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Onde estás?
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Onde estou, me perguntas? A teu lado estou, amigo, na noite da espera, na alba da vida, no vento da serra, na tarde despovoada, no sono que não sonha, na fome desgarrada e no pão para a mesa, na felicidade partilhada e na isolada e amarga pena (...) No silêncio selado e no grito de protesto. Na cruz de cada dia e na morte que se aproxima. Na luz da outra margem e no meu amor como resposta. (...) Onde estou, me perguntas? A teu lado estou, amigo; vivo e caminho na terra, peregrino até Emaús para me sentar à tua mesa; ao partir de novo o pão descobrirás a minha presença. Estou aqui, convosco, com a alma em flor desperta, nesta Páscoa de amor galopando pelas veias do vosso sangue empapada de um Deus que vive e sonha. Onde estou, me perguntas?. A teu lado estou, amigo; despe-te para a surpresa, abre os olhos e olha para dentro e para fora, que no lagar da dor tenho os meus gozos e penas, e na nora do amor, eu, teu Deus, chamo à porta. Onde estou, me perguntas? NA TUA VIDA, é a resposta. A...
Como reporás a terra arrastada
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Esta luz que me alumia e fortalece mesmo quando se esconde entre as nuvens e as árvores, esta luz que me adormece e acorda em cada dia, não precisa de muitas palavras e por isso simplesmente vo-la deixo neste poema. Como reporás a terra arrastada Para a boca? Foges e foges E repousas à sombra da velocidade. E ao extinguires-te dizes Tudo O que podia ser dito Sobre a luz. Daniel Faria (Poesia) Foto - Zilda
Páscoa
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Dá-nos, Senhor, aquela Paz estranha que brota em plena luta como uma flor de fogo; que irrompe em plena noite como uma canção escondida; que chega em plena morte como um beijo esperado. Dá-nos a Paz dos que andam sempre, despidos de vantagens; vestidos pelo vento de uma esperança núbil. Aquela Paz do pobre que já venceu o medo. Aquela Paz do livre que se apega à vida. A paz que compartilha em igualdade como a água e a Hóstia. Dá-nos a tua Paz, a tua. Pedro Casaldáliga. Pintura:Gustavo Montebello
Flor de Aleluia!
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Gosto desta flor de Aleluia, e já a fui oferecendo por email a alguns amigos. Olho-a e sinto-a cheia de uma beleza singela e pura, parecendo-me que nunca irá esmorecer... É assim que vejo a Páscoa: Renova a nossa vida com Deus, renova as nossas relações, e hoje especialmente renova em mim uma certeza muito bonita: É que se pode ficar partindo e pode-se partir ficando para sempre! Alice
Porque a Páscoa é independente do lado do equador em que se está!
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Porque é lindo e cheio de Aleluias, deixo um testemunho Pascal de um amigo que está em Moçambique. Não sei porquê, mas os Glórias marcam as minhas ressurreições nestas terras moçambicanas. No meio de tanta morte evidente, por entre escárnios, gozações, ofensas de todo o tipo, abusos, acusações falsas e agressões, de repente, sem a preocupação de pré-avisos, surgem Glórias que são sinais incontestáveis da ressurreição de nosso Senhor Jesus. E levam-nos atrás dela. Não conseguimos deixar de ressuscitar com Ele. Ontem, na Vigília Pascal, cerimónia cuidada e muito bonita, não foi excepção. Quase como se não soubesse o que se iria passar, entraram no coro duas ou três vozes pouco convincentes, cada uma no seu tom, e até cada uma a seu tempo. Aquele sinal de desunião tinha, no entanto, algo demasiado grande para ser ignorado: era a entoação do Glória. E está no sangue, na carne, no espírito, nas entranhas de qualquer ser, reconhecê-lo porque é verdadeiro. É a exteriorização da prova maior de...