quarta-feira, 30 de março de 2011

Vastidão

Gosto de voltar de vez em quando à leitura de Etty, a sua vida toca a minha vida. No seu Diário e nas suas cartas encontro sinais de um amor que bebe de um outro amor maior. Partilho com ela as alegrias, sorrisos as conquistas mas também os sofrimentos, lágrimas, e ainda o desejo de Deus. Partilho o desejo de aprender a ajoelhar diante do meu Senhor... e grata, muito grata.
E por isso aqui deixo algo que profundamente diz de mim ao dizer dela...

"O que importa é escutar o próprio ritmo dentro de ti e tentar viver segundo esse ritmo. Escutar o que emana de ti. Muito daquilo que fazes é simplesmente uma imitação ou dever imaginário ou falsas ideias acerca do que uma pessoa deve ser. A única certeza de como viver e o que fazer só pode provir das fontes que brotam lá no fundo de ti. E agora eu digo, muito humilde e grata, e é a sério, embora eu saiba que mais uma vez hei-de rebelar-me e tornar-me irritável: 'Meu Deus, agradeço-Te por me teres criado como eu sou. Agradeço-Te por vezes estar cheia de vastidão, essa vastidão não é senão o estar repleta de Ti'.»

Etty Hillesum

(Fotos da minha terra, é a minha amiga Zilda que vai fotografando para mim)

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