quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Despedidas... Pai

"  (…) A despedida talvez seja a parte mais difícil da amizade. Não se pode dizer muita coisa. Acho que aprendemos devagar, por vezes com muito custo, por vezes mais serenamente, e ambas as coisas estão certas.
(…) Alguns amigos tornam-nos herdeiros de um lugar, outros de uma morada, outros de uma razão pela qual viver. Certos amigos deixam-nos o mapa depois da viagem, ou o barco em qualquer enseada…"

José Tolentino Mendonça - In Nenhum caminho será longo 

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Quero falar-te de amor, de despedidas, dos lugares por onde vou passando e do pequeno barco que ficou à deriva e se acomodou na enseada, quando tu partiste para sempre.
Dos dias de inverno, quando a nossa casa ficava rodeada de neve. E eu de nariz encostado aos vidros da janela ficava deliciada a ver as minhas irmãs e as outras crianças brincar. De quando abria devagarinho uma fresta e me davam bocadinhos de neve que ficava a amassar nas mãos até que se derretesse e se escapasse por entre os meus dedos. 
Recordar também o teu colo, os teus ombros, os balões a fugirem das minhas mãos e a nossa cumplicidade e ternura. 
Falo ainda, de como sou testemunha da tua vida e do teu amor por cada pessoa. Guardarei em mim "o mapa" que deixaste, depois da tua, para a minha viagem.
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domingo, 12 de fevereiro de 2017

Silêncio

Silêncio!!!
Prestes a ver o filme silêncio, baseado na história dos Jesuítas no Japão. Olhos postos no ecrã e momentos de alguma expectativa.
Mais tarde: Silêncios, mais expectativas, fragilidades, acertos, crueldade... Por outro lado a parte consoladora: na fé e entrega daqueles, e são tantos os que não vacilam.
Silêncios e reflexões para repensar... Um aparente silêncio de Deus, nos momentos em que parece tudo depender de sinais Dele. 
Depois, vê-se que ... Ele está presente, e em momentos cruciais fala para dizer de si próprio, que é amor e compaixão, que é força. Que é a Vida.
Continuo a minha reflexão sobre o assunto.
Alice

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Caminhos

Neste caminho que sou convidada a percorrer, vou aos  poucos encontrando o meu ritmo. E, quer na montanha, no jardim, até nos desertos silenciosos, desejo ajudar a que cada um possa encontrar o seu.
Alice 

"Assim, na montanha a que se subir ou na caverna a que se descer, no deserto que se atravessar ou no jardim que se cultivar, à pergunta vital «onde estás?», é-nos dado responder, humanamente inteiros, frágeis e grandes, «eis-me aqui»."
padre José Frazão Correia, sj