domingo, 30 de maio de 2010

O tempo que eu gasto


Gosto das minhas rosas, fui eu que as fotografei... Estava sentada num pequeno muro e “gastava” algum do meu tempo a olhar a natureza à minha volta e a meditar sobre alguns acontecimentos recentes da minha vida.
Novas relações, novas amizades, novas certezas vão surgindo em cada dia que desponta no meu acordar. O dia estava quente e brilhante e dei-me conta, a certa altura, que os meus olhos brilhavam também e o meu coração pulsava com mais força. "Aquele abraço que sinto da parte de Deus, aconteceu de novo... palpável, verdadeiro, enorme...
E foi assim, neste ambiente de paz que estas rosas passaram a ser para mim, as mais belas e as mais simples… As únicas!
Alice


Extracto do livro "O Principezinho"
«Então... o principezinho foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar. »

Exupéry

domingo, 16 de maio de 2010

O Papa Bento XVI e os convidados da última hora


Bonita e cheia de ternura e emoção, foi para mim, a visita do Santo Padre a Portugal!
Em Fátima estive muito próximo dele e senti-o também muito próximo de mim...na sua forma de estar, de olhar de nos falar e de rezar connosco.
Havia no dia 12, na Igreja da Santíssima Trindade, uma corrente de amizade e de vida, de fé e de esperança a percorrer-nos.
Tinha preparado o coração para o ver na televisão, com sentimentos de pertença àquele a quem Jesus diz: "TU ÉS PEDRO E SOBRE ESTA PEDRA EDIFICAREI A MINHA IGREJA".

Sabia que havia algumas pessoas, de certos sectores da Pastoral da Igreja, que iriam ter oportunidade de estar com ele numa proximidade maior. Mas também achava que não tinha chegado o meu momento, pois não estava inserida formalmente em nenhum desses sectores ou movimentos.
Eis então… que no dia 10 à tarde chega um convite das Comunidades de Vida Cristã, a que estou ligada e, tal como aqueles "convidados do banquete", na última hora, organizámo-nos, eu e as minhas amigas Zilda e Maria José para ir ao seu encontro. Assim lá estávamos nós, na fila da Igreja da Santíssima Trindade, porta de "S. Tomé" à espera de entrar para o ver de perto, ouvi-lo, rezar com ele, respirar com ele o mesmo ar puro e fresco de Fátima.

Levei uma cadeira de rodas emprestada, porque o meu pé ainda não está totalmente curado da queda, mas sobretudo por saber que não consigo percorrer grande distâncias a pé, e foi essa mesma cadeira, que me facilitou a proximidade, pois um dos seguranças do Vaticano colocou-me junto da passadeira por onde o Santo Padre saiu no fim da Celebração.
Senti para além da comoção a alegria de "estar" de "viver" e de “Celebrar” a minha fé com muitas centenas pessoas, irmãos em Jesus Cristo e com eles repetir em feliz entusiasmo: Viva o Papa!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Bento XVI em Portugal

O Papa aterrou às 10h58 em Figo Maduro, cerca de três horas depois de ter partido de Roma.

Senti uma enorme emoção.




domingo, 2 de maio de 2010

Dia da mãe

DOMINGO e eis que o dia me parece mais luminoso, feito de encanto e colorido... assim posso mais uma vez confirmar sem qualquer dúvida... Deus aqui presente a querer dar-nos o Amor de que mais ninguém é capaz.

Dia da Mãe! Sinto o calor do dia, a beleza da vida e ao mesmo tempo a nostalgia de ver a minha mãe ir saindo lentamente... Como se estivesse a ausentar-se das nossas vidas...
E no entanto eu sei, eu acredito que quanto mais de for ausentando, menos sofre. E Deus presente apesar de tudo...Nós sentimos que de vez em quando ela fica completamente fora do nosso convívio e das nossas conversas. Mas só um o coração de filhos, só um coração fiel e amoroso de esposo, o vão percebendo... E confirma-se mais uma vez que "Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos..."Tão estranha esta doença de Alzheimer! E Deus presente em tudo o que vivemos... a amar-nos e a dizer-nos: Vinde repousar no meu ombro amigo, vinde que vos quero e desejo o vosso amor, vinde porque sois meus filhos bem amados!

Parabéns a todas a mães!

(Foto de mãe, pai e sobrinha)

sábado, 1 de maio de 2010

A minha cidade


As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.
Fernando Pessoa