quarta-feira, 13 de agosto de 2008

As Palavras...

Bom dia!
Tenho sentido nestes dias, em que a doença da minha mãe me fez buscar mais forças.
Ela regressou e está a recuperar, estamos contentes!
Senti muito, através das pessoas, a força que Deus me quer transmitir e a Sua grande Ternura... Vejo que cada vez mais é possivel, conviver lado a lado com a saúde e a doença, com a dificuldade e a paz, com a alegria e a dor.
Recebi alguns comentários neste blog, que, por serem tão sinceros quanto cheios de carinho, publiquei e agradeço.
No entanto, queria deixar claro que sou uma pessoa feliz!
Tenho falado de experiências vividas, assumidas, mas sempre em "processo de integração"... Verdades que não vale a pena iludir... Mas experimento também que tudo se pode converter em VIDA NOVA.

Coloco este 'd' que não é meu, mas faz parte de mim...
“ É extraordinário como palavras tão essenciais como amor, encanto, humano ou eficiente podem mudar radicalmente de sentido pelo facto de lhes ser acrescentada, à partida, um simples ‘d ’. Ou, pior ainda, um perverso ‘d ’ seguido de um ‘e’ e de um ‘s’aparentemente banais, mas fundamentais. Senão vejamos:

“ É extraordinário como palavras tão essenciais como amor, encanto, humano ou eficiente podem mudar radicalmente de sentido pelo facto de lhes ser acrescentada, à partida, um simples ‘d ’. Ou, pior ainda, um perverso ‘d ’ seguido de um ‘e’ e de um ‘s’aparentemente banais, mas fundamentais. Senão vejamos:

A palavra eficiente muda para deficiente; o amor converte-se em desamor; ser humano passa a ser desumano e o encanto desvanece-se e torna-se desencanto. Tudo isto para dizer que devemos prestar mais atenção às palavras e ao uso que fazemos delas. Como diria a raposa ao Principezinho, vê melhor quem vê com o coração pois o essencial é quase sempre invisível aos olhos.
Só olhando com o coração podemos ver que a palavra deficiente tem um ‘d ’ a mais e que toda a dificuldade nos outros nos obriga a um olhar diferente na medida em que nos devolve um mundo de amor, de encanto e de humanidade e de eficiência.”


Laurinda Alves (jornalista)

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