A mais bela mensagem de Natal

A lua não mente. Cresce como diz. O calor aperta húmido e implacável. A árvore de Natal não existe, mas quando surge vem despida de ricos adornos. Às vezes nem é árvore. É só palmeira. O caminho é pobre, suado, carregado de pó, silencioso, descalço, discreto... Mas é caminho e vai-se fazendo. O comércio não aproveita esta estrada toda. Fica na monotonia dos seus normais carreiros terrosos. Os preços aumentam só porque sim. Só porque alguém ouviu dizer que é festa. Se é festa, é festa. Há que aproveitar. Ouvem-se cânticos, mas só ao longe são natalícios. Os barretes vermelhos com que a Coca-cola vestiu S. Nicolau ficaram lá para trás, numa metrópole distante que os adoptou apenas pela atracção da cor. Quem tem cabeça deseja-a despida desses calores exagerados das terras do Norte. A própria Coca-cola deixou de poder refrescar. Esgotou-se a meio do caminho e decidiu não chegar ao fim. Não importa. Vem connosco a água, verdadeira, filtrada e pura, sequiosa de chegar ao seu destino: aquela ...