Paul
Celan (tradução: Claudia Cavalcanti)
Neste blog, além de colocar alguns poemas ou textos de que gosto e que me ajudam, gostaria também de deixar pequenas coisas que vou escrevendo e falar um pouco de mim, da minha vida, da minha fé, da minha relação com Deus e o mundo, com o sofrimento e com a alegria, com a ansiedade e a paz...
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Parábola da Alegria - Dois filhos diferentes e um Pai bom
A parábola do filho pródigo de Lc. 15, 11-32, « … é uma janela sublime e sempre aberta com vista directa para o coração de Deus, exposto, narrado, contado por Jesus».(D. António Couto)
A minha janela é a do coração e do desejo…
Saboreio a misericórdia pondo-me no
lugar do filho mais novo... Sinto-me como o filho mais velho, insatisfeita,
inquieta, receosa... Saltito de um lado para o outro um pouco
dividida entre formas diferentes de viver e entender o amor.
E eis que de novo oiço a voz do Pai, uma
voz que conheço e por quem me sinto re-conhecida, aceite, amada.
Uma voz inconfundível que diz algo maravilhosamente novo:
«Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o
que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu
irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.’»
Tudo acontece num momento de céu, dilui-se a janela... deixo-me abraçar por este Pai que me olha e vem ter comigo... Entro na festa da vida e da Alegria!
Pinturas de Arcabás
quinta-feira, 7 de março de 2013
derrotar montanhas: Ser capaz!...
derrotar montanhas: Ser capaz!...: Cada vez mais se está a tornar claro para mim, que a ajuda pode enfraquecer o ser humano!... Quando a ajuda se transforma numa substituiç...
terça-feira, 5 de março de 2013
na poesia, a quaresma...
Devo ser o último tempo
A chuva definitiva sobre o último animal nos pastos
O cadáver onde a aranha decide o círculo.
Devo ser o último degrau na escada de Jacob
E o último sonho nele
Devo ser-lhe a última dor no quadril.
Devo ser o mendigo à minha porta
E a casa posta à venda.
Devo ser o chão que me recebe
E a árvore que me planta.
Em silêncio e devagar no escuro
Devo ser a véspera. Devo ser o sal
Voltado para trás.
Ou a pergunta na hora de partir.
Daniel Faria
http://www.snpcultura.org/quaresma_2013.html
Cruz, exposição do Mosteiro de Tibães
domingo, 24 de fevereiro de 2013
O amor na Transfiguração
“Enquanto Ele orava,
mudou-se a aparência do seu rosto, e a sua roupa tornou-se branca e
resplandecente.” (Lc 9,29)
O relato da Transfiguração dá início à caminhada quaresmal no Evangelho de S. Lucas – uma caminhada de paradoxo e mudança. Pedro acabou de proclamar Jesus como o Messias e ambos estão a realizar as longas viagens em direção a Jerusalém.
O relato da Transfiguração dá início à caminhada quaresmal no Evangelho de S. Lucas – uma caminhada de paradoxo e mudança. Pedro acabou de proclamar Jesus como o Messias e ambos estão a realizar as longas viagens em direção a Jerusalém.
Alguns
comentadores acreditam que a transfiguração tinha a ver com Jesus obter a
bênção final do Seu Pai. Outros acreditam que se tratou de permitir que os
discípulos escolhidos tivessem um vislumbre da glória de Deus, e da
Ressurreição que estava para vir, para que a compreendessem melhor.
Contudo, vejo o
monte como uma linha que divide águas, uma encruzilhada. É um momento fundamental
que liga o ministério inicial de Jesus ao seu destino em Jerusalém.
O percurso
doloroso escolhido significará que daí a poucos meses o mundo dos discípulos
será virado do avesso.
Nada mais será o
mesmo. A sua tarefa será transformarem o mundo orientados pelo Espírito, o que
irá originar a mudança mais profunda que o mundo alguma vez viu.
O poder de
concretizar esta mudança, esta transformação, não se baseia na riqueza ou no
privilégio, mas sim no amor.
Será centrado
nesse último gesto de amor: dar a própria vida para que os outros possam viver.
O amor que era
Jesus perdoou aos pecadores, disse que deveríamos dar a outra face, queria que
os ricos abdicassem da sua riqueza, disse que éramos todos iguais, falou de
modo familiar às mulheres e deu poder aos pobres. Disse que o que fizéssemos ao
menor dos seus irmãos era a Ele que o fazíamos.
Este amor é desconfortável, inaceitável, irrealista, ingénuo. É demasiado
dispendioso, quebra com todas as normas criadas pelos homens. Este amor está no
centro da missão da Igreja: temos a responsabilidade de trabalhar em prol de um
mundo que espera um Reino de Deus com paz e justiça aqui na terra e no qual
cada pessoa possa prosperar Por isso, embora a ajuda e a caridade sejam
necessárias para ajudar as pessoas que têm fome, também é importante trabalhar
para transformar o sistema alimentar falhado que mantém as pessoas a passarem
fome.
Chris Bain
Presidente da CIDSE (Cooperação Internacional para o
Desenvolvimento e a Solidariedade) e líder da CAFOD,
agência correspondente à FEC em Inglaterra e no País
de Gales, mandatada pelos Bispos
para lutar contra a pobreza e a injustiça em nome da
comunidade católica.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
na poesia, a quaresma...
Este é o tempo do silêncio... do silêncio que pode não ser solidão mas encontro, do silêncio que não cala totalmente mas pode ser uma forma mais simples de falar e de reconhecer a força da Palavra que abre caminhos de tranquilidade, de paz e de bem.
Deixo que Daniel Faria me acompanhe e ajude a pronunciar a palavra-pessoa e a tomar consciência de que importa "SER FILHA", filha amada! E senti-lo por dentro, a partir de dentro... como a pequena vela que se faz luz a partir de seu interior.
____________________________________
Há uma palavra pessoa
Uma palavra pregada ao silêncio de dizer-se como nunca fora ouvida
E nela dizer-se posso existir.
Só posso viver cabendo nela.
Habito-a
Como Jonas o grande peixe.
Ela pronuncia-me
Traz-me em viagem do nada para o silêncio-exemplifico-o com a luz
de um homem que ressuscita-sustenta-me
Como o jejum alimentado em Nínive
Mas também posso ser um vaso para ela
-um vaso não,outra coisa qualquer que não consigo
comparar às coisas da terra-um lugar tão verdadeiro
Que mesmo a luz em suas praças,pátios e alpendres
Só imprecisamente é capaz de assinalar
E como salva a cinza em Nínive espalhando-se
Eu posso propagá-la
E posso amá-la até me transformar.
Uma palavra pregada ao silêncio de dizer-se como nunca fora ouvida
E nela dizer-se posso existir.
Só posso viver cabendo nela.
Habito-a
Como Jonas o grande peixe.
Ela pronuncia-me
Traz-me em viagem do nada para o silêncio-exemplifico-o com a luz
de um homem que ressuscita-sustenta-me
Como o jejum alimentado em Nínive
Mas também posso ser um vaso para ela
-um vaso não,outra coisa qualquer que não consigo
comparar às coisas da terra-um lugar tão verdadeiro
Que mesmo a luz em suas praças,pátios e alpendres
Só imprecisamente é capaz de assinalar
E como salva a cinza em Nínive espalhando-se
Eu posso propagá-la
E posso amá-la até me transformar.
Daniel Faria: Homens Que São Como Lugares Mal Situados
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Em cada dia...
Em cada dia, Deus traz luz e novidade à nossa vida e enche-a
de flores e beleza...
Em cada manhã, aquecida e iluminada pelo sol, Deus aquece, conforta e enche de plenitude cada coração que ousa amar...
Em cada tarde, quando a brisa se faz sentir e a claridade se desvanece num anoitecer repousante, entendo e revejo a vida como uma Graça...
Em cada noite, quando finalmente descanso pressinto o "beijo de Deus", que nunca se fez ausente, mesmo quando me desencontrei...
Alice
A foto tirei da net, é do Nelson sj
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Inácio de Loyola
“Não é o muito saber que sacia e satisfaz,
mas o sentir e saborear as coisas internamente.”
Inácio de Loyola
sábado, 12 de janeiro de 2013
Este é o dia novo. Sei-o pelo desejo
Este é o dia
novo. Sei-o pelo desejo
De o
transformar. Este é o dia transformado
Pelo modo
como apoio este dia no chão.
Coloco-o na
posição humilde dos meus joelhos na terra
Abro-o com
os olhos que retiro de todas as coisas quando os fixo
Na atenção.
E fico
atento, fico deitado porque não sei crescer
Num terreno
que se levante.
Cresço na
clareira de um homem que é uma palavra
Na sua
túnica inteira
Porque este
é o sítio do dia sem horário
Sem divisões
E ponho-me
de frente no seu lado,
Nos seus
braços abertos para me unir
E entro pelo
lado aberto e ardo – como Elias
Em chamas
subindo para o céu.
Daniel Faria, Poesia
Sim, este é
o dia novo porque é um novo dia!
Venho deixar este poema
do Daniel Faria, não o conhecia até ontem à noite. Penso que me ajuda a
situar neste dia de sábado, com sol e bastante frio, no local onde me encontro,
naquilo que são os meus desejos mais profundos… o afecto, o sonho e a vontade de
continuar a resistir ao inesperado!
Escrevo agora muito
pouco, parece-me que já disse bastante, quase tudo, sobre a minha vida, a forma
como a vivi ou a vivo.
Recomecei a trabalhar
no projecto de organizar o que tenho feito em forma de auto-biografia
simples. Será um pouco como reler uma história à luz de Deus que é a luz de um
amor que certifica cada vida como um dom.
Os poemas do Daniel sempre me dão desejo de seguir em frente.
A foto é só porque foi tirada à noite e à beira-mar
domingo, 6 de janeiro de 2013
Tu, Menino, deitado no presépio...
Tu, Menino, deitado no presépio,
És a luz
de Deus
A iluminar
de alegria todas as pessoas.
És a
Palavra de Deus Que trás a Boa Nova
A todos os
que buscam a felicidade.
Tu,
Menino, encontrado pelos pastores,
És a
esperança de Deus
Anunciada
a todos os pobres
E
rejeitado da sociedade.
Tu, Menino, ao colo de Maria
És Filho
de Deus
Que veio
para fazer de nós
Seus
filhos adoptivos muito amados
Tu,
Menino, procurado pelos Magos,
És o sinal
do amor imenso
Do único
Deus que é salvação
Para todos
os povos da terra.
Tu,
Menino, adorado pelos Magos,
és o nosso
Senhor,
diante do
qual nos inclinamos com todo o amor
pois és a
nossa luz e nossa paz.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Natal e poesia
Nestas flores que me foram oferecidas
pela amiga Isabel, na Palavra de Deus,
no menino de Belém e na poesia da Sofia
o Natal permanece cá em casa...
quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Encontro
Na precariedade da matéria…
Mas o
nascimento certifica-o, ele que, em dores de parto, espera. Amassado de estupor
e de dor, de dom e de violência, de cuidado e de abandono, de louvor e de
blasfémia, de reconhecimento e de rapto…espera sentir o Espírito enquanto dá
vida na fragilidade das suas formas. E o Espírito, dando a Vida no corpo de uma
mulher, confirma-lhe, com letras de fogo, o desejo inapagável de viver.
nasceu!
O seu
primeiro choro “absolve e certifica o mundo”.
É de incarnação que
fala o infante, aquele que fala ainda não tem! E porém,
é a palavra.
Curiosamente,
a gruta, testemunha do seu nascimento, é semelhante à cova da sua sepultura.
Não nos enganemos! A beleza deste menino não é a de um paraíso de inocência
ainda por provar, nem a de uma terra ainda por rasgar. O júbilo alegre da
aurora conhece o grito angustiado da passagem. Ele já atravessou as dores do
parto. Já sabe o que são as feridas do arado em terra seca e os rigores do
silêncio invernal. É o mais belo dos filhos de homem, mas é homem de dores,
“sem aparência nem beleza, diante de quem se tapa o rosto”. A inocência
imaculada atravessou “a paixão da fidelidade e o fogo da prova”. Mas que
fidelidade? Que prova? A fidelidade de Deus à nossa carne. A prova da
solidariedade “a caro preço”.
Nas formas
deste mundo ressoam a verdade e a justiça que não-são-deste-mundo.
O que de
mais verdadeiro e justo dirige os nossos afectos ecoa nas formas do mundo-que-existe.
O Verbo diz-se na matéria. A precariedade e fragilidade da matéria diz o Verbo
divino. Mas é grande a resistência à força da incarnação.
Como é sempre pouco o cuidado pela força espiritual das nossas formas
sensíveis. Mundos ideais de conhecimento e de pureza seduzem hoje, como
ontem, com ensaios de plenitude que volta costas a este mundo, a
este corpo, demasiado impuros, demasiado baixos. Como, ao invés, a tirania do
orgânico e do funcional, do consumível e do útil, cala à paixão dos afectos e
ao discernimento da inteligência a digna e frágil promessa que ecoa no mundo,
sem ser porém deste mundo.
Nasceu! Em
nós. Connosco. Emanuel.
José
Frazão, sj (2004)
sábado, 29 de dezembro de 2012
Aniversário do Pai
Era o dia 23 e o aniversário do pai.
O Natal a chegar, a família reunida para a festa da vida,
e ainda alguns amigos mais próximos.
O Natal a chegar, a família reunida para a festa da vida,
e ainda alguns amigos mais próximos.
A nossa querida mãe e avó, está presente
pelo amor e pela memória...
pelo amor e pela memória...
E se repararem até aparece em algumas fotos...
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Deixar permanecer o Natal
![]() |
| Presépio dos amigos Zé e Vitor |
Continuamos
a viver em tempo de Natal e isso, deverá ser para todos, motivo de alegria.
A certeza de acordarmos em cada dia, acompanhados pelo Menino Deus, ajuda-nos a continuar a viver este tempo como um convite à oração, à compreensão, à partilha e ao amor. Assim o desejo para mim e para todos.
Deixo
um pequeno extracto de um livro que estou a ler, pode parecer que não tem nada a
ver com o Natal que muitas vezes nós imaginamos, mas sim… O Natal existe e co-existe na
amizade.
***
« Alguns amigos tornam-nos herdeiros de um lugar, outros de uma morada, outros de uma razão pela qual viver. Certos amigos deixam-nos o mapa depois da viagem, ou o barco em qualquer enseada, oculto ainda na folhagem, ou o azul desamparado e irresistível que lhes serviu de motivo para a demanda. Há amigos que iniciam-nos na decifração do fogo, na escuta dos silêncios da terra, no entendimento de nós próprios. Há amigos que nos conduzem ao centro de bosques, à geografia de cidades, ao segredo que ilumina a penumbra do templo, à bondade de Deus.»
« Alguns amigos tornam-nos herdeiros de um lugar, outros de uma morada, outros de uma razão pela qual viver. Certos amigos deixam-nos o mapa depois da viagem, ou o barco em qualquer enseada, oculto ainda na folhagem, ou o azul desamparado e irresistível que lhes serviu de motivo para a demanda. Há amigos que iniciam-nos na decifração do fogo, na escuta dos silêncios da terra, no entendimento de nós próprios. Há amigos que nos conduzem ao centro de bosques, à geografia de cidades, ao segredo que ilumina a penumbra do templo, à bondade de Deus.»
P. José Tolentino Mendonça - Nenhum caminho será longo
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Natal
Imagem: Natividade_William_Congdo
"Hoje, imagino a Igreja como um presépio – lugar humano
onde, em palavras e gestos, em arte e pensamento, se dá e se acompanha a
gestação deste difícil milagre que é a vida. Uma gruta, talvez pouco digna, mas
já com uma história extraordinária de dois milénios, onde cada um pode tomar o
lugar que mais lhe convém. No centro, o Santíssimo exposto na nossa carne, no
pão dos nossos sacrifícios e no vinho das nossas alegrias. Em redor, os anjos
que cantam em todas as línguas. De joelhos, como Maria e José, com pastores e
com magos, nós que O adoramos como nosso Senhor."
P. José Frazão, s.j.
Ao reler e ao olhar este acontecimento, fico sem palavras... Vejo um Deus que me dá possibilidade de o poder tocar, sentir, pressentir em tudo o que me rodeia, para me dizer que aqui onde estou, onde tu estás, onde está cada homem e cada mulher é possível ver a gruta de Belém e chegar ao
coração do presépio.
Diante deste Amor feito carne, que assim se expõe pobre e frágil, diante da minha fragilidade e pobreza, também eu desejo ajoelhar e permanecer em silêncio.
Boas Festas de Natal para todos!
Imagem: http://www.passo-a-rezar.net - dia de Natal
sábado, 22 de dezembro de 2012
Para haver Natal este natal
Para haver Natal este natal
talvez seja preciso reaprendermos
coisas tão simples!
Que as mãos preocupadas
com embrulhos
esquecem outros gestos de amor.
Que os votos rotineiros que trocamos
calam conversas que nos fariam melhor.
Que os símbolos apenas se amontoam
e soltam uma música triste
quando já não dizem
aquela verdade profunda.
talvez seja preciso reaprendermos
coisas tão simples!
Que as mãos preocupadas
com embrulhos
esquecem outros gestos de amor.
Que os votos rotineiros que trocamos
calam conversas que nos fariam melhor.
Que os símbolos apenas se amontoam
e soltam uma música triste
quando já não dizem
aquela verdade profunda.
Para haver Natal este natal
talvez seja preciso recordar
que as vidas começam e recomeçam
e tudo isso é nascimento (logo, Natal!).
Que as esperanças ganham sentido
quando se tornam caminhos e passos.
Que para lá das janelas cerradas
há estrelas que luzem
e há a imensidão do céu.
talvez seja preciso recordar
que as vidas começam e recomeçam
e tudo isso é nascimento (logo, Natal!).
Que as esperanças ganham sentido
quando se tornam caminhos e passos.
Que para lá das janelas cerradas
há estrelas que luzem
e há a imensidão do céu.
Talvez nos bastem coisas afinal
tão simples:
o alento dos reencontros
autênticos,
a oração como confiança
soletrada,
a certeza de que Jesus nasce
em cada ano,
para que o nosso natal alguma vez, esta vez,
seja Natal.
tão simples:
o alento dos reencontros
autênticos,
a oração como confiança
soletrada,
a certeza de que Jesus nasce
em cada ano,
para que o nosso natal alguma vez, esta vez,
seja Natal.
P.
José Tolentino Mendonça
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
A caminho do presépio
E… neste mundo em que vivemos, cada um de nós, pode encontrar sinais, ter acesso à gruta de Belém porque ali verá o presépio.
Alice
Imagem da net
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
VER o Natal no Advento
« O
nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José,
antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito
Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu
repudiá-la em segredo. Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o
Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria,
tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. Ela dará à luz
um Filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus
pecados». Tudo isto aconteceu para se cumprir o que o Senhor anunciara por meio
do Profeta, que diz: «A Virgem conceberá e dará à luz um Filho, que será
chamado ‘Emanuel’, que quer dizer ‘Deus connosco’». Quando despertou do sono,
José fez como o Anjo do Senhor lhe ordenara e recebeu sua esposa.»
Mt
1, 18-25
A liturgia de hoje propunha-nos este texto sobre o Nascimento de Jesus e ao ouvi-lo recordei a pressa e a des-atenção com que tenho vivido estes últimos dias.
Muito trabalho, poderia dizer... e então para quê? Onde está o essencial, aquilo que é verdade e por isso conduz à alegria e a uma espera tranquila que aos poucos me leve a Belém?
Ao olhar Maria e o Menino, ao ver a manjedoura, sinto-me pobre e desejo ser pobre... Sei que assim, Ele terá espaço e eu terei tempo...
De facto nada me faz falta hoje! De nada preciso mesmo que algo no meu corpo esteja doente e me cause dor, só queria purificar o olhar para que o Advento me deixe VER o Natal.
De facto nada me faz falta hoje! De nada preciso mesmo que algo no meu corpo esteja doente e me cause dor, só queria purificar o olhar para que o Advento me deixe VER o Natal.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Maranathá
É
bom saber que esperas por todos!
Senhor,
ninguém vive tão à espera como tu!
Na
tua bondade esperas por todos:
pelos
que estão longe e pelos que estão perto.
Pelos
que se lembram
e
pelos que têm o coração submerso no esquecimento mais fundo.
Pelos
que todos os dias te rezam: ‘Vem Senhor’
e
por aqueles cuja oração é uma ferida silenciosa, um tormento ou uma revolta.
É
bom saber que esperas por todos.
E
que na imensidão compassiva da Tua espera,
cada
um pode reaprender o sentido verdadeiro da esperança.
P. Tolentino
Mendonça, Um Deus que dança, 57.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






























