quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Da página em branco...

"Começo a partir da página em branco"

.... escrevo um pouco e deixo esta flor bonita que hoje me ajudou a rezar.
Quando vejo as flores retomo memórias já conseguidas, da beleza que me leva a contemplar Deus que, na natureza se revela... Uma natureza tão pensada e completamente entregue à nossa guarda e à nossa criatividade! 
Também por isso, em cada dia, desejo abrir o coração à esperança e à vida que desabrocha e acontece à minha volta. 

Regressei à fisioterapia e mantenho-me fiel desde segunda feira. A Sandra (fisioterapeuta) continua a ter suavidade e fortaleza nas mãos. Na verdade sinto menos dores... É um bem que recebo e é também uma oportunidade de sorrir à vida.


Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar a nossa fome do terrestre
A terra onde estamos — se ninguém atraiçoasse — proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
— Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo

Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo

Sophia de Mello Breyner Andresen, in "O Nome das Coisas"

A foto é da minha amiga Sandra

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Santo Inácio de Loiola - O peregrino

«Não sei por onde Deus me leva, mas sei que Ele me conduz para Jesus»... 
(Inácio de Loyola)


Ontem foi dia de festa para os Jesuítas, celebrou-se o dia de Santo Inácio de Loiola, fundador da Companhia de Jesus e o primeiro a fazer a experiência dos Exercícios Espirituais (E.E.) de que tenho falado neste meu blog.
Deixei-me envolver pela festa celebrada na minha Paróquia que está confiada aos Jesuítas. Houve missa solene e almoço partilhado para todos.

Da  biografia de Inácio consta que uma certa  madrugada se retirou para Manresa, e por vários dias, sozinho numa gruta, anotou os sentimentos (ou moções) que experimentava durante a oração que fazia. São essas anotações que se tornaram a base de um pequeno livro chamado Exercícios Espirituais.
Para mim é uma paragem, quase diria descanso. "Aparto-me" da vida comum do dia a dia (telemóveis, computador, televisão...). É um tempo de silêncio, de oração de repensar a vida e sentimentos com mais verdade e autenticidade. É sempre uma ajuda e de uma forma ou de outra, esses dias trazem novidade beleza e força à minha vida.  

Escolhi para deixar nesta postagem a imagem de Inácio peregrino. Para mim ele foi o peregrino do Amor verdadeiro, mas foi peregrino, peregrinando de verdade numa busca constante até conseguir reunir um grupo de companheiros que peregrinassem com ele, vivendo pobremente. Foi assim fundada a companhia de Jesus.
Sinto-me muitas vezes... um pouco em peregrinação, todos estamos afinal! E quando a caminhada se torna custosa, é que percebo o "milagre" de me reconhecer, mesmo assim, muito amada por Deus. Penso que isso faz a diferença entre a forma como se vive a dor física e outras dores... e também como se vivem as alegrias. 
É isto que hoje tenho desejo de partilhar.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

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Aqui e agora, O-sempre-presente restitui-se-nos no que as nossas existências as nossas coisas têm de mais simples. Reduzido a pão que nem pão parece, a corpo que não se vê, o mistério divino pode tocar-se, partir-se, comer-se. Numa vulnerabilidade inaudita, expõe-se até à nossa desconsideração e ao nosso não reconhecimento. Aqui, o Santíssimo é Deus é coisa, é Senhor e é servo, é pastor e é cordeiro levado ao matadouro, é dom e é moeda de troca, é grão lançado à terra e é alimento. Inseparavelmente. E, assim mesmo, enquanto se nos dá na pequenez das nossas coisas - no pão das nossas dores no vinho nas nossas alegrias -, deixa -no espaço para as palavras que haveremos de dizer, para os gestos que haveremos de fazer, para as obras que haveremos de criar, para o corpo que haveremos de ser no concreto do nosso quotidiano e das nossas relações. Como indivíduos. Como comunidade de crentes. Aqui, o que já vimos abre-nos a passagem para o que ainda nos falta ver, o que já conhecemos para o que ainda há de vir, o que já encontrámos para o que ainda desejamos receber. 

A pequena custódia que nos expõe o infinito num pedacinho de pão, não pode não desconcertar-nos. Apercebemo-nos da desproporção? Tão elementar. Tão simples. E, porém, em Jesus morto e ressuscitado, o infinito reclama o pedacinho de pão para se nos dar. É o pouco, mas o necessário, para O-realmente-presente-entre-nós. 
Poderá este lugar, tão humano e tão divino, reclamar menos que o teatro das nossas liberdades e dos nossos sentidos? Diante do Santíssimo assim exposto, somos postos diante duma nudez desarmante. Atrai o olhar e torna-o atento, ferindo-o, porém, na sua volúpia insaciável de imagens. A sobriedade dos gestos e a arte das palavras gera um silêncio, quase seco, que não pode não ferir o palavreado ocioso e violento do linguajar quotidiano, a insensatez e a esterilidade de tantas opções. E, assim, se gera o espaço propício e o ritmo necessário para a palavra criadora, para o gesto fecundo. O corpo que se expõe a ser tocado, comido e saboreado - «Isto é o meu corpo/Hoc est corpus meum»  -  é o mesmo que recusa ser coisa que se faz própria: (Não me tocar/Noli me tangere». Máximo de presença corpórea e máximo de distância indizível).

Da contemplação deste lugar sagrado e da força com que nos deixarmos atravessar por tão desarmante dádiva, germinará a atenção generosa que é própria dos vigilantes; a resposta responsável que é própria dos justos; a fecundidade criadora que é própria dos artistas; a inteligência sensível que é própria dos sábios; a simplicidade de uma vida elementar que é própria dos ascetas; a graça de se definir a partir de um outro que é própria dos místicos.
No quotidiano das nossas existências, no concreto dos nossos ritmos e lugares, o gesto pascal de Jesus retoca os modestos resultados do quotidiano com as grandes esperanças que nos mantêm em vida, o vazio com a abundância inesgotável da Graça, a morte com o Espírito da vida. Comovidos, compreendemos que, aqui, cada coisa, cada fragmento do nosso mundo, cada momento das nossas vidas são resgatados ao seu esquecimento e degradação. E que, todos, são acenos a-Deus, até que Deus chegue a ser tudo em todos.

Diante deste fogo que arde no pão e no vinho, tiramos o calçado. Aqui, aprendemos a ajoelhar-nos. Não para nos rebaixarmos, mas, antes, para nos elevarmos à estatura daquele que se fez O-mais-baixo e, assim, chegarmos mais à altura de nós mesmos e do mistério que a vida é. Será um gesto de amor, profundamente reconhecido, porque o que existe de mais verdadeiro em mim é o que existe entre nós. Será um gesto largo, porque o que existe entre nós é cada encontro humano e cada momento concreto da história. Mesmo que hoje nos pareçam lugares onde Deus não tem lugar, continuam a ser os lugares onde haveremos de reconhecer e de amar O-sempre-presente-entre-nós. Neles, o Santíssimo que se nos dá, expõe-se à nossa disposição de o amarmos com todo o coração. Como nosso Senhor». 

padre José Frazão, sj - do livro "a Fé vive de afeto"
variações sobre um tema vital 
Pintura - Arcabás

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Foi um tempo branco

Volto a Daniel Faria sempre que preciso de me reencontrar na fonte de todas as fontes. Mergulhei neste tempo branco, onde as estrelas brilham sempre. "Era branco, um som que nunca ouvi"
Era branco e eu não sabia, desconcentrada e sem certezas. Era o branco de um coração vazio.
Quero sair e por-me a caminho, sinto o toque do afeto, uma presença nunca ausente e "vi que era ele que partia o pão", mas eu não sabia...


Foi um tempo branco, repetidamente lavado nas próprias mãos
Desviando a transparência do rosto para a noite
Um tempo branco muito diferente da verdade
Muito diferente das estrelas que se apagam

Foi um tempo muito branco
Mais doloroso do que os olhos sempre abertos no escuro
Inimaginável quando pus de fora a cabeça , as mãos
— tendo deposto o que trazia nelas —
O corpo todo
E saí como um paralítico depois do milagre
Na forma de quem grita por socorro

Foi um tempo branco porque era mudo
E não havia nenhuma palavra que pudesse apagá-lo
Um tempo tão manso como um lobo que não morde
Um tempo tão branco
Tão raso

Saí como um coxo que caminha sobre o tempo tão liso
Tão branco
Que pensei que era um muro aquele tempo estar ali
E bati contra ele como uma badalada que demora 

E era branco, um som que nunca ouvi

Daniel Faria 
Poesia - Assírio &  alvim




domingo, 14 de julho de 2013

“Faz isto e viverás”


“Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais, envelhecidos:
se alguém chama por nós, não respondemos,
se alguém nos pede amor, não estremecemos.
Como frutos de sombra, sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos”!

Eugénio de Andrade – “As mãos e os frutos”

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O pardalito e eu


Observo o pardalito pensativo e hesitante, olha o horizonte e possivelmente sairá em breve para continuar a sua viagem pelo mundo. Faço-lhe um convite: Fica comigo nesta manhã!

Hoje sossego e fico à espera do momento de poder caminhar... É que ao levantar-me de noite caí em cima do "aparelho" que se amolgou um pouco. O Tó, sempre pronto, foi há pouco tentar compô-lo, nada de mais...
E assim, por aqui  fico a sonhar com um horizonte tão perto e tão longe, tão alto e tão baixo, que me faz lembrar um quadrado.
É curioso como as circunstâncias da minha vida, às vezes, se encaixam de forma tão subtil e cheia de surpresas, como se Deus me fosse ajudando a fazer o quadrado de uma existência que saltita de lado para lado, mas se enche dia a dia de plenitude e gratidão. 
Alice

quarta-feira, 10 de julho de 2013

O menino

 " O menino saltava sobre a ponte
Amava as barcas as gaivotas
ouvia as varinas e sabia
Os corações não eram de granito
Os lábios não eram de granito" 

Daniel Faria, POESIA, 2012

 

domingo, 7 de julho de 2013

Ide! Não leveis bolsa, nem alforge...

 *Depois, o Senhor designou outros setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois, à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir.  *Disse-lhes: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.  Ide! Envio-vos como cordeiros para o meio de lobos.  *Não leveis bolsa, nem alforge, nem sandálias; e não vos detenhais a saudar ninguém pelo caminho.  *Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: 'A paz esteja nesta casa!' 
Lc. 10 (1-6)
Não ter nada.
Não levar nada
Não poder nada.
Não pedir nada.
e, sobretudo,
não matar nada;
não calar nada.
Somente o Evangelho como uma faca afiada.
E o pranto e o sorriso no olhar.
E a mão estendida e apertada.
E a vida, a cavalo, dada.
E este sol e estes rios e esta terra comprada,
para testemunhas da Revolução já iniciada.
E “mais nada”!

Pedro Casaldáliga

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A cor do mar

Olhando a enorme grandeza em que o céu se une à "terra/mar", sou como uma gaivota perdida que deseja conquistar o mundo... Mergulho num desejo de me misturar e envolver neste azul, mergulho livremente, descalça e sem "ataduras", para emergir de novo ao som do cantar da sereia. 


Há mulheres que trazem o mar nos olhos
Não pela cor
Mas pela vastidão da alma
E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos
Ficam para além do tempo
Como se a maré nunca as levasse
Da praia onde foram felizes

Há mulheres que trazem o mar nos olhos
pela grandeza da imensidão da alma
pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens...
Há mulheres que são maré em noites de tardes…
e calma

Sophia de Mello Breyner Andresen



Foto minha - Praia do Pedrogão
Nota - Esta praia tem acessibilidades e um carro próprio
para que eu, e todos e as pessoas com deficiência, possam ir ao mar

quarta-feira, 3 de julho de 2013

É Jesus a entrar

«Meu Senhor e meu Deus!»
«Tu acreditastes, Tomé, porque Me vistes; bem-aventurados os

que acreditaram sem terem visto» Jo 20, 29




Sonho a  surpresa de momentos  
em que a porta se abre à "Luz". 
Sonho portas sem ferrolho 
portas abraçadas
vidas que se encontram
na suavidade de um novo dia
que acontece como uma bênção.

Alice

Tomé - Caravaggio

porta - pesquisa google

segunda-feira, 1 de julho de 2013


“ Mas um dia uma tarde…houve um fulgor,
Um olhar que brilhou... e mansamente...
Aí dize ó meu encanto, meu amor:

Porque foi somente nessa tarde
Nos olhámos assim tão docemente
Num grande olhar d’ amor e de saudade?! “
          
 Florbela Espanca

Tudo faz sentido... e faz sentido no amor que me trouxe à vida, desde sempre, antes mesmo de ser concebida, por isso cada amanhecer acontece pelo amor incondicional de Deus.  

sábado, 29 de junho de 2013

Foi por Ti Senhor


A Igreja celebra hoje a festa de S. Pedro e S. Paulo, duas figuras que são para cada um de nós, exemplo de serviço e fidelidade a Jesus Cristo. Deixo uma oração que resume a adesão de S. Pedro e o seu desejo de entrega.


Onde iria eu sem Ti Senhor
Se Tu falas e eu oiço o mar
Irei conTigo onde quer que vás,
Onde quer que o vento sopre,
Até ao dia em que o mar me levar
Eis aqui o amigo em quem Tu confiaste

Padre Nuno Tovar Lemos, sj


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Entrega



«Senhor…
Dá-me pés de barro, para que,
quando vierem terrenos pedregosos,
eu sinta que só Tu és a força e o caminho.
Dá-me um olhar cristalino,
para que possa ver-Te sempre presente
em cada rosto desfigurado, marginalizado,…
Dá-me mãos abertas para acolher
todos os que são abandonados,
vivem na solidão,…
Dá-me um coração de carne 
para amar sem medida,
sempre…
Dá-me coragem para denunciar a mentira,
Humildade para assumir os meus erros,
Humor para rir das minhas asneiras,
E, quando no fim,
como grão de trigo eu cair à terra,
a minha Fidelidade e Felicidade,
nesta entrega total a Ti,
Façam germinar Homens e Mulheres
loucamente apaixonados 
pelo anúncio do Teu Evangelho. Ámen»

Padre Luís Miranda


Foto do Salvador


segunda-feira, 24 de junho de 2013

Os canteiros da minha casa


"Pensando bem, ler não é mais do que criar um pequeno jardim no interior da nossa memória. Cada livro vai trazendo alguns elementos, um canteiro, um carreiro, um banco onde podemos descansar quando estamos cansados”. Susana Tamaro

E assim vou acrescentando canteiros ao nosso jardim. Sim “nosso”, meu e do papi. Na nossa casa cheia de memórias habitam recordações, saudades e silêncios, mas também a alegria e o perfume das flores.
Sempre que encontro motivos, planto um canteiro que precisa muito cuidado e rego-o com atenção redobrada, pois cada canteiro é pertença do jardim, onde, pelo fim da tarde, passeio um pouco na companhia de Deus. Aprendo com Ele como se pode viver de memórias e de confiança.

" E a confiança permite-nos tanto"…(P.José Frazão, sj)


sábado, 22 de junho de 2013

A amizade tem sabor...

“A amizade não se alimenta de encontros episódicos ou de feitos extraordinários. A amizade é um contínuo. Tem sabor a vida quotidiana, a espaços domésticos, a pão repartido, a horas vulgares, a intimidade, a conversas lentas, a tempo gasto com detalhes, a risos e a lágrimas, à exposição confiada, a peripécias à volta de uma viagem ou de um dia de pesca. A amizade tem sabor a hospitalidade, a corridas atarefadas e a tempo investido na escuta.”

In: Ao lado do teu amigo, nenhum caminho será longo
P. Tolentino Mendonça


Tem de facto "sabor bom" porque sabe bem, o pequeno trecho do livro deste um escritor/poeta de que gosto muito. Da amizade diz que é exposição confiada, escuta, tempo, oferta e acolhimento do dom.  
Por isso, por este pouco e quase tudo, aqui volto à convivência dos amigos e dos leitores, ainda que seja só para colocar coisas belas que outros escrevem e eu acolho como um dom à minha existência.
É que a vida é mesmo feita de acontecimentos onde o outro, o amigo, está implicado.


terça-feira, 4 de junho de 2013

Chamo-Te


Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido.

Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só de Teus olhares me purifique e acabe.

Há muitas coisas que não quero ver.

Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o Teu reino antes do tempo venha
E se derrame sobre a Terra
Em Primavera feroz precipitado.

Sophia de Mello Breyner 


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Jesus no mundo todos os dia...


Jesus Cristo é Deus presente no nosso mundo todos os dias. E o pálio é o manto, o abraço, com que nos acarinha e envolve. De pálio (pallium) vêm os cuidados paliativos, que não são apenas os cuidados médicos que são prestados aos nossos doentes terminais; são sobretudo a expressão de um amor maior, de um manto maior, que nos envolve e nos salva em todas as situações.
(Gianluigi Peruggia,L’abbraccio del mantello, Saronno, Monti, 2004)

Não conheço o autor, mas lendo este pequeno trecho não podia deixar de fixar nele o olhar e o coração. Sim! Este é o Jesus que eu conheço... Presente, por vezes silencioso mas terno, cujo abraço me envolve todos os dias. É deste Cristo que posso alimentar-me e é Nele que posso confiar como um Deus presente. Ele é o puro que se deixa tocar por mim.


mesadepalavras.wordpress.com/2013/06/01/quando-o-dia-comeca-a-declinar

Foto: Capela da Árvore da Vida


segunda-feira, 27 de maio de 2013

Acorda

Acorda a alegria que dorme em ti desperta para a presença de Deus que está na vida que te rodeia nos caminhos 

percorridos ou a percorrer 

nos amores encontrados ou a descobrir

e nos flores que desabrocham, só porque sim... 

Alice



quinta-feira, 16 de maio de 2013

Bênção


Recebi ontem e comecei ainda ontem a ler um pequeno livro, "A fé vive de afeto".
Voltei hoje e li mais um pouquinho, mas quero fazê-lo devagarinho para saborear verdadeiramente esta fonte, este manancial de fé e de ternura que me é dado ter nas mãos.
Paro num momento em que diz: "o sorriso da mãe ou, ainda, o timbre da voz da mãe, enquanto gerava no seio, já convocava para a bênção do nascimento". Vou recomeçar as minhas tarefas simples do dia a dia recordando esta bênção.

domingo, 28 de abril de 2013

Flores, com amor

Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei! (João 13,34)
«Aqui, a medida não sou eu. Aqui, a medida é Jesus. Aqui, a medida é sem medida! Aqui, o amor não é interesseiro. Aqui, o amor é puro, radical, incondicional, assimétrico, sem retorno. Aqui, o amor é até ao fim, e obriga-nos a ter sempre como referência o Senhor Jesus e o seu modo de viver, dando a vida por amor, para sempre e para todos!»
D. António Couto


Flores, com amor... Porque o amor vai surgindo e acontecendo em cada dia como uma bênção, tal como a primavera, tal como o azul do mar ou o perfume e a cor das flores que a natureza nos oferece...