quinta-feira, 9 de julho de 2015

reconhecendo-me

Assim me sinto hoje, reconhecendo o Amor do meu Senhor, que me conhece como sou e assim me ama.


«É na disponibilidade que manifestas em dar-me tempo, o tempo de que preciso para percorrer as minhas distâncias, que me reconheço reconhecido.

E na palavra que me dás para que eu possa dizer-me, sim, porque não poderia ter consciência de mim e do dom que a vida é se não narrasse o meu próprio caminho e as direções que tomei, ainda que, tantas, tenham sido erradas. E, também, no lugar que me cedes para que eu assuma, de novo, o meu próprio lugar, à medida e ao ritmo das minhas possibilidades.

Quando me reconheces no que sou - e não me exiges que finja ser o que não sou -, sou eu que reconheço com gratidão o quanto já me foi dado e, sobretudo, o que ainda poderei ser. Assim mesmo, sempre que entre-nós-me-reconheço-reconhecido, já bebo da vida que é eterna - toco a sua origem sagrada, recoloco-a nos lugares do meu quotidiano, confirmo a bondade do desejo de a ver resgatada à usura do tempo. No teu reconhecimento, vivo. Entre-tanto, aprendo a reconhecer que, assim, Deus se me vai revelando.»

José Frazão Correia, in "A Fé vive de afeto"


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