domingo, 29 de junho de 2008

Casa das Mimosas - Permanecer...


Saímos pela manhã em direcção à “Casa das Mimosas” situada em S. Romão, no interior da montanha, Serra da Estrela.
Mal conhecíamos o local e por isso, era grande a expectativa no fim de cada curva, contra curva, numa estrada estreita ladeada de árvores e de matizes verdes e amarelos, convidativos ao encontro com o “Senhor de todas as coisas”.
E, já ao longe, casa à vista, portas abertas, mantimentos na cozinha, água que jorra das torneiras, janelas a abrirem-se para entrar o sol e o ar… sim! De facto Alguém estava à nossa espera e nos convidava a permanecer.
Então, mais do que avaliar o ano pastoral, como que tínhamos sido convidados a fazer, vivemos a alegria e a partilha da nossa missão por vezes diferente, mas tão comum, naquilo que é a sua essência, a sua Verdade e a Pessoa que nos chama e nos congrega.
Na Eucaristia que nos voltou a lançar para a vida, houve oferta, entrega e acção de graças, frutos naturais da vivência daquele dia de ENCONTRO.
Alice

terça-feira, 24 de junho de 2008

Encontro


Saímos pela manhã em direcção à “Casa das Mimosas” situada em S. Romão, no interior da montanha, Serra da Estrela.
Mal conhecíamos o local e por isso, era grande a expectativa no fim de cada curva, contra curva, numa estrada estreita ladeada de árvores e de matizes verdes e amarelos, convidativos ao encontro com o “Senhor de todas as coisas”.
E, já ao longe, casa à vista, portas abertas, mantimentos na cozinha, água que jorra das torneiras, janelas a abrirem-se para entrar o sol e o ar… sim! De facto Alguém estava à nossa espera e nos convidava a permanecer.
Então, mais do que avaliar o ano pastoral, como que tínhamos sido convidados a fazer, vivemos a alegria e a partilha da nossa missão por vezes diferente, mas tão comum, naquilo que é a sua essência, a sua Verdade e a Pessoa que nos chama e nos congrega.
Na Eucaristia que nos voltou a lançar para a vida, houve oferta, entrega e acção de graças, frutos naturais da vivência daquele dia de ENCONTRO.
Alice

domingo, 22 de junho de 2008

Regras de discernimento dos espíritos EXERCÍCIOS ESPIRITUAIS DE SANTO INÁCIO DE LOIOLA

318 – Quinta [regra]. Em tempo de desolação, nunca fazer mudança, mas estar firme e constante nos propósitos e determinação em que estava, no dia anterior a essa desolação, ou na determinação em que estava na consolação antecedente. Porque, assim como, na consolação, nos guia e aconselha mais o bom espírito, assim, na desolação, [nos guia e aconselha] o mau, com cujos conselhos não podemos tomar caminho para acertar.
319 – Sexta [regra]. Uma vez que no tempo de desolação não devemos mudar as resoluções anteriores, aproveita muito reagir intensamente contra a mesma desolação, por exemplo insistindo mais na oração, na meditação, em examinar-se muito e em alargar-nos nalgum modo conveniente de fazer penitência.

http://www.ppcj.pt/sjee.htm

Durante os ultimos vinte e dois anos, tenho feito o esforço de progredir no conhecimento de Santo Inácio de Loiola, e da Espirirualidade Inaciana. Os Exercícios Espirituais têm sido para mim fonte de ajuda, de pacificação e de Encontro com o de Deus do Amor ...
Por vezes preciso de lá voltar... de reviver momentos e experiências de confiança e paz, onde a minha vida adquiriu novo sentido.
Hoje volto às regras de discernimento, leio-as, interiorizo-as, partilho-as, para que possam servir de ajuda.
Elas fazem parte de um pequeno elenco de itens, que em cada dia me podem ir ajudando no "caminho do amor verdadeiro"!
Alice

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Ensinamentos de Madre Teresa de Calcutá

"Tenha sempre presente que a pele se enruga, o cabelo embranquece, os dias convertem-se em anos...Mas o que é importante não muda... a tua força e convicção não tem idade. O teu espírito é como qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida." [ Madre Teresa de Calcutá ]

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Então eu seria uma criança feliz


Se à segunda-feira se pudesse correr livremente pelos prados
e as flores desabrochassem numa explosão de cor…
Se à terça-feira se contemplasse o céu
no seu mistério de um azul sem fim…
Se à quarta-feira se retirassem as máscaras
e a verdade brotasse…
Se à quinta-feira a alegria entrasse nos corações…
Se à sexta-feira todos se dessem as mãos…
Se ao sábado os pais contassem aos filhos histórias de encantar…
Se ao domingo a beleza do silêncio se renovasse em cada ser…
Então eu seria uma criança feliz,
e a minha canção voaria por sobre as casas,
dançaria entre os ramos das árvores,
e à hora do crepúsculo repousaria sobre os mares do mundo, tornada canção de embalar,
a encher de paz e de ternura os sonhos das crianças.
Anónimo

Porque já há muito o desejava e este texto me inspira, tal como a foto, começo hoje...

sábado, 14 de junho de 2008

Nas Rodas do Sonho


Estou na praia, sozinha no meio de uma multidão, a família foi tomar um banho… Olho a imensidade do mar e o azul do céu como que a tocar-se num beijo eterno. E saio da realidade, sonho?...
Sonho com um mundo de justiça e solidariedade, um mundo onde o amor exista como oferta de cada um ao outro, por mais diferente que ele seja.
Sonho com um mundo onde o egoísmo se tornou uma quimera porque simplesmente se diluiu na água do mar azul da Praia do Pedrógão.
Sonho que um dia haverá uma praia cuja areia faça deslizar suavemente os “deficientes” para tomar o seu banho levados por cadeiras, cujas rodas foram substituídas pela brisa que as leva até à beira mar. Sonho com o dia em que as muletas se transformam em asas brancas e em cada rosto brilha o sorriso da alegria e da surpresa…
Neste fim de tarde, sentada comodamente na esplanada da areia, ouço o barulho das crianças a brincar, o riso dos jovens e adultos que conversam animadamente…
Tomo uma bebida refrescante, aparentemente faço parte do grupo que por ali está sentado e sou mais uma, não fora a minha "muleta" encostada à mesa, tudo seria igual.
No entanto há em uma nostalgia e uma saudade que faz a diferença, há uma vida escondida e inacessível aos outros, há uma experiência de sofrimento vivido que já ultrapassou os limites da existência e me fez ir e voltar… Há ainda uma sensação que faz vibrar o meu coração e o faz voar até ao AMOR.
Sinto o cheiro e oiço o barulho do mar que se estende até perder de vista e uma onda chega junto de mim como uma melodia que me embala e leva ao colo até ao infinito, até Deus…Deixo-me levar por essa onda de paz, por este brilhante encantamento dos raios de sol que se confundem com a areia e com o azul do mar…E VOU…
Tudo é claro e simples, não há medos nem pressões, nem saudades, o Deus da paz - do descanso - vem ao meu encontro fazendo-me perceber que em lado nenhum tinha sido tão ansiosamente desejada.
Há uma mão que me acaricia, há uma voz que sussurra docemente: “Não tenhas medo, estava à tua espera... Sempre esperei por ti e sabia que um dia virias”.

Alice (Praia do Pedrógão em 2006)

Este é a primeira partilha que vou publicar e por isso ela dará o nome a este meu blogue.