segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Confiança

Flores em Algoncosta - Fundão

Ontem, domingo, senti particularmente, a presença de um Deus que, em Jesus me diz e repete vezes sem fim: Alice amo-te muito!
Às palavras fortes e um pouco difíceis, que o evangelho de S. Mateus nos trouxe, senti na reflexão proposta, que Deus me quer levar por outro caminho: o da confiança!
De novo me aponta horizontes e caminhos de felicidade. Convida-me a deixar cada vez mais de olhar a vida e as coisas pelo seu exterior, mas a fazê-lo com todo o meu coração, desafia-me a torná-lo cada vez mais, um coração observante...
Onde está então o meu coração? Qual a verdade do meu coração?
Falo eu as coisas a Deus ou deixo que seja Ele a falar-me?

Questões como estas me foram colocadas e algumas respostas fui dando a mim própria, desejando que elas possam passar verdadeiramente, da cabeça para o coração, do sonho para a realidade…
Porque afinal, o que Jesus não deseja mesmo, é que eu deixe o meu coração abater-se diante das dificuldades e diz-me que para que isso possa ser uma realidade na minha vida, devo procurar levar este desejo também àqueles que me rodeiam.
“ Que a tua palavra seja: ‘Sim, sim; não, não’”. “Tu, porém, quando orares”...
Só o Senhor sabe a verdade da oração de cada pessoa, então posso confiar mesmo... só Ele sabe quanto desejo ter um coração verdadeiro e sincero, um coração que possa um dia intuir, como Santa Teresa d’Ávila “Só Deus basta”.

Gosto de acreditar naquilo que foi dito de uma forma tão persuasiva: “Uma oração sincera é sempre escutada pelo Senhor, não pode deixar de o ser”.
E ainda que agora não seja capaz, peço ao Senhor como graça, a ajuda para ser capaz: de ser como ainda não sou, rezar como ainda não rezo, amar como ainda não amo!
Alice

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