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MILAGRE É O ENCONTRO...

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«... TÃO NECESSÁRIO COMO A ÁGUA. TÃO PRECIOSO COMO O SÃO OS POÇOS NO DESERTO.  É este o milagre que vejo acontecer no encontro de Jesus com a Samaritana, à beira do poço» (José Frazão, sj). Jesus é hoje o " Milagre " que,  nos encontros com a nossa  vida, espera e deseja a uma resposta,  «a voz do meu amado: ei-lo que vem correndo sobre os montes»   Cântico dos Cânticos 2,8. O Evangelho de S. João diz-nos hoje que Jesus chegou a uma cidade da Samaria chamada Sicar. Era lá que estava a fonte de Jacob. Cansado da caminhada sentou-se junto à fonte e eis que chega ali uma mulher da Samaria, para tirar água do poço.  A ela e também a nós, quando sentados à beira do poço que é a vida, Ele diz: "Dá-me de beber" e também:  «Dá-me o teu amor. Recebe o meu amor»   (José Pires, sj). Era pela hora do meio-dia, com o sol a pique, dando luz a todo o acontecimento. Sem nada ocultar, Jesus apresenta-se como o amado do cântico dos...

Cânticos da Tarde e da Manhã

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Lentamente o sol se apaga Nos campos, montes e mares Mas deixa-nos a promessa De renascer cada dia "Cânticos da tarde e manhã" Teresa Salgueiro   Foto: Zilda

A quaresma e o silêncio

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Que grandeza há no silêncio – não o silêncio nefasto da falta mas no da virtude, que é perfeito quando dele não se tem consciência – e que força se pode extrair dele. A alegria cristã é a simplicidade de uma fé, a seriedade de uma esperança, a vitalidade do amor. Na Quaresma a liturgia despe-se dos seus aleluias e glórias, convidando-nos a um estreitamento de vida, a um despojamento do supérfluo, a um tempo de germinação escondida e profunda, iluminada sempre por uma esperança e uma espera. Ela convida-nos a entrar em nós mesmos para nos mergulhar nas fontes da vida, em Cristo. Ela incita-nos a reencontrar o nosso verdadeiro rosto num esforço de autenticidade e lucidez, na oração e na caridade, para que, modelados à imagem de Cristo, sejamos capazes de uma comunhão mais profunda no seu mistério. Sim, porque o mistério de Cristo não é algo que esteja fora de nós; ele é o que nós somos e o que somos chamados a ser. O seu drama é o nosso. A nossa cruz não é outra que a de Cri...

A beleza - a arte

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"a beleza é tão grande e nós somos tão frágeis... Estou a falar do impossível e da vida" Daniel Faria (Livro do Joaquim) arte de Tamaz Gogoladze Surge por vezes esta necessidade de partilhar pequenas coisas, ainda que sejam só uma queda desamparada, um encontro, uma visita, um pensamento, algo que leio, como este poema, um sorriso e até uma preocupação. ... E penso naquilo que fui e sou agora e também no que poderei vir a ser, mesmo que nem tudo o que gostaria seja possível realizar. De facto somos todos tão frágeis mas ao mesmo tempo tão belos e tão fortes em Deus e no amor que nos une uns aos outros e à vida.   alice

Te amarei

Porque acho bonito, carinhoso convida á paz e ao amor verdadeiro...

Amai os vossos inimigos… Acreditas nisto?

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Hoje e...  « Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos».   Jesus hoje, convida-me insistentemente a refletir até onde vai minha capacidade de acreditar num caminho único, aquele que me leva à felicidade. Como poderei amar aqueles que não gostam de mim? Como isso me parece difícil... Só sei que, o que Ele me pede, não pode ser impossível.  Conheço o milagre do amor Deus em mim e por isso acredito que tudo está ao meu alcance, ao meu lado, perto de mim.   Deixo este extrato de um texto de D. António Couto «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!» (João 13,34). Aqui, a medida não sou eu. Aqui, a medida é Jesus, o das alturas, o do alto das montanhas. Aqui,...

Confidencial

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Não me perguntes, porque nada sei Da vida, Nem do amor, Nem de Deus, Nem da morte. Vivo, Amo, Acredito sem crer, E morro, antecipadamente Ressuscitando. O resto são palavras Que decorei De tanto as ouvir. E a palavra É o orgulho do silêncio envergonhado. Num tempo de ponteiros, agendado, Sem nada perguntar, Vê, sem tempo, o que vês Acontecer. E na minha mudez Aprende a adivinhar O que de mim não possas entender. Miguel Torga Foto Sortelha (Zilda)