quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

O lugar do Menino neste Natal


E é na nossa vida com toda a sua pobreza e ambiguidade, no nosso dia a dia que o Menino quer continuar a nascer. “As nossas coisas” são um lugar digno onde Deus se quer revelar. 


domingo, 7 de dezembro de 2014

Advento - Luz


Deus da luz, que te fazes tão próximo, vem...
ilumina cada noite que chega!
Estrela da manhã que não desistes de nós, vem...
 brilha nas nossas  manhãs silenciosas.
Sol da esperança e da vida nova, vem...
aquece e desperta o nosso coração adormecido! 

Alice





domingo, 30 de novembro de 2014

ADVENTO


Como é fácil, Senhor Jesus,
Daqui, de ao pé da tua Cruz,
Avistar a paisagem do Advento,
Compreender-lhe a mensagem,
Respirar-lhe o alento.

Daqui, de ao pé da tua Cruz de Luz,
Sem dúvida o lugar mais alto do mundo,
Mais alto e mais profundo,
Vê-se bem, com toda a claridade,
Que a lonjura do Advento não é horizontal.
Eleva-se em altura.
Como a tua túnica tecida de Alto-a-baixo,
Vertical,
E sem costura.

Tu vens do Alto, Senhor.
Tu vens de Deus.
Tu és Deus.
Tu és o Justo
Que chove das alturas
Sobre a nossa humanidade sedenta e às escuras.

Vem, Senhor Jesus,
Alumia e rega a nossa terra dura,
Acaricia o nosso humilde chão
E modela com as tuas mãos de amor
Em cada um de nós
Um novo coração
Capaz de ver.
Capaz de Te ver
Nascer
Em cada irmão.

D. António Couto

Volto aqui depois de uns tempos de silêncio, e cada regresso, cada recomeço tem o sabor da alegria e do novo olhar.



quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Canção

Nina Krasnov

Caíram levemente e ficaram pousadas sobre vidro molhado. Observo-as desde dentro de mim, como se assim fosse capaz de acrescentar um pouco mais de tempo à sua existência. Os meus olhos humedecidos seguem o gesto das mãos que se abrem para se tornarem vaso de aconchego. 
A surpresa, a fragilidade e a luz atravessam a cortina feita de grandes bátegas de água. Em silêncio, no coração, canto uma canção de amor.  
Alice


sábado, 2 de agosto de 2014

Arco-Íris


Num lugar de sonho, um dia cinzento, um banco, um muro, uma árvore e um tempo de tranquilidade e paz.
Quisera sentar-me um pouco, mas temo perturbar o tom, a cor e o vazio que fala de amores e de vidas que passaram por aqui. Oiço somente o bater do meu coração e deixo passear o meu olhar que se perde e se fixa num arco-íris imaginário e deslumbrante onde  pulsam novos corações fazendo agitar o astro  e iluminando-o cada vez mais. Fico de olhar cheio e brilhante e sorrio à vida também...
"Corações iluminados (Efésios 1,18). Um Olhar cheio de Jesus faz Ver Jesus, faz Vir Jesus!"
( A. Couto)



Foto tirada da net . fac do amigo P. Paulo Teia

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Beleza

Tinyan Chan

Flores que falam de silêncios cheios de beleza e encanto. Esperanças que renascem pelo sol que chega silencioso e quente. 




segunda-feira, 26 de maio de 2014

Presente

Por vezes, dou comigo a viver no passado; outras vezes, reparo que fugi para sonhar o futuro... É que o presente nem sempre é agradável, mas é o único espaço que tenho para fazer o bem. O presente também serve para agradecer o passado, colher os frutos e programar o futuro. Regar a árvore da vida é a tarefa do dia a dia. Não posso mudar o ontem, nem garantir para amanhã. Não vá apodrecer-me o único presente que tenho nas mãos.
 Vasco P. Magalhães, sj


Sabedoria esta que me leva a olhar a beleza do presente como algo a agradecer sempre. E assim me detenho hoje, a observar cada umas das flores na sua diferença tocando com afeto  as mãos que as mantêm unidas uma às outras. 
Por vezes a natureza, na sua diversidade e encanto, entra  assim na minha casa, trazida por mãos carinhosas e sorridentes para me convidar a saborear a vida em cuja beleza vejo e escuto Deus.

  

sábado, 17 de maio de 2014

No caminho...

"Não sou feliz, mas estou a caminho"
Nesta tónica que envolve a minha vida, e penso que cada vida... faço um tempo de paragem, neste cantinho escondido e deserto... 
Desde de dentro do carro à beira da Foz no Porto, até ao sitio onde se põe o sol, o meu coração sentido e desapontado pela dor física que não me deixa ir mais longe ou mais perto, vai adquirindo aos poucos novas tonalidades e contornos, novos sorrisos até, tal como o horizonte que me envolve. 
Não que alguma coisa tenha mudado a não ser o olhar renovado que encara a luz do final do dia com apreço, com gratidão e confiança... Permanece o desejo de caminhar mais e fazê-lo nesse sentido, o da esperança, do reconhecimento da bênção de cada dia e cada momento!

Pôr-do-sol e Foz do Porto



terça-feira, 22 de abril de 2014

Páscoa e flores


Não estavam mortas
as flores
tinham só adormecido.
Veio a Páscoa
e acordaram para a vida
floriram na manhã da Ressurreição,
acordaram para o amor
na luz que vence a escuridão da noite,
A manhã da Ressurreição.
Alice



domingo, 20 de abril de 2014

Ressurreição

«Vi o Senhor vivo, Ele minha esperança, minha vida!... Ele, no "ofício de consolador", tal como os amigos se consolam uns aos outros,
 restituindo-os à confiança,
 à luz, à vida! 
Sei que está vivo,
Ele minha Páscoa!»  
José Frazão Correia




Ressoa ainda no meu coração, o anúncio Pascal que se faz canto e encanto na minha vida. "Vi o Senhor vivo! 
Uma Páscoa marcada pela comoção que se faz notícia, e bênção, e presença.... Parece pouco? Mas é tanto em mim... Boas Festas de Páscoa!



sábado, 19 de abril de 2014

Quatro linhas sobre a cruz

No silêncio, a Cruz 
Eis a Vida a ser entregue
Eis o Homem
Eis o meu Deus
E o Amor!
Alice


"Quatro linhas sobre a cruz
A primeira linha abre o silêncio como os braços de Cristo na Cruz
A segunda linha abraça-te até que a voz que te
fala respire no interior da tua escuta
A terceira linha é a sombra do cajado que conduz,
o fio de água para que nunca esqueças a única Fonte
A quarta linha é o próprio rastro Daquele que se apaga
entre os quatro pontos cardeais da luz."
Daniel Faria

sexta-feira, 18 de abril de 2014

domingo, 13 de abril de 2014

se és Filho de Deus, desce da cruz...

 Giotto

"Salva-Te a Ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz.”  Mt 27, 40

Começámos a semana santa e a Liturgia oferece-nos o relato da paixão de Jesus, que dá a vida até ao fim, até não haver mais vida. Esta leitura é muito reveladora da realidade, é muito bela e muito forte.
Hoje comecei o dia embalada no som da Celebração do Domingo de Ramos pelo Papa Francisco que o meu pai estava a seguir.
Tive a noção de que, mais do que nunca, a História da Salvação está  presente nas nossas vidas. Repetem-se as nossas indecisões, as nossas fraquezas, o nosso lamento: “Não O conheço…”

Deixo alguns extratos sobre este mistério de fé:

(…) « E vejo um homem nu cravado e moribundo. Um homem com os braços totalmente abertos num abraço que não renegará pela eternidade. Vejo um homem que nada pede para si, não grita: lembrai-vos de mim, procurai entender, defendei-me... Até ao fim esquece-se de si próprio e preocupa-se por quem morre ao seu lado: hoje, comigo, estarás no paraíso.

A cruz é o enxerto do céu dentro da terra, o ponto onde um amor eterno penetra no tempo como uma gota de fogo, e arde. No Calvário, o amor escreve a sua narração com o alfabeto das feridas, o único indelével, o único em que não há engano.» (P. Ermes Ronchi).

«Para saber quem é Deus, devo apenas ajoelhar-me aos pés da Cruz» (Karl Rahner).

A cruz permanece uma pergunta sempre aberta, diante da qual sei que não entendo. Mas no fim a cruz vence porque convence, e fá-lo não através das explicações dos teólogos, mas com a eloquência do coração: «Porque a cruz/ o sorriso/ a pena inumana?/ Crede-me,/ é tão simples/ quando se ama» (Jan Twardowski).

Estavam lá muitas mulheres, que observavam de longe. Pequeno rebanho assustado e corajoso: a Igreja nasce da contemplação do rosto de Deus crucificado (C.M. Martini).


sábado, 12 de abril de 2014

grão de trigo

Entretanto, estava próxima a Páscoa dos judeus e muitos subiram da província a Jerusalém, para se purificarem, antes da Páscoa. Procuravam então Jesus e perguntavam uns aos outros no templo: «Que vos parece? Ele não virá à festa?»  Jo 11, 55-56


"Entretanto, estava próxima a Páscoa dos judeus"... 
Também agora está próxima a "festa" e eu sinto-me convidada a permanecer com Jesus neste tempo onde tanto acontece, para que aconteça a vida. 
Tal como a semente lançada à terra, tal como o grão de trigo, entrego o meu desejo de responder a este convite, e ainda que me pareça difícil, ainda que a cruz ao aproximar-se me fale do entardecer deste dia, eu quero estar Contigo junto à Cruz. 

«Entretanto, o inverno passará e o canto regressará aos campos. Entretanto, nascerá um novo dia, depois que passe a longa noite.» 
(in Entre-tanto) 


quinta-feira, 10 de abril de 2014

O servo


Eis o Servo de todos, Aquele que se esvazia de si mesmo ficando sem nada... não pensa na imagem, não resiste à maldade e entrega-se aos seus perseguidores por amor de mim e por amor de todos... 
Este servo que assim faz, é o "meu Senhor e meu Deus",  convida-me a segui-Lo sem desanimar, a segui-Lo com confiança e determinação, sem medo. E diz-me que nunca me encontrarei sozinha, nunca!
É diante deste Senhor que o meu coração se ajoelha hoje, a caminho da Páscoa.


domingo, 6 de abril de 2014

Nesta manhã de domingo...

Deixo-me embalar por esta canção de amor e ao oferecê-la, recebo muito muito mais do que dou. Como sempre... 
E assim domingo após domingo preparo em cada manhã, a Grande Manhã que há-de vir.


sexta-feira, 4 de abril de 2014

Chamados à luz da alegria

A carícia como promessa, a cura como sinal, o dom recebido como certeza da bênção. E assim se revela o amor infinito e incondicional do nosso Deus. 
Deixo esta reflexão cheia de interpelações e de convites a uma vida que se renova pelo amor.

«Uma carícia de luz na escuridão. Jesus toca e ilumina os olhos de um mendigo que nos representa a todos.

Uma carícia de luz que se torna carícia de liberdade. Quem não vê tem de apoiar-se noutros, em paredes, num bastão, nos pais, nos fariseus. Quem vê caminha seguro, sem depender dos outros, livre. Como o cego do Evangelho, que curado se torna forte, deixa de ter medo, enfrenta os sábios, centra-se nos factos concretos e não nas palavras. Alimenta-se da luz e ousa. Livre.

Uma carícia de liberdade que se torna carícia de alegria. Por ver é apreciar os rostos, a beleza, as cores. A luz é um golpe de alegria que pousa sobre as coisas. Assim a fé, que é visão nova das coisas, cria um olhar luminoso que leva a luz onde pousa: «Vós sois luz no Senhor» (Efésios 5, 8).
 (...)
A resposta de Jesus é outra: «Nem ele pecou nem os seus pais». Distancia-se de imediato, com a primeira palavra, desta perspetiva, para declarar como ela causa a cegueira sobre Deus e sobre os homens. Falará unicamente do pecado para dizer que está perdoado.»


P. Enzo Bianchi
In Lachiesa.it
Trad.: SNPC

domingo, 30 de março de 2014

A primavera

árvore da primavera-Philip Sutton

Há imagens que quase falam por si... Algumas fazem acordar em mim sentimentos e desejos de paz e gratidão. Por vezes têm a cor de um sorriso ou de um abraço e o odor de uma primavera sempre esperada. Fazem perceber uma mão que cria, por amor... e um coração que crê, no amor...