quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A espera


Este é um tempo de espera... E eu espero!... Tal como espero em tudo o que acredito!

Penso isto em relação a muitas coisas e hoje espero e acredito que virá um pouco de sol...
Estes dias tiveram alguns desafios que foram sendo ultrapassados, o papi (paizinho) adoeceu de novo, dois dias no hospital e a casa ficou mais vazia.
A espera, depois o regresso... Está bem agora, nova medicação para as vertigens que têm surgido com muita frequência.
Senti a necessidade de ser um pouco "mãe da minha mãe", não desejando mais do que uma mãe deseja para para os seus filhos, procurando acalentá-la, sossegá-la, dar-lhe a mão para adormecer.

Deixo um poema, não sei quem escreveu mas gosto porque é simples e natural.



É isto o Natal

A esperança não é
fechar os olhos à realidade;
é olhá-la de frente
para a transformar.

É dizer não à dor,
ao medo e à morte,
ao ódio e à mentira,
à mediocridade.

É inventar gestos e palavras
que ajudem a descobrir os caminhos de encontro
e de busca,
do combate sem armas
pela paz e a harmonia.

É multiplicar perguntas
que obriguem a pensar;
é semear beleza
e alegria
para que todos sintam
o gosto de viver;
é, pela vida fora,
semear o amor.

É isto o Natal!


(Foto tirada pela amiga Zilda)

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