domingo, 22 de janeiro de 2012

Abri a minha varanda


“... Todos começamos assim, como um dom que confirma a vida como graça. Admiravelmente, esta origem é tão frágil e tão promissora. Cada bebé que venha a este mundo é apresentado à luz como dádiva. Por isso, poderá viver de gratidão, honrando para sempre a sua origem.
Ninguém dá, a si mesmo, a vida. Cada um é trazido de muito longe, como fruto de uma longa memória. E o fruto de um ventre que o sentiu e o plasmou num corpo único”.
(“A graça e o custo da existência, P. José Frazão, SJ)

Relia este artigo de um amigo e detive-me nesta parte que cito, sugerindo ao meu pensamento e ao meu coração,  se deixassem tocar pela memória do meu nascimento, do ventre que me sentiu e plasmou, mas também da dádiva que me foi feita ao nascer, qual “imposição” que me tornou num ser em busca constante de razões para amar, um ser em busca da felicidade, sendo que nessa busca,  intuo-me feliz, torno-me já feliz…
É domingo, o sol entra pelas janelas da nossa casa como que a presentear-nos e a dar-nos vida,  neste dia do Senhor da Vida.
Abro a varanda e deixo que esta luz me toque… deixo que estes raios de ternura “quente” circulem e se estendam por toda a casa, para que Tu, possas entrar e permanecer.
Há uma semana eu questionava-te “onde moras Senhor” e então, de novo, tu me desafiavas: “Vem ver” Precisas de ver para saber…
Sim,  eu fui e vi, mas preciso voltar, preciso saborear esta relação que se torna vital, que implica a minha vida e me faz correr alguns riscos.
Mas hoje digo-te Senhor: Abri a minha varanda, abri a minha casa e abro-Te o meu coração. Vem morar comigo, vem ficar comigo…

Alice



Sem comentários: