domingo, 8 de maio de 2011

Onde estás?

Onde estou, me perguntas?
A teu lado estou, amigo, na noite da espera,
na alba da vida, no vento da serra,
na tarde despovoada, no sono que não sonha,
na fome desgarrada e no pão para a mesa,
na felicidade partilhada e na isolada e amarga pena (...)
No silêncio selado e no grito de protesto.
Na cruz de cada dia e na morte que se aproxima.
Na luz da outra margem e no meu amor como resposta. (...)
Onde estou, me perguntas?
A teu lado estou, amigo; vivo e caminho na terra,
peregrino até Emaús para me sentar à tua mesa;
ao partir de novo o pão descobrirás a minha presença.
Estou aqui, convosco, com a alma em flor desperta,
nesta Páscoa de amor galopando pelas veias
do vosso sangue empapada de um Deus que vive e sonha.
Onde estou, me perguntas?.
A teu lado estou, amigo; despe-te para a surpresa,
abre os olhos e olha para dentro e para fora,
que no lagar da dor tenho os meus gozos e penas,
e na nora do amor, eu, teu Deus, chamo à porta.
Onde estou, me perguntas?
NA TUA VIDA, é a resposta.

Antonio Bellido

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