domingo, 24 de novembro de 2013

a cor do silêncio

Paro aqui porque quero ouvir o silêncio... abrigo-me neste tecto cinzento que deixa passar um raio de sol também silencioso. Sinto o ar que passa pelas frestas desta casa onde escolho hoje morar. 
Acolho a força e a simplicidade do nada porque tudo o que me rodeia me fala de ti... Trago comigo a saudade... e o  silêncio toma as cores de cada ausência, de cada dor, de cada palavra... 
Eis-me aqui para acolher tudo o que me ofereces Senhor.  

Deixo um poema:

O que dói. É tudo.
O que dói
É não poder apagar a tua ausência
e repetir dia após dia os mesmos gestos
O que dói
é o teu nome que ficou como mendigo
Descoberto em cada esquina dos meus versos
O que dói
é tudo e mais aquilo que desteço
Ao tecer para ti novos regressos
Daniel Faria

2 comentários:

Carla Fernanda disse...

Lindo lugar, a casa do silêncio!!
Ando à sua procura...

Bom dia!

Carla Fernanda

Carla Fernanda disse...

Obrigada pelo belo poema!
Ausência
Fala

Ouvir-te-ei
Ainda que os segredos
As amoras me chamem

Diz-me
Que existirão lágrimas para chorar
Na velhice
Na solidão

Ainda que acordes os olhos dos deuses

Fala

Ouvir-te-ei
A coragem

Alguém de nós que já não está

Daniel Faria, in "Oxálida