Porque acho bonito, carinhoso convida á paz e ao amor verdadeiro...
Neste blog, além de colocar alguns poemas ou textos de que gosto e que me ajudam, gostaria também de deixar pequenas coisas que vou escrevendo e falar um pouco de mim, da minha vida, da minha fé, da minha relação com Deus e o mundo, com o sofrimento e com a alegria, com a ansiedade e a paz...
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Amai os vossos inimigos… Acreditas nisto?
Hoje e...
«Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos».
«Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos».
Jesus hoje, convida-me insistentemente a refletir até onde vai minha capacidade de acreditar num caminho único, aquele que me leva à felicidade. Como poderei amar aqueles que não gostam de mim? Como isso me parece difícil... Só sei que, o que Ele me pede, não pode ser impossível.
Conheço o milagre do amor Deus em mim e por isso acredito que tudo está ao meu alcance, ao meu lado, perto de mim.
Deixo este extrato de um texto de D. António Couto
Deixo este extrato de um texto de D. António Couto
«Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!» (João 13,34). Aqui, a medida não sou eu. Aqui, a medida é Jesus, o das alturas, o do alto das montanhas. Aqui, a medida é sem medida! Aqui, o amor não é interesseiro. Aqui, o amor é puro, radical, incondicional, assimétrico, sem retorno. Aqui, o amor é até ao fim! Oh sublime ciência das alturas!
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Confidencial
Não me perguntes,
porque nada sei
Da vida,
Nem do amor,
Nem de Deus,
Nem da morte.
Vivo,
Amo,
Acredito sem crer,
E morro, antecipadamente
Ressuscitando.
O resto são palavras
Que decorei
De tanto as ouvir.
E a palavra
É o orgulho do silêncio envergonhado.
Num tempo de ponteiros, agendado,
Sem nada perguntar,
Vê, sem tempo, o que vês
Acontecer.
E na minha mudez
Aprende a adivinhar
O que de mim não possas entender.
Miguel Torga
Da vida,
Nem do amor,
Nem de Deus,
Nem da morte.
Vivo,
Amo,
Acredito sem crer,
E morro, antecipadamente
Ressuscitando.
O resto são palavras
Que decorei
De tanto as ouvir.
E a palavra
É o orgulho do silêncio envergonhado.
Num tempo de ponteiros, agendado,
Sem nada perguntar,
Vê, sem tempo, o que vês
Acontecer.
E na minha mudez
Aprende a adivinhar
O que de mim não possas entender.
Miguel Torga
Foto Sortelha (Zilda)
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
Manto de brancura - a minha terra
E é esta a paisagem que nos rodeia há alguns dias, desde a encosta até às Penhas da Saúde, o branco e o castanho algo esverdeado se misturam em beleza natural e solenidade.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta
vive
Ricardo Reis, in "Odes"
Heterónimo de Fernando Pessoa
Heterónimo de Fernando Pessoa
Fotos de amigos do facebook
domingo, 9 de fevereiro de 2014
As pérolas
Esta manhã quando entrei na cozinha reparei que a minha orquídea estava um pouco dobrada sobre si própria, mais do que habitualmente, e chorava... Pequenas gotas saídas de cada nó, escorriam-lhe pela haste miudinha e frágil.
De facto há alguns dias que eu esperava a flor que parecia querer desabrochar a qualquer momento, mas hoje ela se desfaz em lágrimas transparentes.
São lágrimas muito particulares, redondas e brilhantes como pérolas preciosas que recebo e acolho como um dom que me recorda a fecundidade da natureza a irradiar o seu encanto. O dom que na natureza é espaço da criação, do nascimento e da vida.
sábado, 8 de fevereiro de 2014
Hoje te falo eu, Senhor
E um
caminho novo se abre a nossos pés,
Uma
luz nova em nossos olhos arde,
Átrio
de luminosidade,
Pão
De
trigo e de liberdade,
Claridade
que se ateia ao coração.
Lume
novo, lareira acesa na cidade,
És
Tu, Senhor, o clarão da tarde,
A
notícia, a carícia, a ressurreição.
Passa
outra vez, Senhor, dá-nos a mão,
Levanta-nos,
Não
nos deixes ociosos nas praças,
Sentados
à beira dos caminhos,
Sonolentos,
Desavindos,
A
remendar bolsas ou redes.
Sacia-nos.
Envia-nos,
Senhor,
E
partiremos
O
pão,
O
perdão,
Até
que em cada um de nós nasça um irmão.
D. António Couto
Foto de P. Luís Pardal, um amigo
D. António Couto
Foto de P. Luís Pardal, um amigo
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
Quem és Tu, Senhor?
"Quem és Tu, Senhor? E o
que queres de nós, Senhor?
Morreste. A terra inteira
calou-se nesse instante.
Todos os pássaros se calaram.
Todos os riachos pararam de correr
Com a lágrima calada de Deus.
Mas,
Aquele a quem escandalosamente
chamavas de papá, Abbá
Levantou-te da morte com a qual
te queriam parar e calar.
E estás vivo, da Vida de Deus
És as mãos de Deus que enxugarão
todas as lágrimas.
És os pés que vão ao encontro
És todos os gestos que nos dizem
como ser gente mais gente
És a Voz de todos os profetas
que hoje seguem
Os mesmos caminhos que tu
caminhas, Jesus.
ÉS! O Pão. Um Pão, um Corpo teu…
que se parte e parte,
Para que não falte a ninguém, e
todos sejam um… Um pão…
Um corpo teu.
Quem és tu, Jesus?
O que queres de nós,
Senhor?"
Imagem de um powerpoint
segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
A minha terra com os seus encantos e recantos
Não é exactamente a
minha terra, mas fica a cerca de 180 km a Aldeia de Monsanto, chamada "a
mais portuguesa de Portugal".
Está situada na
encosta de um monte bastante íngreme e rochoso e as suas casas de granito e
xisto, umas altaneiras, outras encaixadas e abrigadas no meio das rochas
guardam um pequeno mundo de beleza e de encanto.
Por causa da difícil
acessibilidade do local, só um pouco ao longe tenho podido apreciar tudo isto.
Mas mesmo as coisas que só a vista descortina e o coração sente… mesmo aquilo
que não me é dado tocar a não ser por um olhar mais profundo, fazem de mim uma
pessoa feliz e agradecida.
Aqui ficam as fotos
que a minha amiga Zilda tirou para mim. Com elas mergulho num mundo/vida cheio
de acontecimentos que guardarei para sempre na memória.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Fica sempre por perto
«Chamado ou
não chamado, Deus estará sempre presente». Nunca se vai embora. Fica sempre por
perto, à espera de nos abraçar».
Carl Gustav Jung
sábado, 25 de janeiro de 2014
O papel branco e a minha mesa
«Ponho um papel branco sobre a mesa e espero que as palavras, atraídas pela luminosidade, venham pousar nele».
quando a minha terra está cheia de sol,
porque o tanto e o tão pouco que eu sou
o mundo que me rodeia
e a luz que envolve o meu dia,
o encherão de palavras de amor!
alice
Pintura: Pablo Picasso
Christian Bobin, em "Ressuscitar"
Quero por o meu papel branco sobre a mesa,quando a minha terra está cheia de sol,
porque o tanto e o tão pouco que eu sou
o mundo que me rodeia
e a luz que envolve o meu dia,
o encherão de palavras de amor!
alice
Pintura: Pablo Picasso
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
A exposição do Santíssimo
De coração agradecido pelo afecto de Deus e, depois de três dias de exercícios espirituais, em que sinto vibrar profundamente em mim este amor, deixo um texto que foi "rezado" diante do Senhor Exposto na Eucaristia.
«Como sempre, tudo
regressa a este cume. E tudo dele parte. A Eucaristia tudo recolhe. Tudo
condensa. Tudo relança. Esta é a sarça que arde sem se consumir. É o ícone
que, pelas coisas da nossa existência, nos abre, ainda e sempre, a passagem
para o que a vida tem de eterno. Vértice e abismo do vínculo de Deus
connosco, os gestos e as palavras, os ritmos, as formas, os cantos e os
silêncios, as cores e as sombras que fazem a Eucaristia, realizam, aqui e
agora, o encontro entre o sagrado e o quotidiano, a minha biografia e a nossa
história comum. Assim se desenha um espaço entre nós e entre
nós e Deus, no qual a pobreza dos meios e a limitação das
formas se tornam lugares da infinita riqueza da Graça.
Neste lugar, tão
alto e tão baixo, tão largo e tão extenso, e, porém, tão contido e tão
elementar, continuamos a testemunhar como o Absoluto se faz relativo, como o
Santíssimo se nos expõe.
padre José Frazão, sj - do livro "a Fé vive de afeto"
padre José Frazão, sj - do livro "a Fé vive de afeto"
variações sobre um tema vital
Pintura - Arcabás
Pintura - Arcabás
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
em que pensar agora...
Poema lindo, vivido por momentos e agora contido entre o pensamento, os sentimentos e a vida!
Em que pensar, agora, senão em ti? Tu, que
me esvaziaste de coisas incertas, e trouxeste a
manhã da minha noite. É verdade que te podia
Dizer Como é mais fácil deixar que as coisas
não mudem, sermos o que sempre fomos, mudarmos
apenas dentro de nós próprios? Mas ensinaste-me
a sermos dois; e a ser contigo aquilo que sou,
até sermos um apenas no amor que nos une,
contra a solidão que nos divide. Mas é isto o amor,
ver-te mesmo quando te não vejo, ouvir a tua
voz que abre as fontes de todos os rios, mesmo
ele que mal corria quando por ele passámos,
subindo a margem em que descobri o sentido
de irmos contra o tempo, para ganhar o tempo
que o tempo nos rouba. Como gosto, meu amor,
de chegar antes de ti para te ver chegar: com
a surpresa dos teus cabelos, e o teu rosto de água
fresca que eu bebo, com esta sede que não passa. Tu:
a primavera luminosa da minha expectativa,
a mais certa certeza de que gosto de ti, como
gostas de mim, até ao fim do mundo que me deste.
"Pedro, lembrando Inês", de Nuno Júdice
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
As saudades são como manhãs de Páscoa
"Só sente saudade quem (re)conhece o Amor".
Não sei quem escreveu esta frase, nem
sequer me recordo de onde a tirei, mas adoptei-a com alegria.
Há saudade, porque existe ou existiu
relação, convivência, o amor e a amizade, as chegadas e as partidas... Não me
importo de adormecer com saudade, porque o faço com a memória de muitos gestos de
ternura.
As saudades são como manhãs
de Páscoa cheias de brancura, manhãs de esperança, manhãs de mistério e de encontro...
Alice
domingo, 5 de janeiro de 2014
A estrela... E a medida de cada um
Vêem do Oriente, são os Magos e caminham acompanhando os
sinais.
Deixam-se encantar pela LUZ que incarnou na nossa
história, a luz que pode iluminar todos os nossos caminhos.
Desponta no céu a estrela que os guia para o
presépio e nos quer guiar também a nós, mostra-nos que ali se encontra a
salvação que é para todos e à medida de cada um.
Olho o infinito e os astros, sinto que me fazem distanciar um
pouco do solo para que os meus pés fiquem leves e soltos, são eles afinal que
ajudam a desatar e a soltar também o coração…
Já não posso desistir e vou por aí fora… Quem vê a Luz não
quererá decerto a escuridão e neste dia da Epifania sonho um mundo novo, um
mundo feliz que quer partilhar essa felicidade e essa alegria, um mundo a
Caminho!...
Alice
sábado, 4 de janeiro de 2014
Sonhos e cores
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Santa Maria Mãe de Deus
Eis Maria com o seu
menino… Olhando esta imagem simples, pressinto o calor do colo de todas as mães e tenho saudades da mãezita Julieta, que
nos olha do céu e celebra connosco estes momentos de festa.
Observo a ternura desta mãe, e penso em tantas crianças que não conhecem o aconchego de um abraço... Em cada uma, Deus está presente e se faz luz e companheiro de viagem, mas o custo dessa viagem diariamente surge diante do meu olhar, fazendo-me desejar um mundo melhor e mais fraterno.
Hoje celebramos o dia de
Santa Maria, Mãe de Deus e o dia Mundial da Paz, queria dizer: De uma nova Paz
que para existir precisa de mim, precisa de nós… precisa de corações abertos à
vida, ao mundo e ao Menino Deus de Belém.
Feliz e abençoado Ano
Novo.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Em Jesus de Nazaré, Deus fez-Se homem
«Admiravelmente, «o Verbo fez-se carne» (Jo 1, 14). Assim, a partir de dentro, do melhor útero da nossa humanidade, e, entre nós, Deus quis abraçar e respeitar a «difícil bênção da contingência» (E. Salmann).
(...) Há tanto a colher e a acolher neste dizer-se do Verbo enquanto se faz carne. Em Jesus de Nazaré, Deus fez-Se homem – verdadeiro homem, com todos os ritmos e lugares da condição humana, porque «a humanidade do Filho de Deus é a sua carne em con-tacto com o mundo, con-sentindo com o mundo». E fez-se homem de verdade, por realizar a nossa humanidade tão verdadeiramente, sem a mentira do pecado.
(...) Há tanto a colher e a acolher neste dizer-se do Verbo enquanto se faz carne. Em Jesus de Nazaré, Deus fez-Se homem – verdadeiro homem, com todos os ritmos e lugares da condição humana, porque «a humanidade do Filho de Deus é a sua carne em con-tacto com o mundo, con-sentindo com o mundo». E fez-se homem de verdade, por realizar a nossa humanidade tão verdadeiramente, sem a mentira do pecado.
(...) Se Deus é capaz de nós, encarnando, nós, na nossa carne e no mundo onde nos
reconhecemos em casa, somos capazes de Deus, porque, Ele próprio, nos faz assim
capazes».
P. José Frazão Correia sj
(A justa relação com a vida ou a graça de viver como filho - extratos)
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
A alegria do Natal
A Alegria do Natal é o próprio Deus, por isso me sinto
grata por este Natal!
Fotografei este presépio simples, foi-me oferecido por um amigo em ocasião de dizer adeus e coloco-o no meu blog para falar do Natal e da vida.
Observo a singeleza e a simplicidade destas linhas moldadas com a arte da fé e revejo antecipadamente um tempo, um dia ou um momento de que só o coração pode falar. Um tempo onde só a presença do Menino Deus, exposto na sua fragilidade cheia de encanto, nos ajudam a alcançar a verdadeira alegria natalícia.
Falo de um Natal simples e mais profundo, um Natal onde as manifestações exteriores não escureçam o Menino na sua história. Falo de um Natal que não acontece sem nascimento como dom, e sem o custo da existência e da pequenez do ser humano.
Digo, sem o custo da minha existência, onde a graça/dom se cruzam, se entrelaçam e se fundem na bênção vivida ou ainda por viver... Falo de um Natal a acontecer.
Digo, sem o custo da minha existência, onde a graça/dom se cruzam, se entrelaçam e se fundem na bênção vivida ou ainda por viver... Falo de um Natal a acontecer.
Alice
Deixo a itálico algumas citações do livro "A Fé vive de Afecto"
Deixo a itálico algumas citações do livro "A Fé vive de Afecto"
sábado, 21 de dezembro de 2013
Peregina da vida
«O peregrino sabe que toda a noite tem o
seu amanhecer, e este virá não importa o quanto frias, escuras ou
desconfortáveis forem as horas que o precederam».
P. Paul Nicholson
Peregrina da vida e na vida de cada dia. É
assim que me vejo hoje.
Dou mais um passo ao encontro do Natal, à festa da noite,
das luzes e das alvoradas que iluminam o dia.
Diz-se tanto sobre o Natal!... Tantas quês e porquês,
tantas palavras se pronunciam ou escrevem sobre o este acontecimento que por
vezes encobrem a beleza que faz o Natal SER o que é. Isto faz-me
pensar na simplicidade do presépio, para onde me imagino a "peregrinar"…
Então eu diria que de cada um de nós depende que o Natal aconteça e permaneça... nas pessoas, nos acontecimentos,
no que escrevemos e no que lemos, na vida de todos e no coração de todos. A notícia que ecoou em Belém torna-se realidade a partir da nossa casa, do nosso prédio,
da nossa rua, da nossa cidade e da nossa voz.
Feliz Natal!
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