domingo, 7 de fevereiro de 2010

De agora para a frente, sem medo...


« Um dia estava Jesus à beira do lago de Genesaré e a multidão apertava-o, porque queria ouvir a mensagem de Deus.
Ele viu dois barcos parados junto à praia. Os pescadores tinham saído e estavam a lavar as redes. Jesus entrou num dos barcos, que era de Simão Pedro, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra. Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra.
Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão. Quando acabou de falar, disse a Simão:
«Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca».
Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar...» eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam.
Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens». Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
De S. Lucas 5

A Vida vai fazendo de mim uma pessoa que parece ausente, mas não... Aqui estou, venho de vez em quando, amigos.
Cresce em mim uma forte convicção, de que é preciso «fazer-me ao largo», continuar mesmo sem certezas… E hoje ao contemplar este texto de S. Lucas e o desafio que nos lança, pressinto mais uma vez o longo caminho a fazer.
Então... vim até à "minha praia" e comigo... mesmo à beirinha, Ele quer estar, sem dizer nada, sem forçar a sua presença. Só deseja que eu seja também presença no mundo.
As pegadas que O trouxeram até junto de mim são nítidas e únicas... Como cheguei aqui não sei... Não sinto os pés, mas também não sinto cansaço algum, só me dou conta dos olhos a arder pelas lágrimas que derramei na viagem.
Cheguei ao colo de alguém? Talvez sim... talvez não... Mas VIM.
Não vejo os barcos nem as redes, mas um mar infinitamente calmo está a envolver-me no tal abraço, de que vos tenho falado sempre que me ponho nos braços de Deus.
Não há sol nem nuvens, não há frio nem calor, não há silêncio nem ruído...Parece-me ouvir só o som da esperança...

1 comentário:

PFR disse...

Não queria comentar mas não podia deixar de o fazer... tanto água, meu Deus, tanta!
Mar... barca... lágrimas... rios! Tudo isto no meio da montanha! O que é que dá unidade à montanha no mar? É Jesus... Jesus saía do mar e metia-se na montanha. Com Ele estamos perto de tudo, porque Ele está em tudo. Mais, o nosso corpo está na água,e a água vivifica o corpo, desde o seu início, baptismo. É a sintese da vida, é a sintase do texto, ou pessoa, a quem deixo este comentário.
PFR