sexta-feira, 23 de setembro de 2011

No cemitério


Fui ao cemitério, ver e estar um pouco junto da campa da minha mãezinha. No dia em que foi enterrada não consegui, eram muitas escadas para subir, uma caminhada enorme a fazer e eu já não tinha mais forças. Depois das últimas orações que foram feitas, fiquei em baixo com alguns amigos...
Poucas vezes tenho ido a cemitérios, hoje fui com as minhas irmãs e ficamos em silêncio um tempo. Só depois conseguimos rezar.
São tão tristes os cemitérios... sobretudo quando estamos a olhar sem ver, porque o que amamos não existe da mesma forma... mas existe.
A campa tinha flores novas que eram lindas... Mas tudo me parecia um sonho.

(As flores são açorianas do amigo HJ)


1 comentário:

Zilda disse...

Amiga!
Acompanhei com amor, alegria e não sem dor partes da vida da D. Julieta. Pude saborear alguns dos seus cozinhados, aprendi que o amor o acolhimento foram a sua constante, recebi muitos beijinhos e meiguices. Estar junto do corpo já sem vida, estar junto da família que apelido de “família adotiva” foi partilhar momento de dor, foi aprender que o importante é estar…
já a caminho do cemitério, no carro com Alicinha, Nuno e P. José Frazão vivi o silêncio do sábado santo. A experiencia do lugar vazio. Silêncio cheio de significados sons e palavras, mas silêncio que não conseguiu por em palavras a mais secreta riqueza da alma. Não fosse a nossa fé ungida de esperança cairia no desalento.
Cristo sepultado desce à mansão dos mortos, entre a Sexta-feira e o Domingo da ressurreição ficamos a olhar “a campa” em silencio um acto de energia, mais forte e mais intenso que qualquer palavra. Tudo agora é memória guardada dentro da nossa imaginação. Gosto de pensar que aqueles que amamos permanecerão sempre vivos dentro de nós.
E tu sabes que, mesmo em silêncio, te abraço, Amiga!
A todo o momento.
Beijo com carinho