domingo, 24 de novembro de 2013

a cor do silêncio

Paro aqui porque quero ouvir o silêncio... abrigo-me neste tecto cinzento que deixa passar um raio de sol também silencioso. Sinto o ar que passa pelas frestas desta casa onde escolho hoje morar. 
Acolho a força e a simplicidade do nada porque tudo o que me rodeia me fala de ti... Trago comigo a saudade... e o  silêncio toma as cores de cada ausência, de cada dor, de cada palavra... 
Eis-me aqui para acolher tudo o que me ofereces Senhor.  

Deixo um poema:

O que dói. É tudo.
O que dói
É não poder apagar a tua ausência
e repetir dia após dia os mesmos gestos
O que dói
é o teu nome que ficou como mendigo
Descoberto em cada esquina dos meus versos
O que dói
é tudo e mais aquilo que desteço
Ao tecer para ti novos regressos
Daniel Faria

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Falo do dia de Todos os Santos e da minha terra

Hoje é um dia, em que relembramos o sentido da vida que nos vem da fé. Movimentam-se pessoas e ramos de flores, enfeitam-se os cemitérios, pensamos nas pessoas que se ausentaram do nosso convívio para uma vida feliz que não acabará nunca. Falamos uns com os outros, de Todos os Santos e de felicidade…
E de facto a Felicidade acontece nas possibilidades e nas pequenas certezas do dia-a-dia, está à distância do meu querer, do amor que ponho, ou não, nas coisas que faço, está onde estiver um sorriso ou um abraço…
Olhando este dia de Outono que entrou cheio de força e suavidade nas nossas vidas, se instalou e nos dá menos tempo de luz, penso em tudo quanto é pequeno, frágil e mesmo assim nos alegra e faz felizes, porque nos ensina a amar mais. 
Deixo estas fotos da “minha terra” e uma reflexão sobre a santidade que faz sentido e se faz convite para mim.

«A flor do mundo é a santidade. Ela dá flexibilidade à dureza, torna uno o dividido, dá liberdade ao aprisionado, põe esperança nos corações abatidos, esconde o pão no regaço dos famintos, abraça-se à dor dos que choram. A santidade é anónima e sem alarde. Expressa-se no pequeno, no quotidiano, no usual»

P. Tolentino de Mendonça


Fotos - amiga Zilda