domingo, 1 de maio de 2011

Páscoa

Dá-nos, Senhor, aquela Paz estranha
que brota em plena luta
como uma flor de fogo;
que irrompe em plena noite
como uma canção escondida;
que chega em plena morte
como um beijo esperado.
Dá-nos a Paz dos que andam sempre,
despidos de vantagens;
vestidos pelo vento
de uma esperança núbil.
Aquela Paz do pobre
que já venceu o medo.
Aquela Paz do livre
que se apega à vida.
A paz que compartilha em igualdade
como a água e a Hóstia.
Dá-nos a tua Paz, a tua.


Pedro Casaldáliga.

Pintura:Gustavo Montebello

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