segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tocar a outra margem...


Recolho esta imagem de um powerpoint e guardo-a, ela tem sentido para mim.
Ao celebrar este acontecimento de fé que é a vinda do Espírito Santo, entre os limites do meu entendimento, da minha fé e sobretudo de poder verbalizar emoções tão intimas, perguntava-me como sempre: afinal o que é o espírito santo para mim? Como o sinto? Como vivo a sua presença ou não?
A resposta demora... É preciso parar, respirar fundo, ligar-me à Vida que me sustenta, é preciso... É preciso que tudo seja pensado de novo...
Deito-me cansada e no silêncio do meu quarto, deixo-me envolver nestes pensamentos até ao momento do abraço que memorizo para não perder de vista, do abraço que me dá força e me faz desejar ser livre, que me aumenta a fé e a esperança e me traz à mente este poema que vos deixo, porque agora o entendo à minha medida… Na "outra margem", está uma mão que acolhe, um vento que sopra levemente, uma luz que brilha, uma flor que desabrocha... apenas porque eu existo.

Não fui margem sem outra margem onde ligar os braços
Mas fui o tempo solto para entrançar os meus cabelos
E o movimento dos teus pés descalços
Não fui a solidão inteira nem reclusa
Daniel Faria

domingo, 6 de maio de 2012

Amo-te Mãe

Mãe, hoje está sol e o sol aquece e dá vida.
As tuas violetas chegaram e trazem sinais da tua presença entre nós. Como te sentimos próxima nesta ausência!
Serás sempre a nossa "Violeta" mais bela, e dela cuidaremos como cuidávamos de ti até o sono nos vencer  e... Até à hora em que quiseste partir para junto do Pai, porque a tua missão tinha acabado aqui neste espaço onde o corpo se move e se relaciona, onde o corpo se toca e se deixa tocar, para que o coração e a alma tenham vida e sintam vibrar o amor. Repito mãe: "No princípio está o dom e no fim o abraço..." E tu estás a receber  esse abraço que só em Deus atinge a plenitude.