segunda-feira, 28 de março de 2011

Cruz, rosa

Cruz, rosa
Dos ventos sem direcção que não seja o centro. Coluna
Sustentada pelos braços como um amigo que chega. Rosa
De orvalho e sangue para o corpo trespassado de sede. Árvore
Que bebe do homem. 
Árvore Em silêncio onde escutamos a palavra
Em carne viva. Verbo
Tão inteiro que se fez espelho.

Daniel Faria

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