Neste blog, além de colocar alguns poemas ou textos de que gosto e que me ajudam, gostaria também de deixar pequenas coisas que vou escrevendo e falar um pouco de mim, da minha vida, da minha fé, da minha relação com Deus e o mundo, com o sofrimento e com a alegria, com a ansiedade e a paz...
segunda-feira, 27 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Bênção
Recebi ontem e comecei ainda ontem a ler um pequeno livro, "A fé vive de afeto".
Voltei hoje e li mais um pouquinho, mas quero fazê-lo
devagarinho para saborear verdadeiramente esta fonte, este manancial de fé e de
ternura que me é dado ter nas mãos.
Paro num momento em que diz: "o sorriso da mãe
ou, ainda, o timbre da voz da mãe, enquanto gerava no seio, já convocava
para a bênção do nascimento". Vou recomeçar as minhas tarefas simples
do dia a dia recordando esta bênção.
domingo, 28 de abril de 2013
Flores, com amor
Amai-vos uns aos outros como Eu vos
amei! (João 13,34)
«Aqui, a medida não sou eu. Aqui, a medida
é Jesus. Aqui, a medida é sem medida! Aqui, o amor não é interesseiro. Aqui, o
amor é puro, radical, incondicional, assimétrico, sem retorno. Aqui, o amor é
até ao fim, e obriga-nos a ter sempre como referência o Senhor Jesus e o seu
modo de viver, dando a vida por amor, para sempre e para todos!»
D. António Couto
Flores, com amor... Porque o amor vai surgindo e acontecendo em cada dia como uma bênção, tal como a primavera, tal como o azul do mar ou
o perfume e a cor das flores que a natureza nos oferece...
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Guarda a manhã
Guarda a
manhã
Tudo o mais se pode tresmalhar
Porque tu és
o meio da manhã
O ponto mais alto da luz
Em explosão
O ponto mais alto da luz
Em explosão
Daniel Faria
Sim, guardarei a manhã! E farei do meu dia e da minha noite uma manhã de luz...
Guardarei para sempre esta manhã de primavera, de ressurreição e de sol radioso e quente.
Direi a toda a gente que a morte não tem a ultima palavra porque o amor gera vida, que, desabrocha tal com as flores da minha varanda, que reguei com um regador cheio de "luz".
Direi a toda a gente que a morte não tem a ultima palavra porque o amor gera vida, que, desabrocha tal com as flores da minha varanda, que reguei com um regador cheio de "luz".
Alice
Foto: de um amigo açoreano
segunda-feira, 8 de abril de 2013
domingo, 31 de março de 2013
Esta é a manhã...
Esta
é a manhã…
É esta a manhã da Ressurreição, em que a vida se enche de perfume.
Este é o dia da água que fertiliza e faz desabrochar, da vida e da Luz que ilumina e enche os corações de esperança…
Este é o dia da mudança, do novo olhar, do testemunho e do grito de alegria... da passagem para a outra margem.
Este é o dia da mudança, do novo olhar, do testemunho e do grito de alegria... da passagem para a outra margem.
Cristo
renova todas as coisas, todas as pessoas: “Eu sou o Alfa e o Omega, o Principio
e o fim”!
Boas festas pascais.
sábado, 30 de março de 2013
Silêncio, intimidade,
Mãe e Filho no Calvário
Silêncio, intimidade, sofrimento e paz…
O filho perseguido, maltratado e acabado de morrer na cruz, é-lhe entregue por
alguns instantes. O abraço parece conter em si todo o sofrimento do mundo.
Maria é mãe e sofre mas entrega-se Ela também porque acredita no Amor e vive na fidelidade a Deus. Hoje anuncia-se o
começo de uma Vida Nova, a Vida que não acaba e é fruto do amor levado até ao
fim.
Pintura de Sierge Koder
sexta-feira, 29 de março de 2013
Semana Santa - Eis o Homem!
Três mundos
em julgamento!
Mãos possessivas,
seguram os rolos da Lei.
Olhos vazios, alheados.
A verdade?
Por detrás dessa máscara,
a verdade que não se quer ver.
Na realidade podemos ser todos nós,
quando manipulamos o Evangelho para
justificar o alheamento do que nos
rodeia. Quando silenciamos as injustiças, para mantermos, a todo o custo, “as
nossas mãos limpas”.
Lavar as mãos, sujando de sangue a
água pura.
Eis o Homem!
O servo obediente,
mudo como um cordeiro,
oferecido à violência.
O coração em Paz.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Semana Santa - Lava pés
«Jesus
levantou-Se da mesa, tirou o manto e tomou uma toalha, que pôs à cintura.
Depois, deitou água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a
enxugá-los com a toalha que pusera à cintura».
«Compreendeis
o que vos fiz? Vós chamais-Me Mestre e Senhor, e dizeis bem, porque o sou. Se
Eu, que sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés
uns aos outros. Dei-vos o exemplo, para que, assim como Eu fiz, vós façais
também».
Misterioso
este gesto, e cheio de grandeza e humildade, de significado e de
entrega. Jesus aos meus pés dizendo-me que me deixe amar querendo
ensinar-me como se oferece a vida livremente, sem reservas e sem esperar ou
desejar nada em troca… Ponho-me diante de Jesus que me lava os pés e
dou-me conta de que a Eucaristia que celebramos, é esta atitude de Jesus
prolongada continuamente, para se encontrar connosco e fazer parte
da nossa vida.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Semana Santa - reflexão e poesia
Começámos hoje a Semana Santa. O Domingo de Ramos é
uma celebração muito forte e cheia de significado, apelos interiores e de
desejos viver e crescer na fé. Também nós/eu, tínhamos ramos e
cantámos “Hossana ó Filho de David” como os que aclamaram a entrada de Jesus em
Jerusalém.
Hoje ao ouvir a leitura da Paixão (de
S. Lucas), percebi os silêncios de Jesus. A partir do meio da narração as
Suas palavras começaram a ser cada vez mais escassas: «Vós mesmos
dizeis que Eu sou». «Tu o dizes». «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o
que fazem».
“A fé vive de
afecto…” E, como assim o creio, também eu
me quero deixar tocar afectivamente por este acontecimento e torná-lo Vida em
mim.
Sei que esta festa rapidamente se tornou para Jesus em
condenação e que levará Jesus até à morte e dou-me conta de não me é estranha esta
forma de actuar. Quando tudo está bem aplaudimos e o contrário acontece
imediatamente quando se quebram as nossas expectativas. Aí a fragilidade e a
falta de confiança vêem ao de cima com uma força que é atroz e que dói.
É este Jesus que vemos diante de Caifás que, agora zangado, levanta a mão Àquele se torna uma ameaça ao
seu poder. Jesus apresenta-se como uma alternativa à verdade de Caifás, uma
alternativa de amor verdadeiro… E fala de coisas diferentes, tem
gestos de compaixão e os seus silêncios são uma afronta ao conforto em que se instalara.
Que
semana te espera comigo Senhor? Que semana me espera Contigo?
Subiremos a Jerusalém num encontro de amor e fragilidade que se
misturam e sr tocam... Que hostilidades farei? Que hostilidades encontrarei pelo
caminho? Como ficarei diante de Ti, Senhor-Rei que tens espinhos por
coroa?
«Vê-Lo-ás preso e, como todos os outros, fugirás. Depois, voltarás e aguentarás, em pé, perante a cruz, perplexo, dorido… E depois?» (cito autor desconhecido)
É raro
Eu sei que é muito raro
acontecer
este encontro harmonioso
de tudo quanto sou
com o que fui
sem que me importe muito
de momento
com os caminhos de mim
que ainda desconheço
e que serei
ao tê-los desvendado
nem com aqueles que recusei
para chegar aqui...
(Hélder Macedo)
quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Parábola da Alegria - Dois filhos diferentes e um Pai bom
A parábola do filho pródigo de Lc. 15, 11-32, « … é uma janela sublime e sempre aberta com vista directa para o coração de Deus, exposto, narrado, contado por Jesus».(D. António Couto)
A minha janela é a do coração e do desejo…
Saboreio a misericórdia pondo-me no
lugar do filho mais novo... Sinto-me como o filho mais velho, insatisfeita,
inquieta, receosa... Saltito de um lado para o outro um pouco
dividida entre formas diferentes de viver e entender o amor.
E eis que de novo oiço a voz do Pai, uma
voz que conheço e por quem me sinto re-conhecida, aceite, amada.
Uma voz inconfundível que diz algo maravilhosamente novo:
«Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o
que é meu é teu. Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu
irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.’»
Tudo acontece num momento de céu, dilui-se a janela... deixo-me abraçar por este Pai que me olha e vem ter comigo... Entro na festa da vida e da Alegria!
Pinturas de Arcabás
quinta-feira, 7 de março de 2013
derrotar montanhas: Ser capaz!...
derrotar montanhas: Ser capaz!...: Cada vez mais se está a tornar claro para mim, que a ajuda pode enfraquecer o ser humano!... Quando a ajuda se transforma numa substituiç...
terça-feira, 5 de março de 2013
na poesia, a quaresma...
Devo ser o último tempo
A chuva definitiva sobre o último animal nos pastos
O cadáver onde a aranha decide o círculo.
Devo ser o último degrau na escada de Jacob
E o último sonho nele
Devo ser-lhe a última dor no quadril.
Devo ser o mendigo à minha porta
E a casa posta à venda.
Devo ser o chão que me recebe
E a árvore que me planta.
Em silêncio e devagar no escuro
Devo ser a véspera. Devo ser o sal
Voltado para trás.
Ou a pergunta na hora de partir.
Daniel Faria
http://www.snpcultura.org/quaresma_2013.html
Cruz, exposição do Mosteiro de Tibães
domingo, 24 de fevereiro de 2013
O amor na Transfiguração
“Enquanto Ele orava,
mudou-se a aparência do seu rosto, e a sua roupa tornou-se branca e
resplandecente.” (Lc 9,29)
O relato da Transfiguração dá início à caminhada quaresmal no Evangelho de S. Lucas – uma caminhada de paradoxo e mudança. Pedro acabou de proclamar Jesus como o Messias e ambos estão a realizar as longas viagens em direção a Jerusalém.
O relato da Transfiguração dá início à caminhada quaresmal no Evangelho de S. Lucas – uma caminhada de paradoxo e mudança. Pedro acabou de proclamar Jesus como o Messias e ambos estão a realizar as longas viagens em direção a Jerusalém.
Alguns
comentadores acreditam que a transfiguração tinha a ver com Jesus obter a
bênção final do Seu Pai. Outros acreditam que se tratou de permitir que os
discípulos escolhidos tivessem um vislumbre da glória de Deus, e da
Ressurreição que estava para vir, para que a compreendessem melhor.
Contudo, vejo o
monte como uma linha que divide águas, uma encruzilhada. É um momento fundamental
que liga o ministério inicial de Jesus ao seu destino em Jerusalém.
O percurso
doloroso escolhido significará que daí a poucos meses o mundo dos discípulos
será virado do avesso.
Nada mais será o
mesmo. A sua tarefa será transformarem o mundo orientados pelo Espírito, o que
irá originar a mudança mais profunda que o mundo alguma vez viu.
O poder de
concretizar esta mudança, esta transformação, não se baseia na riqueza ou no
privilégio, mas sim no amor.
Será centrado
nesse último gesto de amor: dar a própria vida para que os outros possam viver.
O amor que era
Jesus perdoou aos pecadores, disse que deveríamos dar a outra face, queria que
os ricos abdicassem da sua riqueza, disse que éramos todos iguais, falou de
modo familiar às mulheres e deu poder aos pobres. Disse que o que fizéssemos ao
menor dos seus irmãos era a Ele que o fazíamos.
Este amor é desconfortável, inaceitável, irrealista, ingénuo. É demasiado
dispendioso, quebra com todas as normas criadas pelos homens. Este amor está no
centro da missão da Igreja: temos a responsabilidade de trabalhar em prol de um
mundo que espera um Reino de Deus com paz e justiça aqui na terra e no qual
cada pessoa possa prosperar Por isso, embora a ajuda e a caridade sejam
necessárias para ajudar as pessoas que têm fome, também é importante trabalhar
para transformar o sistema alimentar falhado que mantém as pessoas a passarem
fome.
Chris Bain
Presidente da CIDSE (Cooperação Internacional para o
Desenvolvimento e a Solidariedade) e líder da CAFOD,
agência correspondente à FEC em Inglaterra e no País
de Gales, mandatada pelos Bispos
para lutar contra a pobreza e a injustiça em nome da
comunidade católica.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
na poesia, a quaresma...
Este é o tempo do silêncio... do silêncio que pode não ser solidão mas encontro, do silêncio que não cala totalmente mas pode ser uma forma mais simples de falar e de reconhecer a força da Palavra que abre caminhos de tranquilidade, de paz e de bem.
Deixo que Daniel Faria me acompanhe e ajude a pronunciar a palavra-pessoa e a tomar consciência de que importa "SER FILHA", filha amada! E senti-lo por dentro, a partir de dentro... como a pequena vela que se faz luz a partir de seu interior.
____________________________________
Há uma palavra pessoa
Uma palavra pregada ao silêncio de dizer-se como nunca fora ouvida
E nela dizer-se posso existir.
Só posso viver cabendo nela.
Habito-a
Como Jonas o grande peixe.
Ela pronuncia-me
Traz-me em viagem do nada para o silêncio-exemplifico-o com a luz
de um homem que ressuscita-sustenta-me
Como o jejum alimentado em Nínive
Mas também posso ser um vaso para ela
-um vaso não,outra coisa qualquer que não consigo
comparar às coisas da terra-um lugar tão verdadeiro
Que mesmo a luz em suas praças,pátios e alpendres
Só imprecisamente é capaz de assinalar
E como salva a cinza em Nínive espalhando-se
Eu posso propagá-la
E posso amá-la até me transformar.
Uma palavra pregada ao silêncio de dizer-se como nunca fora ouvida
E nela dizer-se posso existir.
Só posso viver cabendo nela.
Habito-a
Como Jonas o grande peixe.
Ela pronuncia-me
Traz-me em viagem do nada para o silêncio-exemplifico-o com a luz
de um homem que ressuscita-sustenta-me
Como o jejum alimentado em Nínive
Mas também posso ser um vaso para ela
-um vaso não,outra coisa qualquer que não consigo
comparar às coisas da terra-um lugar tão verdadeiro
Que mesmo a luz em suas praças,pátios e alpendres
Só imprecisamente é capaz de assinalar
E como salva a cinza em Nínive espalhando-se
Eu posso propagá-la
E posso amá-la até me transformar.
Daniel Faria: Homens Que São Como Lugares Mal Situados
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Em cada dia...
Em cada dia, Deus traz luz e novidade à nossa vida e enche-a
de flores e beleza...
Em cada manhã, aquecida e iluminada pelo sol, Deus aquece, conforta e enche de plenitude cada coração que ousa amar...
Em cada tarde, quando a brisa se faz sentir e a claridade se desvanece num anoitecer repousante, entendo e revejo a vida como uma Graça...
Em cada noite, quando finalmente descanso pressinto o "beijo de Deus", que nunca se fez ausente, mesmo quando me desencontrei...
Alice
A foto tirei da net, é do Nelson sj
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Inácio de Loyola
“Não é o muito saber que sacia e satisfaz,
mas o sentir e saborear as coisas internamente.”
Inácio de Loyola
sábado, 12 de janeiro de 2013
Este é o dia novo. Sei-o pelo desejo
Este é o dia
novo. Sei-o pelo desejo
De o
transformar. Este é o dia transformado
Pelo modo
como apoio este dia no chão.
Coloco-o na
posição humilde dos meus joelhos na terra
Abro-o com
os olhos que retiro de todas as coisas quando os fixo
Na atenção.
E fico
atento, fico deitado porque não sei crescer
Num terreno
que se levante.
Cresço na
clareira de um homem que é uma palavra
Na sua
túnica inteira
Porque este
é o sítio do dia sem horário
Sem divisões
E ponho-me
de frente no seu lado,
Nos seus
braços abertos para me unir
E entro pelo
lado aberto e ardo – como Elias
Em chamas
subindo para o céu.
Daniel Faria, Poesia
Sim, este é
o dia novo porque é um novo dia!
Venho deixar este poema
do Daniel Faria, não o conhecia até ontem à noite. Penso que me ajuda a
situar neste dia de sábado, com sol e bastante frio, no local onde me encontro,
naquilo que são os meus desejos mais profundos… o afecto, o sonho e a vontade de
continuar a resistir ao inesperado!
Escrevo agora muito
pouco, parece-me que já disse bastante, quase tudo, sobre a minha vida, a forma
como a vivi ou a vivo.
Recomecei a trabalhar
no projecto de organizar o que tenho feito em forma de auto-biografia
simples. Será um pouco como reler uma história à luz de Deus que é a luz de um
amor que certifica cada vida como um dom.
Os poemas do Daniel sempre me dão desejo de seguir em frente.
A foto é só porque foi tirada à noite e à beira-mar
domingo, 6 de janeiro de 2013
Tu, Menino, deitado no presépio...
Tu, Menino, deitado no presépio,
És a luz
de Deus
A iluminar
de alegria todas as pessoas.
És a
Palavra de Deus Que trás a Boa Nova
A todos os
que buscam a felicidade.
Tu,
Menino, encontrado pelos pastores,
És a
esperança de Deus
Anunciada
a todos os pobres
E
rejeitado da sociedade.
Tu, Menino, ao colo de Maria
És Filho
de Deus
Que veio
para fazer de nós
Seus
filhos adoptivos muito amados
Tu,
Menino, procurado pelos Magos,
És o sinal
do amor imenso
Do único
Deus que é salvação
Para todos
os povos da terra.
Tu,
Menino, adorado pelos Magos,
és o nosso
Senhor,
diante do
qual nos inclinamos com todo o amor
pois és a
nossa luz e nossa paz.
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