domingo, 18 de fevereiro de 2018

Escolher a Luz


Recomeçar, caminhar, encontrar... 
O mesmo desejo de exprimir sentimentos e emoções, de descalçar as sandálias de reavivar memórias e amores distantes. Que esta reflexão de Ermes Ronchi, seja o mote. 

A tentação é sempre uma escolha entre duas vidas, melhor, entre dois amores. E, sem escolher, não se vive. «Tirai as tentações e ninguém mais se salvará» (Abba António, Padre do Deserto), porque faltaria o grande jogo da liberdade. Esse que abre toda a secção da lei na Bíblia: coloco diante de ti a vida e a morte, escolhe! O primeiro de todos os mandamentos é um decreto de liberdade: escolhe! Não ficar inerte, passivo, prostrado.
(...)
Do deserto é lançado o anúncio de Jesus, o seu sonho de vida. A primavera, nossa e de Deus, não se deixa perturbar por nenhum deserto, por nenhum abismo de pedras. Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia para proclamar o Evangelho de Deus. E dizia: o Reino de Deus está próximo, convertei-vos e acreditai no Evangelho.
(...)
Jesus passa e atrás dele, nos caminhos e nas vilas, permanece um rasto dos pólenes do Evangelho, um eco no qual vibra o sabor belo e bom da alegria: é possível viver melhor, um mundo como Deus o sonha, uma história outra, e aquele rabi parece conhecer-lhe o segredo.
Convertei-vos… Como que a dizer: voltai-vos para a luz, porque a luz já aqui está. E é como o movimento contínuo do girassol, o seu orientar-se tenaz para a paciência e para a beleza da luz. Para o Deus de Jesus e o seu rosto de luz.
  
P. Ermes Ronchi 

Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura

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