quinta-feira, 5 de maio de 2011

Como reporás a terra arrastada

Esta luz que me alumia e fortalece mesmo quando se esconde entre as nuvens e as árvores, esta luz que me adormece e acorda em cada dia, não precisa de muitas palavras e por isso simplesmente vo-la deixo neste poema.

Como reporás a terra arrastada
Para a boca?
Foges e foges
E repousas à sombra da velocidade.
E ao extinguires-te dizes
Tudo
O que podia ser dito
Sobre a luz.

Daniel Faria (Poesia)
Foto - Zilda

1 comentário:

Hermínio disse...

Olá! Gostei! Esta muito bem esta foto, com o poema bonito, sintético e profundo.

Obrigado!
JN