava-me como sempre: afinal o
que é o espírito santo para mim? Como o sinto? Como vivo a sua
presença ou não?
A resposta demora... É preciso parar, respirar fundo, ligar-me à
Vida que me sustenta, é preciso... É preciso que tudo seja pensado de novo...
Deito-me cansada e no silêncio do meu quarto, deixo-me envolver
nestes pensamentos até ao momento do abraço que memorizo para não perder de vista, do
abraço que me dá força e me faz desejar ser livre, que me aumenta a fé e a
esperança e me traz à mente este poema que vos deixo, porque agora o entendo à
minha medida… Na "outra margem", está uma mão que acolhe, um vento
que sopra levemente, uma luz que brilha, uma flor que desabrocha... apenas porque eu existo.
Não fui margem sem outra margem onde ligar os braços
Mas fui o tempo solto para entrançar os meus cabelos
E o movimento dos teus pés descalços
Mas fui o tempo solto para entrançar os meus cabelos
E o movimento dos teus pés descalços
Não fui a solidão inteira nem reclusa
Daniel Faria
domingo, 6 de maio de 2012
Amo-te Mãe
Mãe, hoje está sol e o sol aquece e dá vida.
As tuas violetas chegaram e trazem sinais da tua presença entre nós. Como te sentimos próxima nesta ausência!
Serás sempre a nossa "Violeta" mais bela, e dela cuidaremos como cuidávamos de ti até o sono nos vencer e... Até à hora em que quiseste partir para junto do Pai, porque a tua missão tinha acabado aqui neste espaço onde o corpo se move e se relaciona, onde o corpo se toca e se deixa tocar, para que o coração e a alma tenham vida e sintam vibrar o amor. Repito mãe: "No princípio está o dom e no fim o abraço..." E tu estás a receber esse abraço que só em Deus atinge a plenitude.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
poema
Não fui margem sem outra
margem onde ligar os braços
Mas fui o tempo solto para entrançar os meus cabelos
E o movimento dos teus pés descalços
E o movimento dos teus pés descalços
Não fui a solidão
inteira nem reclusa
Para o único repouso entre o silêncio
Nem fui a flor exausta defendendo-se
De toda a mão que a quis despetalar
Para o único repouso entre o silêncio
Nem fui a flor exausta defendendo-se
De toda a mão que a quis despetalar
Não fui a casa que a si
mesma se abrigou
Nem a morada que nunca se acolheu
Mas o tempo a pedir que me deixasse
Nem a morada que nunca se acolheu
Mas o tempo a pedir que me deixasse
Naquilo que não fui vim
encontrar-me
E sempre que te vi recomecei
E sempre que te vi recomecei
Daniel Faria
Não sou, mas sou... em todo o tempo e lugar!
E porque assim o desejo e o sonho, porque no silencio quero encontrar-me e encontrar-Te para recomeçar e porque o dia me devolve a luz que posso e quero partilhar, aqui fica este poema tão belo de Daniel Faria.
domingo, 8 de abril de 2012
"Eu sou o Alfa e o Omega, o Principio e fim..."
Ele está vivo,
nos efeitos da sua presença.
Ele está vivo
pelo Espírito que derrama nos nossos corações.
Ele está vivo,
porque dá vida, ao que está morto.
Ele dá
confiança aos que têm medo.
Ele perdoa aos
que pecaram
Ele dá força
aos fracos
Ele dá a Luz
aos que a procuram,
Ele está vivo
porque dá a Alegria ao que anda triste
Ele está vivo porque habita todos os lugares da minha terra.
sexta-feira, 6 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Hoje peço ao Senhor o dom da contemplação... Só assim poderei perceber o mistério da vida que me envolve.
Peço-lhe um olhar puro, e sobretudo um coração capaz de escutar e de ver Deus em cada
pessoa, em cada realidade, em cada momento, em cada vida…
Peço-lhe que me ajude a descobri-Lo
como Aquele que ama e que serve. Um Deus que me ama, me lava os pés e me pede
para amar do mesmo modo.
Pintura de Marko Ivan Rupnik
domingo, 1 de abril de 2012
A semana santa, revela-nos o rosto e o amor que nos salva...
Quatro linhas sobre a cruz.
A primeira linha abre o silêncio
como os braços de Cristo na cruz.
A segunda linha abraça-te até que a voz
que te fala
respire no interior da tua escuta.
A terceira linha é a sombra do cajado
que conduz
o fio de água para que nunca esqueças a
única fonte.
A quarta linha é o próprio rastro
d'Aquele que se apaga
entre os quatro pontos cardeais da luz.
Daniel Faria
domingo, 25 de março de 2012
O grão de trigo...
“Se o grão
de trigo que cai na terra não morre, ele fica só. Mas, se morrer, produz muito
fruto.”(Jo 12, 24).
Somos gerados. criados e amados nesta entrega. Na entrega de Alguém que tal
como o grão de trigo se deixa esmagar e dá a Vida para dar vida.
Jesus é o grão
de trigo deixa-se triturar… perde-se para se encontrar connosco e nos fazer encontrar com Ele…
Nesta tarde Senhor,
Como pequeno grão de trigo quero estar Contigo
Posso estar ausente ou distraída
Posso sentir saudade, estar esmagada
Ou até sorrir ao crepúsculo deste final de dia
Mas percebo a tua presença na minha vida
E desejo o TEU AMOR!
quinta-feira, 22 de março de 2012
"escolhe o relento"
Versões
do Mundo
Se tiveres de escolher um reino
escolhe o relento
a noite tem brancura do alabastro
ou mais extraordinária ainda
Ao que vem depois de ti
cede o instante
sem pronunciar
seu nome
José Tolentino Mendonça,
escolhe o relento
a noite tem brancura do alabastro
ou mais extraordinária ainda
Ao que vem depois de ti
cede o instante
sem pronunciar
seu nome
José Tolentino Mendonça,
in O Viajante sem Sono, Assírio & Alvim,
2009
quarta-feira, 21 de março de 2012
a primavera
Adormeci já tarde, o sono tinha sido cheio de interrupções, mas ao acordar algo de novo acontecera... era primavera!
Olhei em redor procurando
algum sinal que tocasse o meu coração e o fizesse bater com mais força. Uma força maior do que aquela que o faz recomeçar em cada dia, mas ficou só o desejo, e um olhar meio perdido que não encontrando local onde poisar se
fixou por breves instantes na luminosidade de um quarto cheio de
recordações...
Ajoelho no tapete e deixo-me enternecer e afagar pelo ar que respiro e pelo sol a entrar com suavidade em todo o quarto. Rezo todo o bem recebido mesmo na fragilidade da minha vida, porque
é também nesta fragilidade, que Deus se manifesta e me faz sentir amada.
Fico num silêncio que suaviza a minha saudade e me ajuda a escutar “aquela” voz íntima e única que me fala de ti mãe, que me fala de vida e de amor.
(flores
tiradas da net)
sexta-feira, 16 de março de 2012
Que amo eu, quando Vos amo?
A minha consciência, Senhor, não duvida, antes tem a certeza de que Vos amo. Feriste-me o coração com a Vossa palavra e amei-Vos. O céu, a terra e tudo o que neles existe, dizem-me por toda a parte que Vos ame. Não cessam de o repetir a todos os homens, para que sejam inescusáveis. Compadecer-Vos-eis mais profundamente daquele de quem já Vos compadecestes, e concedereis misericórdia àquele para quem já foste misericordioso. De outro modo, o céu e a terra só a surdos cantariam os Vossos louvores.Que amo eu, quando Vos amo? Não amo a formosura corporal, nem a glória temporal, nem a claridade da luz, tão amiga destes meus olhos, nem as doces melodias das canções de todo o género, nem o suave cheiro das flores, dos perfumes ou dos aromas, nem o maná ou o mel, nem os membros tão flexíveis aos abraços da carne. Nada disto amo, quando amo o meu Deus. E contudo, amo uma luz, uma voz, um perfume, um alimento e um abraço, quando amo o meu Deus, luz, voz, perfume e abraço do homem interior, onde brilha para a minha alma uma luz que nenhum espaço contém, onde ressoa uma voz que o tempo não arrebata, onde se exala um perfume que o vento não esparge, onde se saboreia uma comida que a sofreguidão não diminui, onde se sente um contacto que a saciedade não desfaz. Eis o que amo, quando amo o meu Deus. (...)
Entoe vossos louvores aquele que compreende, e quem não compreende enalteça-Vos também! Oh! quão sublime sois! Contudo a Vossa morada são os humildes de coração! Levantais os que caíram, e não caem aqueles de quem Vós sois a altura! (...)
Nós agora somos inclinados a praticar o bem, depois que o nosso coração o concebeu, inspirado pelo Vosso Espírito. Mas, ao princípio, desertando de Vós, éramos arrastados para o mal. Contudo, Vós, meu Deus e único Bem, nunca deixastes de nos beneficiar. Com a Vossa graça algumas obras realizámos; mas estas não são eternas. Depois de as termos praticado, esperamos repousar na Vossa grande santificação. Vós sois o Bem que de nenhum bem precisa. Estais sempre em repouso, porque sois Vós mesmo o Vosso descanso.
Quem, dos homens, poderá dar a outro homem a inteligência deste mistério? Que anjo a outro anjo? Que anjo aos homem? A Vós se peça, em Vós se procure, à Vossa porta se bata. Deste modo, sim, deste modo se há-de receber, se há-de encontrar e se há-de abrir a porta do mistério.
Santo Agostinho
In Confissões
quarta-feira, 7 de março de 2012
momentos de beleza
Atravessamos a serra da Estrela desde Viseu, passando por Gouveia, Manteigas, Penhas da Saúde até à Covilhã... um passeio cheio de encanto e de luz, de curvas e contracurvas e de animada conversa.
A presença dos amigos é sempre para mim motivo de acção de graças. Há um bem que recebo e posso oferecer, há um dom que se partilha mutuamente e dá sentido a tudo o que vivo... e na alegria repartida, na brisa leve... tudo tem uma tonalidade que se torna eterna.
Fica uma sequência de fotos do pôr do sol junto do Lago Viriato, que ilustra alguns desses momentos.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Viver de amor
Viver, ou procurar viver de amor é olhar os ramos despidos de uma árvore e não me fixar somente na sua nudez mas perceber que eles se tornarão floridos a seu tempo. É fixar o olhar nos movimentos suaves das avezinhas e reaprender a voar... É acreditar que o voo pode tornar-se sublime pela proximidade com o infinito. É ter saudade e viver a saudade deixando que os olhos sequem pela aragem que me envolve, me toca a face e me fala de amor.
Viver de amor é encontrar vida na vida vivida ou ainda por viver. Viver de amor é amar e deixar-me amar. Viver de amor é acreditar que Deus é amor...
Deixo um poema de amor.
Viver
de amor? _ Viver-Te a vida
De gloriosa majestade e delícia dos eleitos? _
Por mim _ basta que vivas escondido
Onde eu _ por Ti possa _ escondida, estar contigo
A sós _ como amantes sedentos de solidão _
Um face a face que dure a noite _ que dure o dia.
Um teu olhar _ é quanto basta
Para tornar feliz o amor.
De gloriosa majestade e delícia dos eleitos? _
Por mim _ basta que vivas escondido
Onde eu _ por Ti possa _ escondida, estar contigo
A sós _ como amantes sedentos de solidão _
Um face a face que dure a noite _ que dure o dia.
Um teu olhar _ é quanto basta
Para tornar feliz o amor.
Viver
de amor? Não é certamente viver
No alto do Tabor, contemplando-se mutuamente _
Contigo Jesus _ amar é levar-te à cruz,
Ver-me a teu lado _ e sentir-me tesouro _
No teu jardim, poderei _ um dia _ ter-te
No alto do Tabor, contemplando-se mutuamente _
Contigo Jesus _ amar é levar-te à cruz,
Ver-me a teu lado _ e sentir-me tesouro _
No teu jardim, poderei _ um dia _ ter-te
Quando
a prova _ por inteiro, tiver passado_
No exílio, no entanto _ quero viver a dor
De te amar _ de amor.
No exílio, no entanto _ quero viver a dor
De te amar _ de amor.
Viver
de amor? É dar _ e não ter -
Medida que compare o quanto se deu
Sem medir - como calcular o Amor?
Se amor não mede _ a medida que perdeu.
Ao teu coração transbordante de ternura,
Dei todo o divino _ e meu não era _ Corro leve _
Conto apenas com a riqueza que me deste _
O amor que me dá vida.
Medida que compare o quanto se deu
Sem medir - como calcular o Amor?
Se amor não mede _ a medida que perdeu.
Ao teu coração transbordante de ternura,
Dei todo o divino _ e meu não era _ Corro leve _
Conto apenas com a riqueza que me deste _
O amor que me dá vida.
Santa
Teresa do Menino Jesus
Foto da minha amiga Zilda
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