domingo, 17 de janeiro de 2010

As bodas de Caná - Um milagre de Amor

Hoje gostaria de escrever um pouco...

O frio, a neve e a chuva que se fizeram sentir nos últimos dias, gelaram um pouco os meus "sonhos" o meu interior, talvez até o meu coração... O nevoeiro intenso e branco ficaram a silenciar a minha vida durante alguns dias.

No entanto, tudo o que é exterior em mim, vem de dentro, fabrica-se dentro do meu ser, alimenta-se dos meus sentimentos e revela-se muitas vezes em falta de energia e de vontade, de alegria e até de entrega.

Sinto o abatimento e a dor de ver a saúde da minha mãe deteriorar-se lentamente, percebendo que não sou capaz de lutar contra este Alzheimer que lhe atinge cada vez mais a memória como que se aos poucos ela estivesse a sair da minha/nossa vida.

Mas a vida em si é já um Milagre de Amor, e o meu dia de hoje, mesmo que tenha acontecido, entre o de ontem que foi difícil, e o de amanhã que será futuro... foi um novo Milagre do amor de Deus!

SIM... O melhor está para vir, o "vinho melhor vem no fim" tal como em Caná da Galileia, mesmo que Jesus parecesse distraído.

E Amar é isso... Acreditar o outro está, mesmo quando tudo nos parece silêncio...

Alice

3 comentários:

Celeste disse...

Querida Alice:
Não tenho o dom da palavra nem da escrita,mas queria que soubesses que partilho a tua tristeza e desânimo.
Tem coragem!Melhores dias virão!
E que posso dizer-te mais?...O Deus de Amor leva-nos ao colo nestes momentos difíceis!Força!
Um abraço amigo,
Celeste

Pep disse...

Lembro-me com tristeza para as pessoas que não têm mais o meu lado, aqueles que estão lentamente se está a meio caminho, os amigos que não vai andar ao meu lado até a idade da praia .....
Mais tarde eu ouvi que o meu filho me pergunta com um sorriso porque as nuvens não caem do céu .........
O abraço e agradecer por tudo e eu tive.

um abraço.

Marcello di Paola disse...

Alice, descobri por acaso teu BLOG e achei maravilhoso. Essa forma serena e suave de escrever é o que procuro, pois é o que acalenta minha existência entre as idas e vindas do cotidiano tediante.