quinta-feira, 4 de março de 2010

O riacho e eu


Caminho à beira do pequeno, riacho... Corpo oscilante, cabeça baixa, ouvidos à escuta, do rumor leve mas intenso e único das aves que me acompanharam durante todo o percurso. O dia está a chegar ao fim, tudo foi muito rápido e ao mesmo tempo tão sublime...
A túnica aconchega e envolve, algo para além do meu corpo frágil, cinge uma alma e um coração que bate ao ritmo certo de um dia de paz e frescura. O cântaro que trago na mão é leve, porque só transporta a luz que fui recolhendo em cada passo da minha caminhada.
Nada tenho, nada desejo, nada espero, nada temo... vivo e respiro a Fonte da vida, passo e ninguém me vê, porque todos me desconhecem...
Alice

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