domingo, 27 de fevereiro de 2011

"Não vos inquieteis com o dia de amanhã...Olhai as aves dos céus! "


Hoje gostaria de conseguir que o meu dia fosse marcado por esta temática que me trouxe a liturgia. Nem sempre me é fácil porque, passados estes momentos de paragem em que me sento e escrevo um pouco, a vida recomeça numa corrida imprevisível que por vezes não consigo gerir com a tranquilidade que gostaria.

Inácio de Loyola, fala-nos do "desejo de desejar" como algo que já produz frutos de VIDA e AMOR, e por isso, hoje e sempre desejo Senhor, perder os medos que não me ajudam a apreciar a beleza do mundo que me rodeia... a acreditar na bondade das pessoas e a amar-Te em tudo e em todos.
Ontem alguém falava sobre os nossos medos, e recordava que eles são como o fumo, cabem dentro de uma das nossas mãos e quando abrimos a mão, eles não estão mais lá, porque na palma da nossa mão está tatuado o nosso nome e o grande amor que Deus Pai tem por cada pessoa.

«Não vos preocupeis, quanto à vossa vida, com o que haveis de comer ou de beber, nem, quanto ao vosso corpo, com o que haveis de vestir.
Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que o vestuário?
Olhai para as aves do céu: não semeiam nem ceifam nem recolhem em celeiros; o vosso Pai celeste as sustenta. Não valeis vós muito mais do que elas?
Quem de entre vós, por mais que se preocupe, pode acrescentar um só côvado à sua estatura?
E porque vos inquietais com o vestuário?

Olhai como crescem os lírios do campo: não trabalham nem fiam; mas Eu vos digo: nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles...» (Mt. 6.25-29)

O que nos pré-ocupa, ocupa-nos de tal maneira que não nos deixa tempo para o essencial para aquilo que é mais valioso… Para a vida, para Deus, para os irmãos!
Por isso hoje desejo abandonar-me nas mãos deste Pai sem me inquietar demasiado, pois CREIO que em cada dia Ele me vai dando aquilo que verdadeiramente necessito.
E é nestes desejos nem sempre conseguidos, que eu vou aprendendo a olhar a vida com mais tranquilidade e a superar alguns desafios num silêncio que pode ser produtivo, porque não destrói, não perturba nem deseja magoar... E depois cada momento vai acontecendo na certeza de que sou uma filha muito amada.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Uma mão cheia de sorrisos


Porque é sábado e irei estar com os nossos meninos da catequese, deixo esta mão cheia de sorrisos que vão crescendo... crescendo... crescendo!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Hoje mais um Domingo na minha vida

HOJE quero falar-te Senhor, com Madre Teresa de Calcutá e mesmo que me sinta com menos forças, farei por estar mais atenta aos que me rodeiam, tenho em mim muitos desejos, mas procurarei dar mais força ao desejo de que tudo devo fazer por amor.

"Ama a vida. Ama-a assim como é.
Ama-a em plenitude, sem exigências; ama-a quando te amam ou quando te odeiam.
Ama-a quando ninguém te compreende ou quando todos te compreendem.
Ama-a quando todos te abandonam ou quando te exaltam como um rei.
Ama-a quando te roubam tudo ou quando te oferecem tudo.
Ama-a quando há sentido e quando parece não haver.
Ama-a na plena felicidade ou na absoluta solidão.
Ama-a quando te sentes forte ou quando se sentes frágil.
Ama-a quando tens medo ou quando te sentes com coragem.
Ama-a não só pelas grandes coisas da vida
Mas ama-a pelas pequenas alegrias do quotidiano.
Ama-a mesmo que não te dê o que mais gostarias,
Ama-a mesmo que não seja como tu queres.
Ama-a por todas as vezes que nasces e pelas vezes que estás a morrer.
Mas nunca ames sem amor. Nunca vivas sem vida! "

A Covilhã vista da "varanda dos carqueijais" a meio da subida para a serra da Estrela.
Foto tirada por um bom amigo que tem o condão de me fazer descontrair um pouco diante das câmaras...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Confiança

Flores em Algoncosta - Fundão

Ontem, domingo, senti particularmente, a presença de um Deus que, em Jesus me diz e repete vezes sem fim: Alice amo-te muito!
Às palavras fortes e um pouco difíceis, que o evangelho de S. Mateus nos trouxe, senti na reflexão proposta, que Deus me quer levar por outro caminho: o da confiança!
De novo me aponta horizontes e caminhos de felicidade. Convida-me a deixar cada vez mais de olhar a vida e as coisas pelo seu exterior, mas a fazê-lo com todo o meu coração, desafia-me a torná-lo cada vez mais, um coração observante...
Onde está então o meu coração? Qual a verdade do meu coração?
Falo eu as coisas a Deus ou deixo que seja Ele a falar-me?

Questões como estas me foram colocadas e algumas respostas fui dando a mim própria, desejando que elas possam passar verdadeiramente, da cabeça para o coração, do sonho para a realidade…
Porque afinal, o que Jesus não deseja mesmo, é que eu deixe o meu coração abater-se diante das dificuldades e diz-me que para que isso possa ser uma realidade na minha vida, devo procurar levar este desejo também àqueles que me rodeiam.
“ Que a tua palavra seja: ‘Sim, sim; não, não’”. “Tu, porém, quando orares”...
Só o Senhor sabe a verdade da oração de cada pessoa, então posso confiar mesmo... só Ele sabe quanto desejo ter um coração verdadeiro e sincero, um coração que possa um dia intuir, como Santa Teresa d’Ávila “Só Deus basta”.

Gosto de acreditar naquilo que foi dito de uma forma tão persuasiva: “Uma oração sincera é sempre escutada pelo Senhor, não pode deixar de o ser”.
E ainda que agora não seja capaz, peço ao Senhor como graça, a ajuda para ser capaz: de ser como ainda não sou, rezar como ainda não rezo, amar como ainda não amo!
Alice

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Morreu a minha violeta




Na verdade a violeta, não era só minha, foi oferecida à minha mãe por alguém que a chama de “Violeta” e a quem ela dá sempre um sorriso, mas eu gostava dela e regava-a cuidadosamente... Morreu lentamente, sem eu me dar conta. Nunca saberei o que lhe faltou para desejar viver um pouco mais…

Ilha dos mortos

Enquanto iluminas a entrada do rio
o cobre emudece dinastias sem número
por degraus desiguais os mineiros,
os artesãos, as lavadeiras
lutam pela perfeição, lutam por Deus
em galerias remotas
as armas de caça vencidas
por ramos e arados

nenhuma morte é tão longa quanto a vida
diria quem pela primeira vez
visse debaixo de árvores sombrias
o sítio do mar, a porta das constelações
cem espantos possíveis
e no espanto uma esperança

o loureiro assinala a todos sua ciência negligenciada
címbalos, manuscritos e coroas
atiradas para o chão como vestimenta da batalha
insígnias do nosso posto de estrela em estrela

dão-nos sem nós pedirmos
ouvimos até sem querer
acima das arestas sombrias
a noite clara e os bosques

José Tolentino Mendonça

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Palavras


Há palavras que são com uma brisa leve, que sopra até ao mais profundo do meu ser e fazem de mim um ser em busca de esperança, de uma forma única e nunca experimentada...

E porquê? Porque ninguém se repete, nenhuma pessoa é o retrato ou o coração da outra, nenhum cérebro pode pensar pelo de outro.
É assim que vou encontrando sempre motivos de esperança, uma esperança que não cede à pressão da minha existência cheia de fragilidades ... E, neste dia de céu cinzento em que me sento um pouco, depois de ter feito algum trabalho habitual. Estou na companhia dos meus pais mas... penso, digo, leio e rezo palavras que acompanham e alimentam a minha vida.

Pensando bem, tenho a sorte de ter algumas pessoas à minha volta cuja vida são "palavras de tranquilidade, de bondade e de paz", é que a palavra tem tal força e poder que tanto pode ser uma brisa leve, que, como dizia no inicio e me ajuda a buscar a esperança... Como algo que se transforma em brisa agitada que me atira facilmente para o abismo.

Há pessoas que têm o dom da palavra e há palavras e pessoas que são dom em si mesmas e trazem Deus à minha vida, por isso me sinto uma pessoa privilegiada no ver, sentir e pressentir Deus em muito do que é o meu quotidiano simples. Só preciso de estar atenta...

Alice

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Hoje recebi malmequeres


Hoje recebi e enviei malmequeres da minha/nossa serra... É domingo e está um sol quentinho que me aquece o olhar, o coração e a vida.
Vou caminhando mesmo quando e sobretudo... se me sinto menos entusiasmada ou talvez desiludida...
Continua em mim um sorriso mesmo que ligeiro mas sincero, para que não restem dúvidas de que me sinto muito amada por Deus.

Deixo um poema:

Como a terra é necessária.
Como o fogo sustentas os lares.
Como o pão és pura.
Como a água de um rio és sonora.
Hoje, alegria, encontrada na rua,
longe de todo o livro, acompanha-me:
contigo quero ir de casa em casa,
quero ir de aldeia em aldeia,
de bandeira em bandeira.
Não és só para mim.
Às ilhas iremos, aos mares.
Contigo pelo mundo!
Com o meu canto!
Com o voo entreaberto da estrela,
e com o regozijo da espuma!
Vou cumprir com todos
porque devo a todos a minha alegria.
Não se surpreenda ninguém porque quero
entregar aos homens os dons da terra,
porque aprendi lutando
que é meu dever terrestre
propagar a alegria.
E cumpro o meu destino com o meu canto.

Pablo Neruda

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Coisas simples...

Esta é a minha nova écharpe, e como é muito especial, tive o cuidado de a fotografar.
Sempre pensei que sem as pessoas as coisas de nada servem, e aqui estou agora a confirmar esta verdade...
Talvez esteja com ar um pouco cansado, viajei de manhã ao Hospital de Gaia e voltei logo a seguir, mas queria que fosse hoje, porque esta minha écharpe é única e veio acompanhada de um cartão a transbordar de ternura e amizade. Um obrigada à minha amiga Paula que me ajudou a sentir mais viva e amada neste dia!