domingo, 17 de fevereiro de 2013

na poesia, a quaresma...


Este é o tempo do silêncio... do silêncio que pode não ser solidão mas encontro, do silêncio que não cala totalmente mas pode ser uma forma mais simples de falar e de reconhecer a força da Palavra que abre caminhos de tranquilidade, de paz e de bem. 
Deixo que Daniel Faria me acompanhe e ajude a pronunciar a palavra-pessoa e a tomar consciência de que importa "SER FILHA", filha amada! E senti-lo por dentro,  a partir de dentro... como a pequena vela que se faz luz a partir de seu interior. 
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Há uma palavra pessoa 
Uma palavra pregada ao silêncio de dizer-se como nunca fora ouvida
E nela dizer-se posso existir.
Só posso viver cabendo nela.
Habito-a
Como Jonas o grande peixe.

Ela pronuncia-me
Traz-me em viagem do nada para o silêncio-exemplifico-o com a luz
de um homem que ressuscita-sustenta-me
Como o jejum alimentado em Nínive

Mas também posso ser um vaso para ela
-um vaso não,outra coisa qualquer que não consigo
comparar às coisas da terra-um lugar tão verdadeiro
Que mesmo a luz em suas praças,pátios e alpendres
Só imprecisamente é capaz de assinalar

E como salva a cinza em Nínive espalhando-se
Eu posso propagá-la
E posso amá-la até me transformar. 

Daniel Faria: Homens Que São Como Lugares Mal Situados 


Imagem

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Em cada dia...


Em cada dia, Deus traz luz e novidade à nossa vida e enche-a de flores e beleza...

Em cada manhã, aquecida e iluminada pelo sol, Deus aquece, conforta e enche de plenitude cada coração que ousa amar...

Em cada tarde, quando a brisa se faz sentir e a claridade se desvanece num anoitecer repousante, entendo e revejo a vida como uma Graça...

Em cada noite, quando finalmente descanso pressinto o "beijo de Deus", que nunca se fez ausente, mesmo quando me desencontrei...

Alice
A foto tirei da net, é do Nelson sj


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Inácio de Loyola



“Não é o muito saber que sacia e satisfaz,
mas o sentir e saborear as coisas internamente.”

Inácio de Loyola


sábado, 12 de janeiro de 2013

Este é o dia novo. Sei-o pelo desejo

Este é o dia novo. Sei-o pelo desejo
De o transformar. Este é o dia transformado
Pelo modo como apoio este dia no chão.
Coloco-o na posição humilde dos meus joelhos na terra
Abro-o com os olhos que retiro de todas as coisas quando os fixo
Na atenção.

E fico atento, fico deitado porque não sei crescer
Num terreno que se levante.
Cresço na clareira de um homem que é uma palavra
Na sua túnica inteira
Porque este é o sítio do dia sem horário

Sem divisões

E ponho-me de frente no seu lado,
Nos seus braços abertos para me unir
E entro pelo lado aberto e ardo – como Elias
Em chamas subindo para o céu.

Daniel Faria, Poesia




Sim, este é o dia novo porque é um novo dia! 

Venho deixar este poema do Daniel Faria, não o conhecia até ontem à noite. Penso que me ajuda a situar neste dia de sábado, com sol e bastante frio, no local onde me encontro, naquilo que são os meus desejos mais profundos… o afecto, o sonho e a vontade de continuar a resistir ao inesperado!
Escrevo agora muito pouco, parece-me que já disse bastante, quase tudo, sobre a minha vida, a forma como a vivi ou a vivo. 
Recomecei a trabalhar no projecto de organizar o que tenho feito em forma de auto-biografia simples. Será um pouco como reler uma história à luz de Deus que é a luz de um amor que certifica cada vida como um dom.
Os poemas do Daniel sempre me dão desejo de seguir em frente.

A foto é só porque foi tirada à noite e à beira-mar

domingo, 6 de janeiro de 2013

Tu, Menino, deitado no presépio...


Tu, Menino, deitado no presépio,
És a luz de Deus
A iluminar de alegria todas as pessoas.
És a Palavra de Deus Que trás a Boa Nova
A todos os que buscam a felicidade.

Tu, Menino, encontrado pelos pastores,
És a esperança de Deus
Anunciada a todos os pobres
E rejeitado da sociedade.

Tu, Menino, ao colo de Maria
És Filho de Deus
Que veio para fazer de nós
Seus filhos adoptivos muito amados

Tu, Menino, procurado pelos Magos,
És o sinal do amor imenso
Do único Deus que é salvação
Para todos os povos da terra.

Tu, Menino, adorado pelos Magos,
és o nosso Senhor,
diante do qual nos inclinamos com todo o amor
pois és a nossa luz e nossa paz. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Natal e poesia


"Apenas sei que caminho como quem
é olhado, amado e conhecido
e por isso em cada gesto
ponho solenidade e risco"

(Sophia M. B. Andersen)


Nestas flores que me foram oferecidas 
pela amiga Isabel, na Palavra de Deus, 
no menino de Belém e na poesia da Sofia 
o Natal permanece cá em casa...

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Encontro

Na precariedade da matéria… 

nasceu!
O seu primeiro choro “absolve e certifica o mundo”.
É de incarnação que fala o infante, aquele que fala ainda não tem! E  porém, é a palavra.
Curiosamente, a gruta, testemunha do seu nascimento, é semelhante à cova da sua sepultura. Não nos enganemos! A beleza deste menino não é a de um paraíso de inocência ainda por provar, nem a de uma terra ainda por rasgar. O júbilo alegre da aurora conhece o grito angustiado da passagem. Ele já atravessou as dores do parto. Já sabe o que são as feridas do arado em terra seca e os rigores do silêncio invernal. É o mais belo dos filhos de homem, mas é homem de dores, “sem aparência nem beleza, diante de quem se tapa o rosto”. A inocência imaculada atravessou “a paixão da fidelidade e o fogo da prova”. Mas que fidelidade? Que prova? A fidelidade de Deus à nossa carne. A prova da solidariedade “a caro preço”.
Nas formas deste  mundo ressoam a verdade e a justiça que não-são-deste-mundo.
O que de mais verdadeiro e justo dirige os nossos afectos ecoa nas formas do mundo-que-existe. O Verbo diz-se na matéria. A precariedade e fragilidade da matéria diz o Verbo divino. Mas é grande a resistência à força da incarnação. Como é sempre pouco o cuidado pela força espiritual das nossas formas sensíveis. Mundos ideais de conhecimento e de pureza seduzem hoje, como ontem, com ensaios de plenitude que volta costas a este mundo, a este corpo, demasiado impuros, demasiado baixos. Como, ao invés, a tirania do orgânico e do funcional, do consumível e do útil, cala à paixão dos afectos e ao discernimento da inteligência a digna e frágil promessa que ecoa no mundo, sem ser porém deste mundo.
Mas o nascimento certifica-o, ele que, em dores de parto, espera. Amassado de estupor e de dor, de dom e de violência, de cuidado e de abandono, de louvor e de blasfémia, de reconhecimento e de rapto…espera sentir o Espírito enquanto dá vida na fragilidade das suas formas. E o Espírito, dando a Vida no corpo de uma mulher, confirma-lhe, com letras de fogo, o desejo inapagável de viver.
Nasceu! Em nós. Connosco. Emanuel. 
José Frazão, sj (2004)

sábado, 29 de dezembro de 2012

Aniversário do Pai




Era o dia 23 e o aniversário do pai.
O Natal a chegar, a família reunida para a festa da vida,
e ainda alguns amigos mais próximos.
A nossa querida mãe e avó, está presente
pelo amor e pela memória... 
E se repararem até aparece em algumas fotos...















sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Deixar permanecer o Natal

Presépio dos amigos Zé e Vitor

Continuamos a viver em tempo de Natal e isso, deverá ser para todos, motivo de alegria.
A certeza de acordarmos em cada dia, acompanhados pelo Menino Deus, ajuda-nos a continuar a viver este tempo como um convite à  oração, à compreensão, à partilha e ao amor. Assim o desejo para mim e para todos.
Deixo um pequeno extracto de um livro que estou a ler, pode parecer que não tem nada a ver com o Natal que muitas vezes nós imaginamos, mas sim… O Natal existe e co-existe na amizade.

***
« Alguns amigos tornam-nos herdeiros de um lugar, outros de uma morada, outros de uma razão pela qual viver. Certos amigos deixam-nos o mapa depois da viagem, ou o barco em qualquer enseada, oculto ainda na folhagem, ou o azul desamparado e irresistível que lhes serviu de motivo para a demanda. Há amigos que iniciam-nos na decifração do fogo, na escuta dos silêncios da terra, no entendimento de nós próprios. Há amigos que nos conduzem ao centro de bosques, à geografia de cidades, ao segredo que ilumina a penumbra do templo, à bondade de Deus.»

P. José Tolentino Mendonça - Nenhum caminho será longo 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Natal

Imagem: Natividade_William_Congdo  

"Hoje, imagino a Igreja como um presépio – lugar humano onde, em palavras e gestos, em arte e pensamento, se dá e se acompanha a gestação deste difícil milagre que é a vida. Uma gruta, talvez pouco digna, mas já com uma história extraordinária de dois milénios, onde cada um pode tomar o lugar que mais lhe convém. No centro, o Santíssimo exposto na nossa carne, no pão dos nossos sacrifícios e no vinho das nossas alegrias. Em redor, os anjos que cantam em todas as línguas. De joelhos, como Maria e José, com pastores e com magos, nós que O adoramos como nosso Senhor."
P. José Frazão, s.j.

Ao reler e ao olhar este acontecimento, fico sem palavras... Vejo um Deus que me dá possibilidade de o poder tocar, sentir, pressentir em tudo o que me rodeia, para me dizer que aqui onde estou, onde tu estás, onde está cada homem e cada mulher é possível ver a gruta de Belém e chegar ao coração do presépio. 
Diante deste Amor feito carne, que assim se expõe pobre e frágil, diante da minha  fragilidade e pobreza, também eu desejo ajoelhar e permanecer em silêncio.

Boas Festas de Natal para todos!   

Imagem: http://www.passo-a-rezar.net - dia de Natal

sábado, 22 de dezembro de 2012

Para haver Natal este natal




Para haver Natal este natal
talvez seja preciso reaprendermos
coisas tão simples!
Que as mãos preocupadas
com embrulhos
esquecem outros gestos de amor.
Que os votos rotineiros que trocamos
calam conversas que nos fariam melhor.
Que os símbolos apenas se amontoam
e soltam uma música triste
quando já não dizem
aquela verdade profunda.

Para haver Natal este natal
talvez seja preciso recordar
que as vidas começam e recomeçam
e tudo isso é nascimento (logo, Natal!).
Que as esperanças ganham sentido
quando se tornam caminhos e passos.
Que para lá das janelas cerradas
há estrelas que luzem
e há a imensidão do céu.

Talvez nos bastem coisas afinal
tão simples:
o alento dos reencontros
autênticos,
a oração como confiança
soletrada,
a certeza de que Jesus nasce
em cada ano,
para que o nosso natal alguma vez, esta vez,
seja Natal.

P. José Tolentino Mendonça

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A caminho do presépio


E… neste mundo em que vivemos, cada um de nós, pode encontrar sinais, ter acesso à gruta de Belém porque ali verá o presépio. 
Alice

Imagem da net

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

VER o Natal no Advento


« O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono, José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.»
Mt 1, 18-25 

A liturgia de hoje propunha-nos este texto sobre o Nascimento de Jesus e ao ouvi-lo recordei a  pressa e a des-atenção com que tenho vivido estes últimos dias. 
Muito trabalho, poderia dizer... e então para quê? Onde está o essencial, aquilo que é verdade e por isso conduz à alegria e a uma espera tranquila que aos poucos me leve a Belém?
Ao olhar Maria e o Menino, ao ver a manjedoura, sinto-me pobre e desejo ser pobre... Sei que assim, Ele terá espaço e eu terei tempo...
De facto nada me faz falta hoje! De nada preciso mesmo que  algo no meu corpo esteja doente e me cause dor, só queria purificar o olhar para que o Advento me deixe VER o Natal.




domingo, 2 de dezembro de 2012

Maranathá



            É bom saber que esperas por todos!
Senhor, ninguém vive tão à espera como tu!

Na tua bondade esperas por todos:
pelos que estão longe e pelos que estão perto.

Pelos que se lembram
e pelos que têm o coração submerso no esquecimento mais fundo.
Pelos que todos os dias te rezam: ‘Vem Senhor’
e por aqueles cuja oração é uma ferida silenciosa, um tormento ou uma revolta.

É bom saber que esperas por todos.
E que na imensidão compassiva da Tua espera,
cada um pode reaprender o sentido verdadeiro da esperança.

                                         P. Tolentino Mendonça, Um Deus que dança, 57.

domingo, 25 de novembro de 2012

JESUS É REI


À pergunta feita por Pilatos Jesus diz: “ Sim, eu sou rei! Mas o meu Reino não é deste mundo”. E Jesus mostrou-nos com a sua vida, isso mesmo. Não reina à maneira dos homens, o Seu reino é o do Amor, da Justiça e da Verdade.
De facto na Sua missão a verdade, a justiça, a paz e o bem, estiveram sempre presentes e foi mostrando a sua concepção e adesão ao Reino que nos anuncia. Assim, Jesus é de facto Rei, mas é rei de um reino diferente. 
É um rei que será despojado das suas coisas e apresentado sem qualquer beleza. A sua coroa será de espinhos e o manto será rasgado e mais tarde sorteado. Não vai conquistar nenhum Reino e não vai ter que representar...Porque “na Cruz Ele diz tudo o que tem a dizer de si próprio” e di-lo com o seu silêncio.
É este o REI em que acredito, é este o REI que move os meus sentimentos, toca a minha alma e dá sentido à minha vida.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

É tudo...

«O meu amigo não é outro que a metade de mim mesmo; antes ele é um outro eu de mim.»  Matteo Ricci


Tenho muitos amigos e por isso  coloco esta frase, que tirei de um  livro do P. Tolentino Mendonça: "Nenhum caminho será longo". Assim digo a muitos como são importantes na minha vida e o somos na vida uns dos outros.
Nestes "muitos" está incluída a minha família que acompanha e dá segurança ao meu dia-a-dia. 
É certo que gostei do livro pelo título e apresentação mas sei que escolhi bem, pois o tema toca o transcendente e o humano e tem também citações muito fortes e belas sobre a amizade. 
Foi com o António meu cunhado e a amiga Zilda, que ontem fui até Montemor-o-Novo, no interior Alentejano, pois é aí, no Hospital de S. João de Deus que fazem o aparelho que uso para poder caminhar. Regressámos ao fim da tarde e pudemos apreciar  a beleza do outono, com o vermelho e o amarelo de tantas árvores, a fazer largos corredores, como que a abrir-nos a passagem em gesto de acolhimento e despedida.
Penso que estes apoios que tanto nos ajudam a caminhar são pouco vistos, andam habitualmente disfarçados pela roupa. 
Pois compreendo... mas aqui está o meu, novinho em folha, correias novas, e... brilhante e... pesado!
Sei que, como sempre, me vai custar a adaptar,  mas seja o que for, será bom. É Tudo! (diria Daniel Faria). E eu digo também: é tudo, é o melhor, o que me equilibra um pouco mais, faz parte de mim,  é um pouco de mim...

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A seiva



“A doçura de um fruto diz da bondade da árvore que o dá.
Um gesto de Amor diz da grandeza de uma Vida.
E diz da graça divina que tão forte e graciosamente a atravessa.
É esta seiva vital que a tua fé procura e a tua vida testemunha?”  
(um amigo) 




O fruto é medronho (tirado da net)

sábado, 10 de novembro de 2012

Vida + VIDA


Ontem foi o enterro da mãe de um bom amigo. É sacerdote e na missa falou da ressurreição de Lázaro, repetiu de uma forma bastante serena as palavras de Jesus: “Todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre. Acreditas nisto?” Jo. 11,26  
Dei-me conta de que aquela família, fazia uma despedida com esperança. 
No cemitério tudo me pareceu mais frio, como é meu hábito olho as campas e não me aproximo muito… Mas fiquei até ao fim…  
Conhecia pouco a srª. Maria José, sei que foi uma mulher que marcou a vida dos seus nove filhos e amigos.  Também não sei bem de que flores ela gostava, mas num dia de festa em que lá estive, vi que à volta da casa havia canteiros floridos dos quais tenho algumas fotos.  Deixo-lhe ficar os seus malmequeres, neste espaço de partilha. 
Esta é a oração que rezo ou canto muitas vezes, e também aqui fica mais uma vez. Creio mesmo, que no céu se encontraram estas duas mães e sorriram.

                     Luz terna, suave, no meio da noite,
Leva-me mais longe.
Não tenho aqui morada permanente
Leva-me mais longe.

Que importa se é tão longe para mim
A praia onde tenho de chegar
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do Teu olhar?

Nem sempre Te pedi como hoje peço
Para seres a Luz que me ilumina
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da Tua luz divina.

Esquece os meus passos mal andados
Meu desamor perdoa e meu pecado
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado

Se Tu me dás a mão, não terei medo
Meus passos serão firmes no andar
Luz terna, suave, leva-me mais longe:
Basta-me um passo para a Ti chegar.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A santidade... em dia de todos os Santos



«A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, como uma possibilidade, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias».

Sophia de Mello Breyner "o retrato de Mónica"